segunda-feira, 30 de junho de 2008

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Carimbar o impresso para requisição de carimbos para carimbar impressos de requisição de carimbos.

sábado, 28 de junho de 2008

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Bug no sistema.

Leituras

Washington Post | Stocks nosedive as oil hits records As bolsas mundiais estão a sentir os efeitos dos preços dos futuros de petróleo, agora a 140 dólares por barril mas que se estima chegarem aos 170 dólares neste verão. As consequências desta especulação são tremendas: enquanto alguns especuladores enriquecem, a economia mundial trava. Os medos de uma recessão grave mundial começam a revelar-se muito reais.

Weburbanist | The strangest secession since the civil war: leisurevilles and the exodus of america's elderly Uma das tendências mais preocupantes do urbanismo é a promoção de comunidades fechadas, que estabelecem as suas regras, forçam os seus habitantes a um padrão de conformidade e são promovidas como uma forma segura de habitar, destinada a um alvo demográfico. Imaginem o conceito de condomímio fechado com leis internas mais restritas, selecção de habitantes desejáveis e padrões rígidos, aplicado ao nível de bairro ou de pequena vila. São locais onde o mundo exterior não entra, excepto se para prestar serviços aos habitantes destas utopias imobiliárias. São também um tremendo impacto nas comunidades que as rodeiam, graças ao poder económico dos habitantes destas comunidades. O artigo concentra-se nos condomínios fechados destinados aos idosos, mas poderia aplicar-se a outros conceitos deste novo urbanismo que assume uma retirada da realidade, oculta por detrás dos muros e das forças de segurança privadas.

BBC | Martian soil "could support life" Análises preliminares às amostras recolhidas pela sonda Phoenix mostram que o solo marciano contém nutrientes necessários à vida vegetal. Mais uma descoberta surpreendente da missão que nos espantou com as imagens de gelo no subsolo marciano.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Toque




"There's no reason at this day and age that we should be conforming to a physical device...we have so much technology nowadays that these interfaces sould start to be conforming to us" O pesquisador Jeff Han demonstra na nas conferências TED de 2006 a tecnologia de ecrãs multitoques - a tecnologia bleeding edge que torna o iPhone tão especial. A apresentação é espantosa e deixa-nos a olhar para o interface rato-teclado-janelas como uma coisa monolítica e desajeitada. Alta tecnologia... em 2006, com enormes e entusiasmantes implicações no eterno problema do interface homem-máquina.

Finais



Começo a sentir o final deste ano lectivo. Os momentos finais aproximam-se, após a enorme sobrecarga dos momentos de avaliação. São momentos em que se sente o ritmo a abrandar, as responsabilidades a diminuir. Mas ainda não um ritmo de férias: ainda resta muito trabalho, de preparação de condições para o próximo ano lectivo. Que no meu caso é acrescido. Quando se percebe um pouco desta coisa dos computadores as solicitações são acrescidas. Por vezes, naqueles momentos de verdadeiro sufoco em que as responsabilidades de professor e director de turma são sobrecarregadas pela luta da manutenção de um sistema informático a precisar de um violento ajustamento e que melhor ou pior, a deslizar ou a mancar, tem de funcionar, gostaria de ser infoexcluído. Ou infoanalfabeto.

Quanto aos alunos, dever cumprido. Encerrei a minha direcção de turma, com grandes saudades das minhas alunas que irão transitar para o colégio que disputa conosco as crianças da Venda do Pinheiro. As avaliações não são perfeitas, mas espelham o trabalho dos alunos e o trabalho que foi realizado com os alunos ao longo de todo o ano, com alguma humanidade naqueles casos em que o esforço foi muito mas não chegou para ir até à meta. A fronteira entre humanismo e facilitismo é muitas vezes ténue. Espero ter conseguido um equilíbrio justo.

Notas? Se por acaso os meus alunos chegarem a ler isto (pelo menos um é capaz de o fazer, e se o fizer, um abraço!), tenho de os deixar esperar pela saída das pautas. Está para muito em breve. E tranquilizem-se: cada um sabe, intimamente, o trabalho e o esforço que desenvolveu ao longo de todo o ano. Os professores não dão as notas cegamente. E avaliar é um dos processos mais angustiantes da docência, muitas vezes disfarçado pela frieza dos números que garantem, pelo menos, imparcialidade, embora não necessáriamente justiça.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

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And now... for something completely different! Que isto quando um tipo anda em maré de azar mais vale desistir de se chatear.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

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L is for the way you look.

Leituras

Wired | Dawn of the digital age Louis Rossetto, editor e fundador da influente revista Wired, descreve os primeiros tempos da revolução digital, que a publicação tão bem soube capturar em artigos que ainda hoje são influentes. Mais do que um acumular de maquinaria, a revolução digital é uma nova forma de pensar. E em 1993, muitos poucos eram os que imaginavam aquilo que hoje tomamos por normal.

Technology Review | The future of the web Para onde se dirige a internet? Quais as suas tendências de evolução? Alguns dos mais influentes inovadores, gurus e utilizadores conceptualizam as tendências de evolução do mundo online.

Wired | India's 50 mpg Tata nano: Auto Sollution or Pollution? A marcha do desenvolvimento económico indiano é imparável. Uma enorme parte da população mundial torna-se mais afluente, e deseja aderir aos padrões de consumo ocidentais. É uma evolução benéfica, mas com o potencial de ser um pesadelo ambiental. Algumas dessas consequências, espelhadas na especulação sobre o petróleo, já estão a ser sentidas. Agora que o grupo Tata (conglomerado industrial indiano detentor dos chás Tetley e da fundição de aço Corus, a maior da europa) planeia colocar no mercado o nano, um veículo barato destinado à grande massa de indianos já com alguma afluência económica, mas sem capacidade para adquirir um veículo tradicional, coloca-se a questão: qual o impacto da introdução no mercado de um veículo ao preço de 2000 dólares? O que será do ambiente planetário, e dos seus recursos, quando quinhentos milhões de pessoas tiverem acesso a um veículo? Ou mil milhões?

Next Nature | Bacteria that eat waste and shit petrol A manipulação genética da ubíqua E. Coli poderá criar uma revolução nos combustíveis, através do desenvolvimento de estirpes capazes de se alimentarem de detritos e excretarem petróleo em bruto. Não é necessáriamente uma boa notícia, se esta tecnologia for entendida como a tecnologia dos biocombustíveis, cujo desenvolvimento cego está a causar mais danos do que benefícios. Petróleo é petróleo, venha de onde vier, e as consequências do seu uso em termos de poluição ambiental só podem ser minoradas com investimento em energias renováveis não poluentes.

