Luciano (1939). A Deusa Síria. Lisboa: Editorial Inquérito.
Como amante que sou de palavras milenares, não resisti a este achado de alfarrabista. Não será obra maior, mas isso não retira o fascínio de ler pensamentos preservados de um mundo que nos é longínquo. A descrição das prática religiosas greco-romanas foge à nossa visão estereotipada de elegância e hieratismo; as descrições dos praticantes de rituais míticos estão cheias de um certo espírito de confusão e desordem, complexos com só a vida consegue ser. É um excelente mergulho no passado, evocando uma imagética viva. Esta edição inclui um curioso ensaio sobre o luto, com uma posição crítica e satírica (não surpreende, dado ao autor) sobre os rituais da morte.