terça-feira, 11 de junho de 2024

Geração D: da Ditadura à Democracia


Carlos Matos Gomes (2024). Geração D: da Ditadura à Democracia. Porto: Porto Editora.

A curiosidade com este livro ficou desperta ao ouvir uma conversa com o seu autor, na Antena 2. Fiquei particularmente intrigado com o que ele designa de geração D, os baby boomers portugueses, aqueles que viveram a pobreza e a tacanhez do estado novo, que combateram na guerra colonial, construiram a democracia, e nos legaram o país de hoje. A geração do uso generalizado do calçado, aponta o autor, num curtíssimo apontamento que mostra bem o quão empbrecido foi o Portugal do século XX.

Militar dos comandos, combatente em África, por onde passou pelos três teatros de operações, também capitão de Abril, Carlos Matos Gomes dá-nos  neste livro um misto de recortes autobiográficos, notas sobre a história recente portuguesa, com uma visão de quem viveu a guerra colonial, a revolução dos cravos, mas também a forma como a sociedade portuguesa evoluiu. Durante a leitura, recheada de detalhes históricos ou arrepiantes, mas também reflexão sobre a sua vida pessoal, entrecortada por um profundo substrato cultural, literário e histórico, não consegui deixar de pensar na figura de um guerreiro-poeta. Sobressai a imagem que alguém que seguiu o seu caminho, apesar de se ver envolvido nalguns dos momentos chave da história recente.

Há um certo desencanto no livro, espelhando uma certa visão de derrota da revolução dos cravos. Por um lado, traça uma história da sua inevitabilidade, perante um país empobrecido e um regime que insistia numa absurda guerra colonial. Por outro, reflete nas oportunidades perdidas, em como alguns problemas fundamentais e estruturais da sociedade portuguesa, o seu extremo conservadorismo atiçado pela igreja, o constante controle  da riqueza por elites rapaces, a facilidade com que o povo se deixa manipular, se mantém constantes.

domingo, 9 de junho de 2024

URL


I Am Learning To Be A Flyer: Talvez não seja a melhor posição para aprender a voar.

Alan Moore Has a Bumper October Coming With Dennis Knuckleyard: Excelentes notícias para os fãs de Alan Moore, com um novo romance e uma banda desenhada a chegarem ao prelo.

MIT Press Announces Two Dungeons & Dragons Books: Uma prenda da MIT Press para os fás do lendário jogo, no ano em que comemora o seu cinquentenário.

Ballard from beyond: six of the famed author's redefinitions: Revisitar o modernismo de JG Ballard.

Mickey Mouse Will Fight Winnie the Pooh in the Latest Public-Domain Horror Extravaganza: Yep, é um bocado pateta, perceber que com o passar para domínio público destes personagens clássicos, só a malta que gosta de horror barato é que tem ideias para os usar.

The Complicated Ethics of Rare-Book Collecting: Entre a questão de se deverão livros raros ser propriedade privada ou estarem acessíveis em instituições públicas, à velha questão do lucro especulativo versus o bem comum.

The NASA Graphic History Series: Para os amantes de comics, a NASA tem uma página que reúne as bandas desenhadas de temática científica que edita.

First Look Clip At Francis Ford Coppola's Megalopolis: Quando é que isto estreia, para os comuns mortais que não frequentam Cannes? Estou imensamente curioso com esta incursão de Coppola nos domínios da ficção científica.

The Origins of Mecha: Mega-Hits of The 1980s: Algo reconhecível aos das gerações dos anos 80, o ponto de origem do que se viriam a tornar os mecha enquanto género no manga e anime.

HORRORS FOUND LURKING IN AN ATTIC! A Groovy Guest Post by Jasper Bark: A partir de páginas num clone dos comics clássicos de terror, a busca por um ilustrador obscuro.

*examines your pdf folder* have you read them all?: De facto, não, não colecionamos livros para os ler todos, mas sim pelas possibilidades de leitura que representam.

Quem tem medo de William Shakespeare?: O Bardo enquanto criador do mais puro gótico de terror, quem diria? A visão faz sentido.