Gizmodo | Microsoft's next-gen pc design competition winners announced A microsoft não é normalmente associada a conceitos bleeding edge e avant-garde de design, o que torna ainda mais surpreendente este concurso de conceitos, bem intrigantes, de futuras formas do pc.

terça-feira, 24 de junho de 2008

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No exit.
liveblogging @ feira escolas da venda do pinheiro. Terminou. A todos os alunos, em particular os que transitarem para outras escolas, votos do melhor e merecido sucesso. Boas férias!

(liveblogging via ligação wifi no n80 utilizando o Opera mini.)
Liveblogging @ feira escolar do agrupamento de escolas da venda do pinheiro. Escola em acção, alunos em acelaração contínua. Muitos petiscos a provar. Cá estaremos até às duas, apareçam!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

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Estradas da Informação

O governo decidiu estender o projecto e-escolas aos alunos do terceiro ciclo. É uma iniciativa louvável, mas que não estou a aplaudir. Antes de mais, o conceito do programa e-escolas é um conceito nobre: fornecer aos alunos, a baixo custo, as ferramentas essenciais da sociedade do conhecimento - o computador e o acesso à rede. A importância deste objectivo é indiscutível e inegável. A falha está na sua forma de implementação.

É preocupante a uniformização deste programa. As escolhas do e-escolas não são muitas, e reflectem interesses empresariais. Não é dada aos participantes no e-escolas muita hipótese de escolha de hardware e sistemas operativos. O hardware poderia ser adquirido através de vouchers, que permitissem aos participantes no programa adquirir os computadores que bem entendessem, suprindo do seu bolso os diferenciais de custo caso o preço da sua escolha fosse superior ao previsto. Mas isso não beneficiaria certas empresas, que vêem no e-escolas uma boa forma de escoar produto.

No software, a microsoftização de toda uma geração é altamente preocupante. O e-escolas não oferece alternativas. Ou windows, ou windows, com tudo o resto que lhe está associado. Estamos a falar de um enorme mercado potencial. Se todos os alunos se habituarem a ser utilizadores dos produtos microsoft, continuarão a sê-lo quando adultos. É a isso que serão habituados. Quem mexe nos interfaces tecnológicos conhece o valor da inércia do hábito - é a razão pela qual a maioria dos programas tem interfaces semelhantes. Sabendo que a microsoft estabeleceu parcerias com o governo português, tenho sérias dúvidas sobre a isenção desta escolha.

Mas estes não são os piores aspectos do e-escolas. O pior aspecto do programa é precisamente aquele que é considerado o melhor: o simples fornecimento de computadores. Porque o e-escolas não passa disso. É a estratégia da auto-estrada, que asfaltou boa parte do país, aplicada à auto-estrada da informação. Construam, que eles virão. Atirem computadores para as crianças, sem a mínima preocupação de formação, estratégia de uso ou sequer adaptação da sua usabilidade ao nível etário. Para todos os efeitos, o estado está a forncecer máquinas de jogos.

Não que esteja contra projectos como o e-escolas. São um passo essencial, e melhor ou pior, tinha que ser dado. Poderia ter sido dado noutros moldes. Resta às escolas, e resta-me, como professor, trabalhar a lacuna do e-escolas: estimular os alunos, ensiná-los a rentabilizar o computador, explorando todas as suas dimensões - de ferramenta de lazer, de trabalho e de comunicação. E, já que estou com a mão na massa, estimular a liberdade criativa, o uso de software livre, procurando alternativas ao domínio dos interesses comerciais neste momento em que o mundo evolui na direcção da sociedade da informação e conhecimento.

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MOV00188
Colocado por archizero


Loop.

domingo, 22 de junho de 2008

Creature Creator

Spore

Para os aprendizes de ciência, fãs de jogos de simulação, amantes de brinquedos digitais e apaixonados pelas tendências de evolução do mundo digital, vida artificial, realidade aumentada, realidade virtual e as infinitas possibilidades da sociedade da informação, está prestes a sair um novo e viciante jogo: o Spore. A premissa do jogo é simples: fazer evoluir criaturas a partir do estado de organismo unicelular até à conquista do espaço. Apenas. O jogo está a ser criado por Will Wright, autor de alguns dos melhores jogos de sempre, como Sim City, Sim City Societies ou The Sims. Comum aos jogos de Will Wright está o gosto pela gestão de ambientes, a manipulação de variáveis e gestão dos seus resultados, e o brincar com sistemas complexos aprendendo lições que são úteis na vida real. Estes jogos são abertos, sem objectivos definidos, e desafiam o jogador a construir e a gerir mundos complexos. E são... viciantes, como bons desafios à inteligência.

Spore será aquilo que Sim Earth poderia ter sido se na altura em que foi criado a potência gráfica dos computadores fosse a de que dispomos hoje. Spore será um jogo que reúne elementos dos restantes jogos de Will Wright, simulando mundos desde a fase unicelular até à conquiista galáctica. Permite criar um ecossistema do microscópio ao macroscópio, fazer evoluir as criaturas e suas civilizações ao longo de cinco fases (Célula, Criatura, Tribo, Civilização e Espaço), e através da internet explorar e partilhar os mundos virtuais criados por outros jogadores. O interesse e a expectativa, são enormes.



O jogo estará disponível em Setembro. Até lá, experimentem o Creature Creator, que permite criar criaturas para o jogo. É muito interessante, permitindo-nos manipular seres virtuais em busca das melhores combinações de capacidades, elementos estéticos e formas biológicas. Podem encontrar uma galeria de simpáticas, estranhas, bizarras e divertidas criaturas criadas no Creature Editor.

(Cuidado: o Creature Editor é um download de 200 megabytes, e que ao instalar vai pedir a versão mais actual do DirectX, o que implicará outro download de mais 30 megabytes e uma verificação da legitimidade da vossa cópia do windows.)

Boa Sorte!



Agora que se aproxima o final do ano lectivo, boa sorte para todos aqueles a quem o ano correu bem e também para todos aqueles a quem nem por isso. Boas férias e divirtam-se!

(criem as vossas mensagens de erro aqui: Crete your own error messages)

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Onde anda o sentido único?

