Mostrar mensagens com a etiqueta glitch. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta glitch. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Quem é?


Ou o algoritmo se enganou, ou está-me a piscar o olho porque sabe que gosto de chá e 3D, tendo decidido pregar-me uma surpresa ao estilo Utah Teapot. Ou isso. Mas se calhar é a primeira.

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Leituras


Camgirl Odalisque: Brilhante exercício de video-arte de Mathilde Marc e Hugo Arcier. Uma colisão deslumbrante entre a estética clássica do nu de Ingres, Delacroix e outros pintores românticos, o voyeurismo da pornografia à vontade do cliente na internet e estéticas digitais no âmbito do reality capture em 3D e glitching. Deslumbrante, pegando no olho digital sexualizado que vê o corpo nu feminino recriando na perfeição a estética classicista intervencionada pela modernidade dos meios digitais.

Breve storia del fumetto portoghese: Breve, mas abrangente, história da BD em Portugal escrita para o Festival de Banda Desenhada de Treviso. Só lhe falta o olhar contemporâneo à BD que se faz hoje em Portugal. O artigo termina nos primeiros anos do século XXI. Este, porque suspeito pelo alinhamento deste Quadradinhos: sguardi sul fumetto portoghese que os fãs de BD em Treviso tenham tido oportunidade de descobrir o melhor e o mais actual do panorama criativo português.

Livros com Muito Vento Dentro: Um dos melhores blogs literários portugueses que conheço, aliás, o melhor, é o Montag de Pedro Marques. Mais do que preocupar-se em resumir livros ou almejar ser crítico literário, revela um profundo conhecimento sobre literaturas, uma sólida noção historiográfica e um foco no grafismo e design sob uma perspectiva evolutiva ao longo da edição literária. Neste artigo sobre o grafismo das edições da obra de Cortázar fala-nos do deslumbrante lado gráfico da obra do escritor argentino. Deslumbrante, e inspirador.



Lands of Wonder, Romance and High Adventure: O Matte Shot é outro daqueles blogs sempre inspiradores. Raramente publica, mas quando o faz são dilúvios deslumbrantes de fotografias que documentam a pintura de cenários para cinema. O conhecimento é profundo e a documentação vasta. É sempre surpreendente ver como o olho cinematográfico é iludido com mestria pictórica e perspectiva rigorosa. E não imaginaria, por exemplo, que esta cena icónica de Blade Runner tinha sido feita com uma cuidadosa combinação de pinturas matte.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Hiperreal ou austero


Algo que me surpreende na arte digital e new media é o fosso da qualidade estética entre os criadores bleeding edge destas correntes e aqueles que utilizam meios digitais de criação aplicados, em 3D, efeitos especiais, pintura digital ou edição de imagem.

Estes distinguem-se pela busca quase barroca de uma perfeição que torna por vezes o digital indistinguível do real ou do meio de expressão tradicional, num  registo hiperreal cuja vanguarda procura simular através de ferramentas avançadas a física óptica para tornar mais realista a representação virtual, cada vez mais indistinguível do real excepto por um senão: o excesso de perfeição torna-se a pista que nos leva a perceber que estamos perante uma imagem de síntese e não uma reprodução do real.

No extremo oposto, os praticantes de artes new media não estão preocupados com realismo ou com regras de design elegante. Muitas das suas criações vivem de uma estética crua, similar ao lado extravagante e popular da internet. Outras vivem de uma sobriedade extrema, do espírito quase zen do código nu, linhas minimalistas ou da estética destrutiva aleatória ou intencional do glitching.

Se uns nos deslumbram com uma iconografia hiperreal que dá vida ao imaginário impensável, outros tocam o coração e a mente com peças reflexivas, esteticamente austeras mas cheias de camadas de significado. Quais as mais significativas, quais as que resistirão o teste do tempo, quais as que tocam mais profundamente no pulsar do espírito do tempo e de uma alma humana irremediavelmente transformada por próteses tecnológicas?

(A ideia chegou através deste intrigante vídeo de Michael Bell-Smith que me faz pensar no que seria a realidade se fosse similar a ambientes de trabalho tácteis - a paisagem marítima com relógio e aplicações num loop recursivo infindo.)

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Glitch Art na PBS

Sem muito tempo para ruminar isto, mas a apontar ideias a merecer desenvolvimento. A Glitch Art foi focada pela PBS/Off Book numa curta reportagem exemplificadora dos grafismos intrigantes desta corrente estética com depoimentos de alguns dos seus mais conhecidos praticantes (só faltou a Rosa Menkman).

Algumas ideias: expor a mediação tecnológica que possibilita o mundo de imagens em que estamos mergulhados; reacção à perfeição hiper-realista do digital; apropriação de tecnologias empacotadas e formatadas para conveniência do utilizador; electrónica e digital como meios abertos de expressão; beleza inesperada na casualidade; estética da avaria intencional ou casual; raízes conceptuais no movimento punk; apropriação da bleeding edge estética pelas indústrias culturais; forma radicalmente contemporânea de visualizar a percepção do mundo, mediada pelos meios audiovisuais modificados intencionalmente ou não.

Glitch, databending, new aesthetic, machine vision, 8bit... parecem-se ser faces de algo maior que futuros historiadores de arte irão reunir num corpus teórico comum.

sábado, 30 de junho de 2012

TV glitch



A TV analógica deu-nos dois ícones de distorção, a areia branca e negra da ausência de sinal ou as estrias ondulantes da má sintonização. A TDT tem os erros de compressão/descompressão como imagem do glitch natural, erro ocasional de software ou hardware. Juro que não andei a mexer na caixinha descodificadora.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

epub fail

O epubBooks era um bom site para se encontrar livros gratuitos de domínio público bem organizados e formatados. Agora transformou-se em e-livraria, mas com preços destes não vai longe. Catorze milhões por um livro sobre vampiros emo? Ao pesquisar as listas ainda dei com outra bizarria gira. O livro mais barato que têm custa... -0.17 dólares. O que significa que quem o adquirir não paga e ainda recebe dezassete cêntimos da editora? Diga-se de passagem que anda por aí muito livro que para ser lido havia de ser pago ao leitor.

Algoritmos. Geralmente corre bem mas quando falham, fazem-no espectacularmente.

sábado, 28 de abril de 2012