Star Wars Fans Can Be Star Trek Fans When They "Grow Up": Shatner: Eh eh! É a velha rivalidade, que tem alguma lógica. Star Wars é divertimento inconsequente, divertido. Já Star Trek, por detrás da aventura no espaço tem um conjunto de ideias fortíssimo, entre a igualdade entre povos, a camaradagem entre todos, e a ideia que as economias servem para garantir prosperidade às pessoas e às civilizações.


Alien bars tend to be reasonably friendly: Cuidado com os clientes do bar.

AI Image Feedback Loop: Uma brincadeira intrigante com IA Generativa, cruzando a descrição de imagens via ChatGPT com a geração a partir de prompts do MidJourney para criar um ciclo de repetições onde as descrições do chatbot alimentam o gerador de imagem, cujos resultados vão ser interepretados pelo chatbot para alimentar mais prompts de imagem.

Building Legos with AI: Algoritmos úteis.

Google Drive altera atalhos de teclado para facilitar navegação por letras: Uma excelente notícia. O Drive é um serviço muito poderoso, mas com um design e usabilidade atroz.

We Need To Rewild The Internet: Os ecossistemas digitais fechados que caracterizam a internet de hoje são um sinal de estagnação cultural. Temos, e podemos, de trabalhar para quebrar estes monopólios tecnológicos e culturais, que nos reduzem a meros elementos para obter lucro.

The Essential AI: Translating What We See, Hear and Experience: Uma visão curiosa sobre a IA Generativa, que de facto é isto mesmo que faz, aprende com o gigantesco substrato dos artefactos criativos humanos, e gera conteúdos a partir dele, remisturando e revendo este enorme património.

Pricey AI "Device" Turns Out to Just Be an Android App With Extra Steps: Para surpresa de ninguém, exceto dos deslumbrados, os badalados assistentes de IA autónomos são, na verdade, pouco mais do que uma app a correr sobre hardware fraquinho.

*I blame comic-book robot-AI dystopias: Compreendo, compreendo bem.

The depressing truth about TikTok’s impending ban: A partir desta legislação, todas as empresas chinesas recebem uma mensagem: se querem chegar aos mercados americanos, têm de deixar de ser chinesas. Isto é um tiro na globalização, ou melhor, porque o mundo não se resume aos Estados Unidos, um passo em direção a um outro tipo de globalização multipolar, em que o eixo europa-américa deixa de ser preponderante.

AI video throwdown: OpenAI’s Sora vs. Runway and Pika: Há uma falha, óbvia, nesta comparação. A Pika e a Runway podem ser usados de forma aberta. Mas a Sora, temos de confiar na palavra da Open AI. E nada de errado pode advir de se confiar numa empresa que caça lucro a todo o custo, certo?

DARPA Releases First Images Of Manta Ray Underwater Drone During In-Water Testing: Um intrigante drone submarino, em testes.

Freeing the chatbot: O dilema. Vale a pena ter um hardware dedicado para correr chatbots fraquinhos, quando podemos ter as mesmas funcionalidades a tirar partido dos sensores e poder computacional de um smartphone?

When notifications remind us of things we’d rather forget: As notificações são uma das pragas da economia da atenção, fonte de constantes interrupções, e muitas vezes sem qualquer sentido. Aprender a desligar esta função é essencial para um uso saudável e produtivo da tecnologia. E digo-vos, de experiência pessoal: desligar notificações é a melhor ação que podem fazer num dispositivo móvel. Significa que passam a controlar a forma como gerimos as comunicações (como sempre deveria ter sido), e que interrupções são realmente urgências.

Generative AI and K-12 Education: An MIT Perspective: Na Educação, perguntamo-nos o que fazer com esta criatura estranha que é a IA Generativa. Este artigo mostra algumas pistas, sem ser prescritivo ou focado em produtos específicos, recordando-nos o imenso laboratório que são as salas de aula com professores que arriscam experimentar trazer estas tecnologias aos alunos.

The Rise of Large-Language-Model Optimization: Bruce Schneier está muito correto neste temor. Se o SEO, as estratégias de otimização de site para colocação em motores de pesquisa, são um ninho de desinformação e banha da cobra, o que vem será pior, com a otimização do conteúdo online para alimentar as respostas às perguntas que os incautos utilizadores colocam aos LLMs.

Um breve apontamento sobre a preservação dos videojogos (a propósito de Alan Wake Remastered): De facto, é algo a ter em conta. Para além de produtos comerciais, os jogos também são artefactos culturais, e é preciso pensar na sua preservação para o futuro.