Leituras

Read Write Web | Do mobile phones have a place in education Telemóveis e jogos: duas tecnologias que não se conjugam com o ensino e educação. Quanto ao telemóvel, a sua má fama dentro da sala de aula impede mesmo quaisquer discussão racional sobre usos educacionais. É pena que pensemos assim. Estamos a perder a oportunidade de desenvolver recursos e ideias. Goste-se ou não, a penetração do telemóvel é total e a tendência de evolução da tecnologia torna o telemóvel cada vez menos uma máquina para falar e cada vez mais um mini computador. Os recursos da máquina podem ser aproveitados em contexto de sala de aula. Um conceito intrigante e com potencial educativo é o de jogos de realidade aumentada. O século XXI traz consigo tecnologias que mudam a nossa capacidade de aprender.

Guardian | Strange Fiction J.G. Ballard fala do seu gosto pelo surrealismo e psicanálise, influências óbvias nos seus romances de colisão entre a irracionalidade humana e o espaço arquitectónico modernista.

io9 | Can a video game teach evolution? O Spore anda na ribalta. O muito antecipado novo jogo de Will Wright, criador de Sim City, está a fascinar a internet. O jogo ainda não está disponível, mas o seu conceito - fazer evoluir, desde a célula até à conquista galáctica, um Sim tudo que leva a simulação ao extremo da simulação total está a fascinar. Já disponível, para abrir o apetite, está o Spore Creature Editor, que permite brincar com a biologia, dando ao utilizador ferramentas para desenhar critaturas para o jogo. O Creature Editor é fascinande. Ao usar o programa, somos como deuses, desenhando criaturas virtuais que evoluirão ao longo das eras determinadas pelos ciclos do processador, algumas até ao sucesso evolucionário, outras até ao beco sem saída da extinção.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

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Ando a trabalhar que nem um cão...

Provas

Mais um dia, mais um exame. Mais um dia livre passado ao serviço da escola. Mais uma manhã passada a registar dados em campos de um programa que não passa de uma implementação de interface do access. Depois escrever, colar, selar, enviar. E ir aproveitar o que resta do dia.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

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O original saiu daqui: Man and the moon 1: moon history.

Inovações

Uma boa ideia inovadora caracteriza-se pela introdução prática de ideias e invenções, alterando comportamentos, gerando novo valor económico, modificando percepções e optimizando ou criando novos processos.

Estamos habituados a ver inovação como um conceito económoco, que equacionamos com competitivade e criação de mais valia económica. Penso que este conceito também é válido para outros contextos, onde a necessidade de inovar surge como resposta a problemas sociais.

Um exempo é o OLPC, o projecto do MIT de produção de um computador a baixo custo pensado e destinado às crianças dos países do terceiro mundo. Uma ideia complexa, sem dúvida inovadora, que mescla hardware resistente e de baixo custo com software open source, arquitecturas de rede pensadas para zonas remotas e o construccionismo de Papert. É um projecto muito discutido, cujos primeiros resultados ainda parecem estar longe - os atrasos na produção prejudicam a sua implementação.

O OLPC é uma ideia inovadora a dois níveis: primeiro, intríseco, pelo projecto revolucionário de levar as TIC aos locais mais remotos do planeta; depois, pelos efeitos que está a ter sobre a indústria. Vê-se a influência do OLPC na viragem conceptual que aposta não em computadores cada vez mais potentes e cheios de utilidades e recursos, mas sim em utensílios baratos, fáceis de utilizar e acessíveis. São produtos que estão agora no mercado, como o Asus Eee, o Intel Classmate e outros ultra-portáteis a baixo custo, impensáveis antes do OLPC agitar as àguas com a promessa da computação a baixo custo.

Seymour Papert
Low cost computers
Wikipedia | Innovation
OLPC

Boa sorte!

Photobucket

Este blogger não liga muito ao futebol e coisas afins, mas mesmo assim... boa sorte, selecção!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

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Reguladores

Não se percebe muito bem para que servem as entidades reguladoras. Teoricamente, são entidades isentas que regulam mercados, livres de influências governamentais ou empresariais. Na prática? A entidade reguladora da energia propõe com toda a seriedade que os consumidores que pagam paguem a factura das cobranças incobráveis da EDP... ou seja, que quem paga, pague o seu consumo e o de quem não paga. Uma forma muito inovadora de distribuir o mal pelas aldeias, embora seja pelas aldeias cumpridoras. Pormenores de moral. Ideia brilhante, tão brilhante como a proposta de, para baixar preços mantendo os lucros das operadoras, passar a cobrar pelas chamadas efectuadas e pelas chamadas recebidas. Um belíssimo incentivo para deixar de atender chamadas. Citam o exemplo americano como caso paradigmático, esquecendo-se que foi precisamente esta característica do modelo americano de pagamento do telemóvel que causou o atraso e o menor dinamismo do uso do telemóvel nos EUA, se comparado à Europa. Por outro lado teve o benefício de tornar comparativamente mais barato o uso da internet móvel, depressa aproveitado para, entre outras coisas, aplicações de telefonia móvel em voip (como o Fring) e cada vez maior ubiquidade de uso da internet móvel. Se falar fica mais caro do que ligar à web... no caso europeu, o dinamismo dos preços das chamadas e de serviços de sms está a ser um obstáculo real à adopção da web no telemóvel (o preço de acesso também não ajuda).

As entidades reguladoras aprovam e aplaudem estas iniciativas que beneficiam empresas em detrimento dos consumidores. Então, qual a real isenção destas entidades? Para que servem?

terça-feira, 17 de junho de 2008

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O meu dia foi muito longe daqui, muito longe da frescura da zona intertidal, por isso fica aqui a imagem para abrir o apetite.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

domingo, 15 de junho de 2008

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Olha a onda...

Leituras

Slate | The $100 distraction device Será sábio distribuir computadores pelas crianças, como pretende o projecto OLPC ou o projecto ministerial e-escolas? Os estudos apontam para que não. Surpreendente? Nem por isso. Entregar um computador a uma criança é, na prática, dar-lhe um brinquedo sofisticado, mais uma forma de gastar tempo. Não é por aí que se conseguem melhorias nos resultados escolares. É que o computador só não chega. São precisas estratégias de abordagem ao uso do computador. É um problema que também sinto. Uso extensivamente o computador na sala de aula, e a minha maior dificuldade inicial é fazer os alunos avançar do hábito de usar o computador de forma lúdica, algo que se consegue com estratégias de trabalho bem definidas.

Linux in education: Opensource provides a better solution for schools Um dos grandes paradoxos da educação é a sua insistência no windows. Queixamo-nos que as escolas não têm dinheiro, e no entanto pagamos alegremente as licenças do windows e outros programas, investimos nas máquinas mais potentes que o windows requer. Podia ser mais simples. Podia-se apostar em software livre e em terminais leves. Mas tal nunca irá acontecer, para lá de alguns projectos experimentais. Quando um estado alemão tentou colocar o sistema de escolas a usar linux, a microsoft em peso desceu sobre a alemanha, para os convencer a manter o seu lucrativo monopólio. Por cá é pouco diferente. Ou pensam que aquelas parecerias entre a microsoft e o estado português, de que o governo tanto se orgulha, são por beneficiência?

The Atlantic Monthly | Is Google making us stupid? Nicholas Carr contra-ataca: pegando no mais puro mcLuhanismo, no conceito de que o uso de uma tecnologia não modifica apenas o que fazemos, modificado radicalmente a forma como pensamos, pergunta-se quais são os efeitos cognitivos do uso da internet. Em particular, revela que sente que está a perder a capacidade de leitura sequencial, preferindo o salto hipertextual entre informação. Apesar do tom quase apocalíptico do artigo, que traça um cenário quase catastrófico em que a leitura sequencial de páginas é substituído pela leitura em fluxo de fragmentos de informação, Carr recorda-nos que as mudanças são sempre mal vista. Cita Sócrates, que considerava ameaçadora a escrita pensando que a mudnaça da tradição oral, que forçava à memorização, para a escrita corresponderia a uma diminuição da cultura intríseca do indivíduo. E recorda o surgir da imprensa, tido como um mal: a democratização do livro ameaçaria instituições. A verdade é que os que sentiam o efeito da nova tecnologia como uma ameaça tinham razão. Algo se perdeu com a nova tecnologia. Mas também algo se ganhou, uma explosão cada vez mais exponencial do conhecimento humano.

Salon | Oil price conspiracy theorists: rev your engines A pergunta anda cada vez mais no ar. O que é que realmente está por detrás dos elevados preços do petróleo? O chamado pico de produção, com o já conhecido esgotamento do petrólo nos poços a aproximar-se? Ou a especulação financeira, com os investidores a fugir do mercado de acções em queda e do mercado imobiliário, cuja bolha especulativa rebentou, em direcção às matérias primas? A verdade é que estes factores se conjugam, tornando a gestão desta crisa muito difícil.

sábado, 14 de junho de 2008

Pintura digital



Literalmente. Utilizando o Art Rage, software de simulação de pintura, e um quadro interactivo eBeam.

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Aproveitemos.

Não.

Os irlandeses não se conformaram com o status quo imposto benevolentemente pelos eurocratas, que sabem sempre melhor que nós o que é melhor para nós, e disseram não ao tratado de Lisboa. Compreende-se. Não é um sinal de anti-europeísmo, ou uma rejeição da União Europeia, instituição que tem sido largamente benéfica e revolucionária para os destinos europeus. É antes a rejeição de uma certa ideia de união, ideia gerada e sustentada em gabinetes por uma legião de burocratas e políticos, sem qualquer consulta ou auscultação das vontades dos cidadãos europeus. Definem, reúnem e impõem, uma imposição suave, mas uma imposição, de qualquer forma. E quando a realidade interfere com este cenário ideal, a culpa é de certeza do arreigar de velhos hábitos dos cidadãos.

Note-se que a Irlanda foi o único estado-membro a atrever-se a referendar, auscultando os seus cidadãos, este novo tratado constitucional. Os restantes estados optaram pela ratificação em parlamento, assumindo que os seus cidadãos não são, talvez, suficientemente competentes para se pronunciarem sobre o seu próprio futuro. Eles, a élite de eurocratas, sabe sem dúvida o que é melhor para todos. À exclusão de qualquer outra solução.

Outras duas razões contribuem para esta derrota na Irlanda: o sentimento de regresso a raízes comunitárias locais, descrito por Giddens como um reflexo perante as incertezas de um mundo globalizado, e, se calhar, alguma revolta perante as políticas do Banco Central Europeu, que fazem todo o sentido no papel mas nenhum no bolso dos cidadãos.

A verdadeira derrota não é a da ideia de União Europeia. É sim a da imposição de leis, tidas como benéficas, de forma condescendente sem atender às vontades dos cidadãos. É, talvez, uma vitória da democracia.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

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Janelas... vista?

Leituras

The New York Times | The future is now? Pretty soon, at least Vivemos tempos de pessimismo, mas futuristas como Ray Kurzweil apontam para um crescimento exponencial da usabilidade das tecnologias avançadas. Talvez as nossas ferramentas tecnológicas estejam a atingir massa crítica, fazendo-nos entrar numa espécie de novo estado evolutivo da espécie.

Low Tech Magazine | The Citröen 2CV: clean tech from the 1940's Kris de Decker, o amante de contemplação de espelhos retrovisores que edita este blog dedicado à superioridade das antigas tecnologias, não deixa de ter uma certa razão. O velhinho dois cavalos era um veículo simples, pouco potente, sem extras que exigiam maior consumo de energia, e logo de combustível. No meio do choque dos preços do petróleo e das ameaças do aquecimento global, a lição do 2Cv é clara: tecnologia simples, eficaz, sem estar sobrecarregada por adições muitas vezes desnecessárias. É verdade que os automóveis de hoje são vastamente mais eficientes em motorização do que os mais antigos, mas essa eficiência perde-se na maior capacidade de acelaração e nas exigiências energéticas dos acessórios (ar condicionado, em particular).

ZD Net | Two small countries, thinking big, and green Dois exemplos, literalmente nos antípodas um do outro, de boas práticas no domínio das energias renováveis. A Nova Zelândia aposta na força das marés como forma de gerar electricidade. Do outro lado do planeta, Portugal rentabiliza a energia solar com alguns dos maiores parques solares do planeta.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Opera 9.5

Opera 9.5 - beautifully engineered

Acabadinho de sair. Será que é desta que o rtf embebido do moodle funciona bem, e o google docs fica verdadeiramente acessível?

Sim quanto ao docs, se bem que o presentations só se torna acessível após um truque. Rtf no moodle nem vê-lo. Nem no Blackboard... o Zoho ficou decididamente estranho. As ferramentas parece ser mais intuitivas, mas colocadas no lado precisamente oposto onde estavam na versão 9.27... vai demorar a habituar. O shift+ctrl+click é identificado como pop-up, e bloqueado. E a barra preta com os separadores das páginas é francamente inestética. Pelo menos para quem não usa windows vista. Por outro lado, aquele irritante erro no Google Reader que mantinha as janelas de video na descida de página (que tornava ilegível o reader) está, aparentemente, curado.

A primeira impressão do Opera 9.5 não está a ser tão boa como esperada. Mesmo assim, continua a ser um potente e leve browser. E no telemóvel, o opera mini é fantástico, especialmente agora que o Opera 9.5 promete sincronização online com outros operas. Tenho de ir testar isto.