The Visionary Technology of Hugo Gernsback: Estes engenhos congeminados pelo pai do termo ficção científica sempre pareceram mais piadas ditas com cara de pau, do que propostas sérias.

La historia del primer ratón comercial: un fascinante viaje al prestigioso laboratorio Xerox PARC: Um olhar para o desenvolvimento do ubíquo rato, hoje banal, mas que na verdade requereu uma revolução conceptual nos interfaces.

Dune 3D: Open Source 3D Parametric Modeler From the Maker of Horizon EDA: Um software de modelação CAD a experimentar.

The Tyranny of Content Algorithms: Quando a produção cultural se reduz à metrificação algorítmica, todos perdemos. Os criadores banalizam-se, enquanto se esforçam por jogar um jogo financeiro que apenas beneficia quem gere os algoritmos, ou seja, as plataformas.

Zombie Trainers and a New Era of Forced Labor: A recolha e classificação de dados para treino de IAs é um labor intenso, geralmente distribuído por trabalhadores humanos. Mas, e se fosse possível deixar de depender de pagar a classificadores? Por exemplo, forçando os condutores ao serviço de multinacionais a recolher dados rodoviários para treino de algoritmos de condução? Ou recolher os dados gerados pela interação de crianças com apps para treinar algoritmos?


Robert Tinney’s December 1977 Byte magazine cover: É, é sempre a mesma coisa. Toda a gente quer que o computador funcione, mas o informático é que tem de desenrascar.

Spotter Climbs Hill To Shoot F-117s And Get Unprecedented View Of Secretive Tonopah Airport: E, com isso, deu-nos um vislumbre das aeronaves desconhecidas que usam esta base cheia de segredos.

China está excavando un pozo de 10.000 metros de profundidad. Tiene un buen motivo para hacerlo: Cavar, e fundo, em nome da ciência e dos recursos naturais.

João, o varredor das ruas de São Vicente que escreve livros de heróis contra o lixo na cidade: Confesso que a primeira coisa que pensei ao ler o artigo foi "como é que um varredor de ruas consegue pagar uma renda na Lisboa mais a saque dos interesses turísticos". A iniciativa, o projeto, é notável.

PLEASE STOP EMAILING US HARRIET: O que me ri com isto. Quando uma pessao convencida começa a usar um ginásio e se apercebe que a igreja em frente costuma mostrar mensagens bíblicas, acha que está no direito de pedir ao pároco que as mensagens seja motivacionais, para se sentir melhor enquanto faz exercício. E vai insistindo, perante uma paróquia que não lhe faz as vontades. Até ao momento em que o pároco decide aceder ao pedido, e dar uma daquelas mensagens verdadeiramente motivacionais. É um fait divers, mas no dia a dia lidamos com tanta gente convencida, que alardeia os seus direitos, recusa deveres e acha que todos lhe devem algo, que é refrescante ver esta forma de as colocar no lugar.

Philosophers are studying Reddit’s “Am I the Asshole?”: E com uma boa razão, perceber a forma como as nossas relações pessoais, laborais e sociais moldam a percepção da moralidade.

Is Venezuela Serious About Invading Guyana?: Uma visão sóbria sobre o potencial de conflito sobre o território de Essequibo, que tem mais a ver com a necessidade do ditado venezuelano se manter no poder do que nas riquezas naturais do território.

What Is Wagner Doing in Africa?: Agora transformados em mercenários ao serviço direto do governo russo, o grupo Wagner é uma lança russa em África, ao serviço dos ditadores do Sahel, que apreciam os seus serviços pela brutalidade com que os livram dos inimigos, sem ter de aturar aqueles empecilhos da democracia e direitos humanos.

Let’s Have A Look At India’s ‘First Indigenous Bomber UAV’: Suspeito que a grande questão seja como é que uma aeronave com aspeto de abetarda levanta voo.

EEUU desembarcó en una isla vacía durante la Segunda Guerra Mundial. En nueve días tuvo más de 300 bajas: A história de uma batalha inútil, por entre a campanha das ilhas Aleutas.

The New Propaganda War: Não é exagero dizer que as democracias liberarais estão sob ataque cerrado, numa guerra sem tréguas. Os adversários são as autocracias e os seus ditadores, que vêem na mera existência de sistemas políticos livres uma ameaça, por representarem perante as populações uma alternativa ao seu estrangulamento de poder. E as armas são a boa e velha propaganda, agora transformada em desinformação digital, propalada e amplificada pelas legiões de crédulos online, extremistas de direita e pessoas que visam minar as fundações dos estados democráticos.

terça-feira, 4 de junho de 2024

Nuclear War: A Scenario


Annie Jacobsen (2024). Nuclear War: A Scenario. Nova Iorque: Dutton.

Classifico, sem qualquer dúvida, este livro como uma das leituras mais arrepiantes e aterrorizantes que fiz nos últimos tempos. Não é uma leitura simpática, e mostra-nos a cada novo capítulo como o impensável pode acontecer, como todos os sistemas de suposta salvaguarda têm tudo para não funcionar, como um acto irreflectido pode levar ao extermínio civilizacional

Sendo criança dos anos 80, recordo os tempos do final da guerra fria, onde as superpotências dispunham de arsenais nucleares capazes de destruir várias vezes a vida na Terra, em que se temia um possível confronto, quando se sabia que em caso de guerra, em poucos minutos as cidades da América do Norte, a Europa Ocidental e a Rússia ficariam reduzidas a cinza radioativa. A queda da União Soviética e os tratados de redução de armas atómicas reduziram, aparentemente, os riscos de uma guerra atómica, mas a verdade é que enquanto estas armas existirem, o risco existe. E as consequências de um único bombardeamento são devastadoras, quanto mais os riscos trazidos pelas doutrinas militares de resposta massiva a ataques.

Logo nas primeiras páginas, a autora não hesita em qualificar de genocida, à escala global e civilizacional, a possibilidade de uma guerra nuclear. O livro é uma ficção, uma experiência de pensamento, mas reflete uma longa série de entrevistas com políticos e militares americanos e europeus que tiveram responsabilidades ativas no sistema nuclear americano e da NATO. Assenta também no pouco material público sobre estudos, análises, sistemas e políticas de guerra nuclear da doutrina militar americana. É, no fundo, um vislumbre construído a partir de depoimentos e documentos sobre o planeamento de uma guerra nuclear, assumindo que muitos dos detalhes são ultra-secretos e apenas se podem intuir, a partir da escassa informação pública.

O retrato de uma guerra nuclear é implacável. No cenário imaginário, o lançamento de um míssil balístico intercontinental norte-coreano tendo Washington como alvo dá início a uma reação em cadeia que culmina na destruição global. A reação americana ao ataque norte-coreano passa por uma resposta massiva com dezenas de ogivas, cuja trajetória, combinada com falhas de comunicação confunde os sistemas russos a pensar que estão a ser atacados, e a responder com um ataque massivo de centenas de ogivas sobre os Estados Unidos. Estes, seguindo as doutrinas militares, respondem à letra. As cidades europeias são também atacadas, como aliadas que são. 

Toda a lógica do livro se baseia na teoria dos dominós, quando um equilíbrio instável é abalado por um acontecimento inesperado, ativando sistemas e protocolos, e se torna impossível travar a reação em cadeia. Assusta especialmente perceber que o tempo se mede em minutos, os decisores não têm tempo para decisões bem pensadas, uma guerra nuclear global duraria duas ou três horas e devastaria o planeta, com consequências que perdurariam por dezenas de milhar de anos.

A premissa deste livro parte da análise dos planos de sobrevivência em caso de guerra nuclear. Acaba por demonstrar que não há sobrevivência possível, apesar do imaginário despertado por bunkers à prova de bombas. Podemos observar que o cenário é radical, parte da premissa que um dos actores globais, um estado-pária, decide cometer um ato de loucura suicida. As tensões entre nações costumam ser mais medidas, mais previsíveis. Talvez. Mas reparem que há tensões constantes entre estados armados com bombas atómicas e governos agressivos, caso da Índia e do Paquistão. Que estados como Israel prosseguem políticas genocidas usando armas convencionais, arriscando um cerco árabe progressivo, e que  detém armas nucleares que poderáo ser usadas em caso de desespero. E, por último mas não por fim, as constantes alusões russas ao uso de armas nucleares como forma de dissuadir, e ameaçar, a União Europeia e os Estados Unidos no apoio militar aos ucranianos invadidos. Não podemos descontar os erros e acidentes, recordando que nos tempos da guerra fria, foi o bom senso de um oficial soviético ao interpretar dados dos sistemas de aviso de ataque como o erro que se revelaram ser, que impediram uma guerra atómica. Hoje, com outras tensões, mais exacerbadas e menos bom senso, o risco é muito maior do que nos tempos da guerra fria. É este cenário de horror, impensável mas meticulosamente estudado e planeado por estrategas e analistas militares, que Jacobsen nos traz, recordando-nos que não há vencedores numa guerra que aniquila uma civilização.