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é quinta-feira e... estou um pouco fatigado. Hora de desligar os computadores e pegar num livro que me adormeça, não por ser entediante mas sim porque pouco sabe melhor do que adormecer enquanto o cérebro digere grandes ideias e belas palavras.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

E agora?

Ver as imagens sobre o bloqueio dos camionistas levanta sérias questões sobre a legitimidade dos estados, poder afirmado versus poder real, e uma muito ténue diferença entre associações ad-hoc que surgem pontualmente e matilhas sem lei que assumem controlo das estradas enquanto as forças da lei se mantém à parte, meramente observadoras.

Percebendo-se as razões do protesto (que é fundamentalmente inútil, uma vez que as forças que provocam o corrente estado das coisas não estão sob controlo de qualquer vontade política), torna-se difícil aceitar a sua legitimidade perante as cenas de pura intimidação, de uma violência mal-disfarçada, intrisecamente revoltantes e agravadas pela inacção das autoridades. Ou aderes à paralisação ou... não é, nunca será um argumento legítimo.

Por outro lado, também pode ser defeito da cobertura jornalística. Também sabemos que o jornalismo televisivo português não é dos mais isentos.

Já agora, quem é que paga o prejuízo das empresas paralisadas, dos bens alimentares estragados, das faltas aos empregos?

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Just in Time

A greve dos camionistas está a por a nú a falha fundamental do conceito económico de produção just in time, que aposta num mínimo de stocks em armazenamento e distribuição e entrega rápida dos bens de consumo. Só que, paralisando o principal meio de distribuição... os bens não saem dos centros de produção, não são entregues aos centros de distribuição. A cadeia é complexa: não se trata só da entrega dos bens do produtor ao consumidor, trata-se principalmente dos materiais e componentes que as teias de produtores necessitam para produzir.

A situação é mais visível nas bombas de combustível. Aqui por Mafra, boa parte encerrou ou avisa que se esgotou o combustível. À entrada das poucas que anda parecem ter combustível, estão a formar-se filas. Paralisando a distribuição, esgotam-se os stocks, e os efeitos em cadeia depressa se fazem sentir ao longo do tecido económico. As empresas são forçadas a parar; muitos trabalhadores perguntam-se já quando é que serão obrigados a faltar ao emprego. Os transportes colectivos avisam que começam a não conseguir garantir o transporte de passageiros. O aeroporto de Lisboa já não reabastece aeronaves.

Sem querer ser alarmista, como estão os tanques dos veículos de segurança, saúde e bombeiros?

Esta paralisação tem razões bem legítimas, mas sinceramente duvido que os camionistas consigam alguma coisa. Quando muito, perante a perspectiva de paralisia geral, o governo poderá acenar com uma qualquer medida paliativa que não resolverá em nada o problema, assente em duas vertentes: extrema dependência de combustíveis fósseis, e especulação financeira à volta dos preços do petróleo. A verdade é que nenhum governo, por mais boa vontade que tenha (ou competência, ou sequer apetência, mas isso seriam outras conversas), não tem capacidade para resolver esta situação. A desregulamentação dos mercados, em nome da cegueira do mercado liver, é total, o que implica que nenhum governo pode, realmente, interferir. Se o fizer, a especulação simplesmente muda de poiso, nunca termina. Talvez alguma concertação internacional, mas isso seria algo extremamente improvável numa era em que os governos dos estados-nação são cada vez mais organismos simbólicos, à mercê dos fluxos transnacionais de capital.

Entretanto, nota-se o nervosismo nas ruas. E a surpresa: em três dias, esta paralisação ameaça congelar o país. Três dias. Sem entrega de combustíveis, o país pára em três dias. Dá que pensar. Nem os mais delirantes voos de imaginação que conceptualizam um mundo pós-petróleo imaginariam esta rapidez.

terça-feira, 10 de junho de 2008

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Portas do Sol.

eEscolas, eGeneration, ePessoas

As novas gerações crescem rodeadas de tecnologia. O ambiente mediático, apoiado em vários suportes tecnológicos, é a norma. Os jovens habitam um mundo de media diversificados, consumidos muitas vezes em paralelo, como observa Cardoso (2007) ao observar que o consumo de televisão se faz ao mesmo tempo que o de internet. Os telemóveis, os computadores, as redes, são utilizados pelos jovens como forma lúdica, como ferramenta de aprendizagem sobre o mundo que os rodeia, como forma de modelarem o mundo que os rodeia, afirmando as suas escolhas culturais e potenciando os seus laços sociais.

A emergência da internet veio transformar a sociedade em que vivemos. As comunidades, mediadas pela tecnologia, perderam o seu carácter local, anulando a geografia e estendendo o contacto social ao nível global.

Estão a surgir novos modelos sociais, políticos e económicos. Castells (2004) agrega um novo paradigma económico baseado na informação como elemento básico da economia com o poder crescente das comunidades para definir o conceito de sociedade em rede, um novo modelo social emergente que coloca em causa as estruturas tradicionais. As empresas tiram cada vez mais partido da rede (Tapscott e Williams, 2007); os indivíduos também, quer a nível pessoal (comunidades de amizade baseadas na partilha de interesses) quer a nível profissional, de prosuming (Toffler, 2006), de comunidades de prática. A rede gera alterações aos modelos tradicionais, permitindo novas formas de intervenção política que ganham força, mas que, como Giddens (2000) e Zizek avisam, podem levar a um reforçar de valores tradicionais pelos que se sentem ameaçados à estabilidade e valores instituiídos por uma sociedade em acelaração constante, que vive num fluxo de mudanças.

A escola não pode ficar alheia as estas mudanças. Por um lado, trabalha com uma geração de alunos cada vez mais habituada à tecnologia, cujas formas de organização se afastam cada vez mais dos ritmos e tempos do espaço escolar. Por outro lado, deve preparar cidadãos capazes de enfrentar e responder aos desafios do futuro, capazes de se integrarem e agirem numa sociedade cada vez mais global, flexível, onde o posicionamento do indivíduo face à rede e a capacidade de agir em redes é a competência dominante. Face a estes desafios, a escola tem de se adaptar, modificando o seu modelo tradicional para dar resposta às necessidades das novas gerações. Se não o fizer, agrava o fosso entre as necessidades reais dos indivíduos e conceitos de educação que a marcha inexorável da sociedade torna obsoletos, correndo o risco de se tornar uma instituição paradoxal: essencial para o desenvolvimento do indivíduo e sociedade, mas ineficaz no desempenho deste papel.