segunda-feira, 3 de junho de 2024

Beja Airshow 2024

 














Mais um ano deste fantástico evento, que leva a Beja amantes da aviação. Lamentando o acidente que vitimou um dos pilotos da equipa Yakstars.

domingo, 2 de junho de 2024

URL


Ancient, My Enemy (1978 ed., cover illustration by Chris Foss): Clássicos.

Utopian Realism, a speech by Bruce Sterling: Nada com um bom e erudito discurso sinuoso de Sterling para nos dar novas ideias sobre temas que pensávamos conhecer. A europeização deste texano pai do cyberpunk está a fazer-lhe bem.

5055) Os prêmios literários: Há que sublinhar a visão abrangente, e a ideia de "Rapaz, se tu tás dentro do trem, pouco importa o vagão!".

Nueve libros y cómics de terror, fantasía y ciencia ficción para celebrar el Día del Libro en otros mundos: Em Espanha, o dia do livro é levado muito a sério, é suposto fazer ofertas, quer a nós próprios, quer aos amigos e familiares. Por cá não temos isso, mas ficam as sugestões.

The Best Paranormal Fantasy Books, recommended by Nicole Peeler: Leituras onde o normal se dissolve de formas inesperadas.

Blast Off with LEGO's New NASA Artemis Space Launch System Set: Que delícia de conjunto, penso, enquanto as realidades de não ter tempo para o montar e espaço para o guardar me pesam na mente.

No One Is Going To Buy Your Book: Uma análise às estatísticas e resultados das grandes editoras mostra o quão complexos são os livros enquanto negócio, como os best-sellers sustentam toda a publicação.

Yes, people do buy books: Graças ao João Campos, um antídoto ao artigo que analisa acriticamente os resultados de uma gigante editorial para concluir que isto dos livros mal dá para viver. Uma belíssima desmontagem, mostrando que a realidade é bem mais complexa, e que o mundo dos livros se gere ao longo de anos, e não da realidade economicista de curto prazo do relatório anual de lucros.

What the Author of Frankenstein Knew About Human Nature: Que, fundamentalmente, somos menos importantes do que julgamos. O artigo não se foca no clássico de Mary Shelley, mas sim noutra das suas obras, onde um homem é o único sobrevivente de uma pandemia que aniquila a humanidade.

5056) Os filmes "Duna": O filme, e a série literária, como encarnação de futuros medievalistas, onde a tecnologia evoluiu mas as normas sociais regrediram.

Vuelve, un año más, la tradición más extraña en torno a 'Drácula': leerla en orden cronológico: Confesso que há uma certa sedução nesta ideia de reler um livro segundo as datas nele indicados, o que arrasta a leitura durante meses, saboreando um capítulo a cada dia.

Estação de São Bento: história, arquitetura e fantasmas: Da próxima vez que lá desembarcar, vou afinar o olhar em busca de freiras de ar suspeito.

The Far Future in science fiction: Os futuros muito distantes, ou onde a FC se entrecruza com fantasia.

The Terraformers – Annalee Newitz: Análise à mais recente obra de uma das colaboradoras do iO9, que está a mostrar uma promissora carreira na literatura de ficção científica.

The Sci-Fi Writer Who Invented Conspiracy Theory: Para além de um dos nomes influentes da golden age da Ficção Científica, Cordwainer Smith também foi um especialista em guerra psicológica, autor de manuais militares sobre como deturpar a percepçáo dos inimigos.

Tarzan #236, April 1975, original cover art by Joe Kubert: Outros clássicos.

Quartz, cobalt, and the waste we leave behind: A partir de três livros, uma meditação sobre as bases negras de exploração humana e ambiental que sustentam o brilhantismo dos gadgets da sociedade digital.

Cerrar apps en el iPhone no sirve para ahorrar batería: estas son las razones: Confesso que sou culpado deste comportamento. Mas não é para poupar bateria ou memória, para mim é uma forma rápida de fechar apps. Especialmente aquelas que usam e abusam dos dark patterns para nos manter agarrados.

Explore NASA's Best Photos of the Year: Isto é rocket science!

The best books on The Ethics of Technology, recommended by Tom Chatfield: Porque não temos de aceitar cegamente o deslumbre com as propostas dos techbros, é preciso analisar, meditar e perceber os impactos.

Apple’s new AI model hints at how AI could come to the iPhone: Uma aposta que faz sentido, IA como serviço a correr localmente num dispositivo móvel de gama média e alta.

TikTok will stop paying people to watch videos every day: É sempre moda, especialmente se se for techbro, bater na mania que a UE tem de regulamentar a sociedade digital com leis tipo AI Act ou RGPD, que só empecilham a inovação, dizem. Bem, este é um excelente exemplo da inovação que não queremos ter. Quanto à Bytedance, não choro por ela ter perdido este mercado europeu, há muito mais mundo neste planeta e países onde se pode usar e abusar das pessoas.

The First European Pocket Calculator: Um docinho retrotech.

AI isn't useless. But is it worth it?: É raro ler-se visões lúcidas sobre a IA Generativa, geralmente as leituras oscilam entre o deslumbre acrítico e o catastrofismo. Porque: "But there is a yawning gap between "AI tools can be handy for some things" and the kinds of stories AI companies are telling (and the media is uncritically reprinting). And when it comes to the massively harmful ways in which large language models (LLMs) are being developed and trained, the feeble argument that "well, they can sometimes be handy..." doesn't offer much of a justification."; "When I boil it down, I find my feelings about AI are actually pretty similar to my feelings about blockchains: they do a poor job of much of what people try to do with them, they can't do the things their creators claim they one day might, and many of the things they are well suited to do may not be altogether that beneficial. And while I do think that AI tools are more broadly useful than blockchains, they also come with similarly monstrous costs.". É especialmente lúcida a forma como desmonta a ideia que os LLMs são excelentes para quem escreve, ou a ideia de que os LLMs são excelentes para automatizar tarefas cognitivas do dia a dia: "But I find one common thread among the things AI tools are particularly suited to doing: do we even want to be doing these things? If all you want out of a meeting is the AI-generated summary, maybe that meeting could've been an email. If you're using AI to write your emails, and your recipient is using AI to read them, could you maybe cut out the whole thing entirely? If mediocre, auto-generated reports are passing muster, is anyone actually reading them? Or is it just middle-management busywork?"

Palm OS and the devices that ran it: An Ars retrospective: Confesso que fui um utilizador entusiasta dos PDAs da Palm, que na viragem do século XXI me permitiam fazer muitas das coisas a que hoje nos habituámos com os smartphones.

Can an online library of classic video games ever be legal?: A dicotomia dos jogos enquanto produto comercial e força cultural, aqui em evidência. De um lado puramente comercial, bibliotecas digitais de jogos são uma violação de propriedade intelectual. Do lado cultural, há que ver que as empresas deixam de vender o que é obsoleto, ou desaparecem do mercado, e se não houver uma preservaçáo pública destes artefactos digitais, perdem-se irremediavelmente.

Se suponía que este antivirus debía proteger a los usuarios: los ciberdelincuentes lo utilizaron para distribuir malware: Mais uma boa razão para evitar software anti-vírus gratuito, não sabemos as reais intenções de quem o desenvolve.

Air Force Picks Anduril And General Atomics To Build And Test Collaborative Combat Aircraft: Estes drones de combate vão servir como colaboradores de aeronaves pilotadas por humanos.

Is AI Ruining Facebook?: Sim. Não por causa da IA. Porque os executivos acham que todos queremos ser bombardeados com imagens foleiras geradas, ou conversar com bots. O problema não está na IA, está na idiotice, ou cupidez, de quem a está a implementar.

Travels with Perplexity AI: Um dos usos interessantes da IA é a forma como retira padrões a partir de conjuntos de dados. 