A abertura da escola à tecnologia pode assumir variadas formas. Uma das mais promissoras é a adopção de tecnologias e modelos advindos do conceito de web 2.0. O potencial do seu uso advém da sua contemporaneidade – são ferramentas que, fora da escola, os alunos já utilizam, embora com fins socializantes; agarra o poder das comunidades, com o potencial de envolver cada aluno em aprendizagens grupais e colaborativas. O seu carácter multi-plataformas permite libertar alguns constrangimentos tecnológicos e económicos, permitindo o uso de vários equipamentos com vários graus de usabilidade (caso do telemóvel), diminuindo o risco de info-exclusão pelo acesso a ferramentas gratuitas, na maior parte dos casos, que não dependem de hardwares específicos, mas que os transformam em bens de consumo intercambiáveis.

Leituras de:

D’Souza, Q. (2006). Web 2.0 Ideas for Educators.

Castells, M. (2004). A Galáxia Internet: Reflexões sobre Internet, Negócios e Sociedade. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian.

Cardoso, G., et al. (2007). Portugal Móvel: Utilização do Telemóvel e Transformação da Vida Social. OberCom.

Cardoso, G., Espanha, R., Lapa, T. (2007). E-Generation: Os Usos de Media pelas Crianças e Jovens em Portugal. Lisboa: CIES/ISCTE.

Giddens, A. (2000). O Mundo na Era da Globalização. Lisboa: Presença

Hargadon, S. (2008). Web 2.0 Is The Future of Education.

Tapscott, D. e Williams, A. (2007). Wikinomics. Lisboa: QuidNovi

Toffler, A. e Toffler, H. (2006). A Revolução da Riqueza. Lisboa: Actual Editora

O’Reilly, T. (2005, 30 de Setembro). What Is Web 2.0: Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Moblin


Moblinux
Colocado por archizero


Imaginem as potencialidades. Hipermobilidade, realidade aumentada, ligação ubíqua, cloud computing na palma da mão, em plataformas opensource. O overhyped iPhone 3G promete, mas não se baseia no software livre; o Symbian luta por evoluir, e o Android promete. Dê por onde der, e nisto das plataformas quanto mais melhor, desde que exista interoperabilidade (que a internet obriga), a tendência é para o fim da computação fixa. O desktop está em vias de extinção acelarada, o portátil evolui para o ultraportátil. O telemóvel... já deixou de ser um dispositivo de simples comunicação oral. Falar ao telemóvel está a tornar-se passè.

O video demonstra os conceitos do Mobile Linux. Tendências de evolução do mundo online.

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Peel.

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19 a Tecnologias de Aprendizagem Colaborativa. Merece portinho... bem, mas nada de hubris desmedida. O terceiro trimestre está a meio, cheio de trabalhos e novos desafios. Quanto mais alta a fasquia maior o desafio. Estarei á altura?

Leituras

Daily Mail | Incredible pictures of one of Earth's last uncontacted tribes firing bows and arrows No meio da selva amazónica, ainda persistem tribos intocadas pela marcha tecnológica da humanidade. O que será que pensam, quando alvejam aeronaves com flechas? Ainda é possivel a colisão entre a pré-história e a hiper-modernidade.

TEK | Jovens portugueses estão viciados no telemóvel Um caso típico de contemplação de retrovisores: esta recuperação do interessantíssimo estudo e-Generation, coordenado por Gustavo Cardoso, faz apenas menção ao impacto do telemóvel nas novas gerações, destacando-o como um vício e não como uma ferramenta tecnológica a uso das necessidades humanas. Bem, quando a imprensa surgiu, também se diziam horrores dos livros, essa tecnologia viciante que desvirtuou as novas gerações do século XVI.

Finantial Times | Oil smashes to record above $137 Se dúvidas ainda persistirem sobre o impacto dos especuladores na corrente alta dos preços petrolíferos, esta notícia decerto as dissipará. Em apenas um dia, o preço do barril subiu dez dólares... porque fundos de investimento que tinham apostado numa descida a médio prazo dos preços foram forçados a vender as suas opções a curto prazo. Os tubarões do mercado agitaram-se ainda mais.

CNet | Billboards that look back Começaram a ser instalados outdoors de um novo tipo: para além da imagem publicitária, contém uma câmara de video que mede as reacções de quem passa aos produtos publicitados. Estaremos perante uma nova tecnologia promissora ou uma invasão intolerável de privacidade?

domingo, 8 de junho de 2008

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Underground.

Recortes

The portentous discovery he (Pavlov) made was that any controlled environment, any man-made environment, is a conditioner that creates non-perceptive somnambulists. (71) - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village

The dense information environment created by the computer is at present still concealed from it by a complex screen or mosaic quilt of antiquated activities that are now advertised as the new field for the computer. (89) - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village

The computer is by all odds the most extraordinary of all the technological clothing ever devised by man, since it is the extension of our central nervous system. (35) - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village

Many of the new ideas can be expressed in non-mathemathical language, but they are none the less difficult on that account. What is demanded is a change in our imaginative picture of the world. - Bertrand Russell

sábado, 7 de junho de 2008

Tecnologia e Ambiente



Está a terminar mais um ano lectivo. Está na hora de arrumar os ficheiros, colocar os bits nos locais apropriados. Para recordar ficam os trabalhos dos alunos. Neste caso, paisagens virtuais em Bryce criadas sob tema ambiental. Num futuro próximo, pode estar no virtual o último refúgio do natural...

Questão de palavras

O inefável secretário de estado da educação, Valter Lemos, garantiu hoje que todas as crianças que necessitem terão apoio especial. E não estava a mentir. A nova lei do ensino especial garante o apoio a todos os alunos que necessitem.

O que muda é a definição legal do que constitui necessidade educativa especial. A nova lei - e aqui os professores do ensino especial têm de certeza muito a dizer e reclamar, restringe muito o que constitui necessidade educativa especial. De facto, o secretário de estado não mentiu. Apenas mudou a lei, retirando o estatuto de necessidade educativa especial a muitas das situações que até agora o eram.

Maquiavel não teria feito melhor.

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Inkscape.

Enganos

É uma pena que esta cinzenta primavera esteja tão fria, tão chuvosa. Má para as colheitas, má para o turismo, má para a moral de quem espera solarengos dias de primavera.

Mas no silêncio da noite, sob o céu avermelhado de nuvens, ouvindo o reconfortante retinir da chuva que vai caindo ora em borrifos ora em torrentes, penso: que bom este silêncio, esta água que cai, estes dias cinzentos, sem urgência, com sabor a nostalgia. Paro. Olho a chuva que cai. Sinto o frio que arrepia. Aqui estou.