Here’s the defense tech at the center of US aid to Israel, Ukraine, and Taiwan: Um olhar para as tecnologias militares em jogo nos auxílios americanos.

AI’s Unending Thirst: É bom recordar o impacto ambiental da IA, aqui medido pelo consumo de água para manter arrefecidos os parques de servidores.

Would Limitlessness Make Us Better Writers?: O deslumbramento com as capacidades de geração de texto dos LLMs distrai para as questões fundamentais. O que é, realmente, a escrita? Produção a metro de conteúdo anódino, ou expressão das ideias, imaginário e capacidades técnicas de quem escreve? O deslumbre com a IA generativa está muito assente na confusão entre "criar" e "produzir", com uma ideia extremamente redutora da gama criativa ao conceito de "conteúdo".

Information Overload Is Nothing New. We’ve Long Struggled With It: Se são daqueles que sentem que nos dias que correm há excesso de informação, demasiados livros, filmes, canais, webs, enfim, toda a enorme panóplia diversa que concorre pela nossa atenção, fiquem intranquilos. No passado que gostamos de pensar como mais simples e descomplicado, o sentimmento era o mesmo.


retroscifiart: Peter Elson from the book The World of Tomorrow: Órbitas.

65 Years Ago Today: The Man Who Flew A B-47 Under The Mighty Mackinaw Bridge: Ui, enfiar uma aeronave desta envergadura debaixo de uma ponte, não é para todos...

Why a Dog’s Death Hits So Hard: Leio este texto, e olho para a minha querida cadela, já com uns provectos dez aninhos. Pesa-me o coração de saber que o momento em que perderei já esteve mais longe.

The Particular Cruelty of Colonial Wars: Uma das ironias negras do final da II Guerra. Os países recém-libertados do jugo nazi depressa quiseram reafirmar o seu domínio sobre territórios colonizados. Mas a maré da história já tinha virado, com a inelutabilidade da ideia de autodeterminação dos povos.

Let’s Entertain the Theory of the Tartarian Empire for a Moment: Confesso que houve tempos em que achava piada às teorias da conspiração, antes do seu alastrar como fogo em mato seco numa internet onde os crédulos pululam. Mas, de quando em vez, há umas que ainda divertem.

A grande revolução dos pequenos gestos: Este texto espelha bem a minha sensação perante o 25 de abril, este ano. Comemoraram-se os seus 50 anos, e Lisboa encheu-se de gente para celebrar o espírito de liberdade. E eu... fiquei em casa. Não por andar em onda reacionária ou algo do género, mas por ter de aproveitar o tempo livre de feriado para despachar trabalho, porque sabia que tinha o fim de semana ocupado. E, também, por não ser especial apreciador de momentos solenes de celebração. A verdade é que se queremos manter acesa a chama de abril, isso faz-se com uma luta diária, nos nossos espaços, nas nossas pequenas coisas, não abanando o cravo no dia 25 e colocando a selfie da manif nas redes sociais. É nos restantes 364 dias que se faz a diferença, se luta contra o conservadorismo bafiento e as chamas dos novos fascismos transvestidos em populismo. Notem que isto não é rezinguice contra quem marchou no dia 25; gostaria de lá ter estado. Apenas, sublinhar que temos de lutar sempre, e não apenas nas ocasiões comemorativas.

Un arqueólogo creyó detectar un bulto fangoso. Lo que se encontró fue una "criatura híbrida de dioses romano-germánicos": Sincretismos artístico-religiosos.

Deciphered Herculaneum papyrus reveals precise burial place of Plato: Os papiros carbonizados de Herculano começam a revelar os seus segredos, e é um vislumbre fascinante sobre a cultura romana.

‘Does the CIA Still Do That?’: Sim, e provavelmente até pior.

You Can Still Die From World War I Dangers in France's Red Zones: Os desastrosos vestígios ambientais dos campos de batalha centenários.

Top 10 Most Dangerous Aircraft: Aviões onde era mesmo muito má ideia ir a bordo.

Ukrainian trainer aircraft shoots down Russian spy drone: Contra alvos pequenos e lentos, aeronaves que pelas suas características, não associamos ao combate. Talvez a necessidade de combater drones traga um regresso do caça a motor de pistão?