Enquanto chove, adormeço.

(Para recordar as primeiras semanas desta primavera enganadora)

sexta-feira, 6 de junho de 2008

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Windows. Xperience?

Recortes

There is no question here of values. It is simple information technology being used by one community to reshape another one. It is this type of aggression that we exert on our own youngsters in what we call "education". We simply impose upon them the patterns that we find convenient to ourselves and consistent with the available technologies. Such customs and usages, of course, are always past-oriented and the new technologies are necessarily excluded from the educational establishment until the elders have relinquished power. This, of course, leaves the new technologies entirely in the sphere of entertainment and games. (149) - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village

A meaningless jumble of shapes defies description, until the demonstrator has drawn on paper one or the other specific shapes to be searched for. The saying "seeing is believing" may fittingly be reversed in this context into "believing is seeing". - Otto Lowenstein

New environments inflict considerable pain on the perceiver. Biologists and physicists are much more aware of the radical revolution effected in our senses by new technological environments than are the literati, for whom the new environments are more threatening than for those in other disciplines. - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village

To raise productivity (and wealth), raise connectivity. It's that simple. - Iqbal Quadir

quinta-feira, 5 de junho de 2008

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Exausto, após o dia do departamento de artes do Agrupamento de Escolas da Venda do Pinheiro. Dia cheio de actividades, onde os professores do departamento mostraram os trabalhos dos alunos e partilharam experiências plásticas e sonoras. E um pouco de xadrez digital. No meu caso, foram seis horas seguidas a demonstrar desenho digital às turmas que visitaram a sala onde estava. Experimentei, com muito gosto, utilizar um quadro electrónico eBeam para desenhar no computador como numa tela. A reacção dos alunos, e dos professores que experimentaram, foi fascinante.

Agora, se me desculparem, vou dormir um pouco.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mitos



Bulfinch, T. (1999). A Idade da Fábula. Lisboa: Vega.

Bulfinch's Mythology

São apenas histórias... histórias mágicas, maravilhosas, eternecedoras, histórias de deuses e sua desventuras, amores, aventuras e desejos. De faunos e sátiros, de seres mitológicos, de viajantes empurrados pelos deuses, de estranhas criaturas.

Os mitos gregos são uma das pedras basilares da nossa sociedade. Da grécia antiga herdámos a democracia, a arte e estas histórias de deuses humanos, de deuses imperfeitos, que se encolerizam, apaixonam, desesperam e vivem as suas emoções. Fonte de inspiração para artistas e poetas, os velhos mitos da grécia antiga ainda hoje nos ensinam algo, ainda nos ensinam a pensar nas nossas imperfeiçoes e destinos.

Escrito em 1855 por Thomas Bulfich, este tomo clássico revive os velhos mitos, resumindo e organizando as histórias de deuses e heróis clássicos. Mergulhar neste livro é mergulhar na intemporalidade da cultura humana, sentir a magia de palavras verdadeiramente milenares, sentr o pulsar de contos originalmente contados nas eras mais remotas da humanidade.

Para os amantes do inglês, o livro está totalmente disponível online, nos mais variados repositórios de textos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

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Castelo, à Graça.

Recortes

Os bits não são comestíveis; nesse sentido não podem saciar a fome. Os computadores não são morais; não podem resolver questões complexas tais como o direito à vida e à morte. Mas ser digital, contudo, proporciona muitas razões para optimismo. Como uma força da natureza, a era digital não pode ser negada nem detida. Possui quatro qualidades poderosas que resultarão no seu triunfo final: é descentralizadora, globalizadora, harmonizadora e distribuidora de poder. (240) - Nicholas Negroponte, Ser Digital

As the Voyagers and Pioneers erode away to stardust, in the end our radio waves, bearing sounds and images that record barely more than a single century of human existence, will be all the universe holds of us. It's hardly an istant, even in human terms, but a remarkably fruitful - if convulsive - one. Whoever awaits our news at the edge of time will get an earful. - Alan Weisman, The World Whitout Us

Em resumo, a máquina e as artes mecânicas, quando considerada nos seus próprios termos essenciais, são necessariamente estáveis, como todas as formas de caracteres, e não há nada de mais fatal para urna boa forma mecânica do que a subjectividade irrelevante, a criatividade deslocada e a originalidade impudica, como se fossem produzidas à mão. Logo que encontrem semelhantes aspectos suspeitos em qualquer forma mecânica - é o caso da constante renovação de estilo das partes menos essenciais de um automóvel-, saberão que os cânones do desperdício óbvio, caros ao negociante e ao novo-rico, levaram a melhor sobre os cânones da economia e da função, e que alguém está a mexer na vossa bolsa sob pretexto de vos estar a fornecer arte. O nome corrente para essa perversão particular é design industrial. (70) - Lewis Mumford, Arte e Técnica

War and Peace in the Global Village



McLuhan, M. (2001). War and Peace in the Global Village. Corte Madera: Gingko Press.

War and Peace in the Global Village
YouTube | War and Peace in the Global Village
GingkoPress | War and Peace on the Global Village

Marshall McLuhan é um autor incontornável quando se procura reflectir sobre os impactos das tecnologias. Escrevendo no alvorecer da era da informação, McLuhan soube sentir que as novas tecnologias exercem um poder transformador sobre os indivíduos e sociedades.

War and Peace in the Global Village analisa o impacto dos media na sociedade, debaixo do ideário McLuhanista. McLuhan não via este impacto como um simples mais um meio ao dispor, como mais um brinquedo electrónico para utilizar. Antes, a tecnologia é uma força transformadora, capaz de modificar a forma de pensar tão radicalmente que após a transformação já não concebemos sequer outras formas de pensar. McLuha ilustra este ideário com exemplos como a influência da estrada (e do papiro) na manutenção do império romano, da sela como factor principal de importância na sociedade medieval, e em particular do choque entre o novo modo de pensamento oral/visual, assente na rádio e televisão como formas quase tribais de comunicação global com o pensamento sequencial da literacia, ele próprio um modo revolucionário de ver o mundo quando surgiu, forjado pela imprensa enquanto tecnologia.

McLuhan vê a história humana aos sacões, com períodos estáveis que se vão encurtando, entrecortados por impactos tecnológicos que assustam aqueles que estão geracionalmente antes do impacto, fascinam a geração do impacto e são banais para as gerções pós-impacto. A literacia, apoiada na imprensa, que tomamos como banal nos dias de hoje é talvez o maior exemplo desse fluxo. Quando a imprensa surgiu, o que parecia algo menor - a capacidade de imprimir livros, tornou-se uma potente força disseminadora de ideias que transformaram irremediávelmente a sociedade europeia.

McLuhan começa a obra com um aviso célebre: a de que vemos o futuro através do espelho retrovisor. É difícil, e para muitos impossível, avaliar o impacto real das novas tecnologias porque estamos condicionados pelas tecnologias que usamos. Estas afectam a nossa visão do mundo, e levam-nos a olhar o novo como uma extensão do antigo, ou então como uma ameaça. Como McLuhan sublinhou, de forma brilhante, os generais são sempre capazes de combater com total eficácia as guerras anteriores.

A internet e a tecnologia computacional estão a modelar a sociedade em que vivemos, cada vez mais uma nova sociedade, repleta de novos modelos de pensamento, de vida e de negócio. O impacto conceptual da nova tecnologia, o modificar de consciências, o olhar para o retrovisor, o medo do novo porque altera radicalmente o que conhecemos. A pensar e a escrever numa época em que o computador ocupava salas inteiras, ainda assim McLuhan anteveu o atomizar dos media, o utilizador/produtor e as mudanças conceptuais provocadas pelo computador.

Esta nova edição reproduz integralmente a edição de 1968, em colaboração com o designer Quentin Fiore, que visualizou em imagem os conceitos de McLuhan.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

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Miradouro da Graça... visto de um ponto de vista pouco habitual em miradouros.

Fossilizar em Tempo Real

O blog A Educação do Meu Umbigo, uma leitura obrigatória no que respeita a políticas educativas, desnortes ministeriais e similares, está a sofrer o impacto de uma reportagem da SIC que desanca a blogoesfera. A reportagem, feita naquele estilo censório-opinativo de jornalismo detentor de verdade única a que a SIC nos habituou, acusa os blogs de não passarem de plataformas de calúnias, onde autores anónimos e mal-formados se pronunciam insultuosamente contra respeitáveis e inatacáveis figuras públicas, cujo estatuto deveria logo dissuadir qualquer pensamento menos lisonjeiro.

É curioso que a peça é ilustrada com blogs temáticos, opinativos mas fundamentados, assinados pelos seus autores com nome próprio, enquanto a voz off insiste no anonimato dos autores.

Ofensas à liberdade de expressão? Orgulhos desmedidos? Mau jornalismo?

A SIC já nos habituou a ser uma referência de mau jornalismo, com segundas intenções, sujeito a interesses comerciais, opinativo, assente numa certa moralidade. Quase tão mau jornalismo como a versão pimba da TVI, que se especializou na escandaleira e no puxar de lágrimas. Enfim, pressões do mercado.

Não creio que o cerne da questão esteja aí. A irritação, o ar de ofensa de lesa-majestade com que estes opinion-makers locais se pronunciaram e pronunciam sobre a blogoesfera como um antro de perigos escrito por celerados e criminoso prende-se com a sua cada vez mais pronunciada perda de influência como fazedores de opinião.

Atomizada em centenas de canais por cabo, ultrapassada pela internet, a televisão está em vias de extinção. Não irá desaparecer, terá sempre um lugar na paisagem mediática, mas a televisão enquanto referência mediática principal, influente, está a viver o seu canto de cisne. Se querem exemplos, olhem para os canais de sinal aberto, essencialmente plataformas de transmissão de acontecimentos desportivos, telenovelas e entretenimentos generalistas de qualidade muito baixa, interjeitadas com blocos informativos que há muito deixaram o rigor e a isenção, apostando no choque como forma de atrair audiências e assim manter receitas publicitárias.

Entretanto, a web, particularmente a web 2.0 (agora a evoluir para 3.0...) assume-se como a referência mediática principal. A internet de hoje já não é uma internet de simples pesquisa e interacção limitada (velhos tempos de que a malta das televisões certamente tem saudades). A internet é hoje feita por todos os seus utilizadores, que discutem, colocam informação e intervéem através das mais variadas plataformas, das quais a blogoesfera é apenas uma (embora das mais vibrantes). A era do consumo de produtos mediáticos pré-formatados pelas vontades dos produtores terminou. Hoje, cada utilizador é produtor e consumidor de informação. Uma nova forma de interagir já emergiu, e as implicações estão à vista de todos.

Não supreendem por isso estes maus olhares dos mais altos representantes de um velho media. Sentem que se estão a fossilizar em tempo real.

A reportagem, e comentários seguintes, pode ser vista integralmente aqui: Aqui e Agora.

E uma resposta, directa e bem fundamentada, no Que Treta.

domingo, 1 de junho de 2008

Leituras (II)

A Condição Humana está de regresso. Durante uns tempos as pérolas de cultura, poesia e boa escrita com que Manuel Anastácio brinda a internet estiveram desaparecidas. Nos últimos dias os seus posts elegantes e eruditos regressaram. A ler, porque maravilhar faz parte da condição humana.

Leituras



Nos últimos tempos as leituras deixadas neste blog têm esquecido radicalmente a Ficção Científica. Não é por desprezo, por ter "crescido" e abandonado o gosto pela FC, mas sim por falta de tempo. As leituras agora têm de estar no campo da economia, sociologia e tecnologia. Os estudos a isso obrigam.

Mesmo assim, não queria deixar passar dois lançamentos recentes: o número 4 da revista Bang!, única no género em portugal. Está disponível em formato pdf, custa zero euros... estão à espera do quê para a descobrirem?

Revista Bang!.

Em inglês, os FreakAngels continuam. O comic semanal de Warren Ellis parou durante uma semana, para descanso do desenhador, e regressou em força.

Boas leituras.

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A televisão ainda tem importância?

Recortes

Aqueles que desvalorizaram a personalidade humana e subordinaram, em particular, o sentimento e a emoção ao puro intelecto, compensaram o seu erro sobrevalorizando a máquina. Num mundo sem sentido, feito de sensações e forças físicas, só a máquina, para eles, representava os objectivos da vida. Assim se tornou a máquina um símbolo para contemplar, mais do que um instrumento de uso: foi (erradamente) identificada com a totalidade da vida moderna. (110) - Lewis Mumford, Arte e Técnica

Se deslocar estes bits por toda a parte requer tão pouco esforço, qual é a vantagem que as grandes companhias de meios de comunicação têm sobre si ou sobre mim? (26) - Nicholas Negroponte, Ser Digital

A baser meaning has been read into these characters the literal sense of wich decency can safely scarcely hint. - James Joyce, Finnegan's Wake

These self-amputations wich we call new technologies generate vast new environments against wich the individual organism is quite helpless. (136) - Marshall McLuhan, War and Peace in the Global Village