Qué fue del aeropuerto de Ciudad Real: el megaproyecto de 1.000 millones de euros símbolo de los excesos de la burbuja: Uma espécie de Beja, ao lado de Madrid. Com a adicional de ter sido construído de raiz, num imenso desperdício de dinheiro.

Tesla Rewards Dedicated Worker Who Showered at Factory and Slept in His Car by Firing Him: Somos como se fosse uma família. Recompensamos a dedicação dos trabalhadores à nossa missão. Ou, <inserir aqui> outro qualquer slogan de corporate bullshit</inserir aqui>.

quinta-feira, 30 de maio de 2024

Spitfire: A Very British Love Story


John Nichol (2018). Spitfire: A Very British Love Story. Londres: Simon & Schuster UK. 

Uma aeronave extremamente simbólica, e também das mais bem conseguidas aeronaves militares da II Guerra. Para lá de ser um triunfo de engenharia aeronática, e um dos mais belos aviões de sempre, o Spitfire tornou-se um dos grandes símbos da resiliência britânica nos tempos de guerra. É um dos grandes ícones históricos.

A história da aeronave é contada por um antigo piloto da RAF, que pilotou Tornados na Guerra do Golfo. O livro aborda a evolução do avião, desde o seu desenvolvimento inicial nos anos que antecedem a guerra, ao constante aprimorar de uma plataforma já de si excelente ao longo do conflito, como resposta ao evoluir das ameaças aéreas inimigas. A história não se centra nos áridos pormenores técnicos nem em relatos históricos. Constrói-se a partir dos depoimentos, das memórias, dos seus antigos pilotos. Homens e mulheres que sobreviveram à guerra, vivento situações dramáticas e violentas. Entretecer o livro através destes depoimentos humaniza a história, porque se o foco está na aeronave, o que impressiona o leitor é o sentimento trazido pelas vivências daqueles que a pilotaram.

A obra atravessa os grandes cenários da II guerra, partindo a blitzkrieg e da queda de França, detalhando os momentos dramáticos da batalha da Inglaterra, o blitz, as operações sobre a França ocupada, o Dia D e a derrota alemã. Também olha para outros cenários de operação do Spitfire, entre a Birmânia e o norte de áfrica. É dada uma atenção especial a Malta, um teatro de operações que geralmente se fica por alguns parágrafos nos livros de história mas que, à luz das memórias dos pilotos que viveram os dias desesperados de cerco e bombardeamento imparáveis, com a RAF em extrema inferioridade numérica mas mesmo assim a conseguir evitar a ocupação da ilha, ganha toda uma dimensão de drama.

Este livro serve como elegia a uma icónica aeronave, recordando-nos que a história que conhecemos dos grandes movimentos se faz com os pequenos gestos e dramas individuais daqueles que viveram esses tempos.

terça-feira, 28 de maio de 2024

When We Cease To Understand The World


Benjamìn Labatut (2022). When We Cease To Understand The World. Nova Iorque: New York Review Books.

É um lugar comum descrever o efeito da leitura de certos livros como o ter levado um murro no estômago. Aplica-se bem a este, um tour de force de erudição que se atreve a desmontar o mito do cientista iluminado, mostrando-nos uma perspetiva visceral sobre a história da ciência. É habitual, em obras que analisam os rasgos de brilhantismo que caracterizam os cientistas cujas ideias moldaram o nosso mundo, que o ponto de vista seja otimista, positivo, mostrando os processos mentais como algo lineares. Labatut não segue esse caminho, pelo contrário, mosra-os sob uma pespetiva febril e visceral.

Esta inversão moral da faísca mental científica sublinha a facilidade com que deixamos a desumanidade tomar conta dos sistemas que construímos. Isso é fortemente sublinhado quando Labatut nos fala do trabalho de Haber, cuja maior contribuição para a humanidade foi o processo de extração de nitrogénio para fertilizante, um dos elementos da reovlução agrícola que alimenta a humanidade, mas que também coordenou o programa alemão de armas químicas na I Guerra, que nos mostrou o horror dos ataques de gás. Um cientista cuja maior preocupação era temer que a sua invenção levasse a um proliferar das plantas, e que aparentemente não se incomodava por outras das suas invenções terem despoletado carnificinas horrendas nas trincheiras.

A outra grande inversão de Labatut prende-se com a forma como mitificamos o génio científico, a sua excentricidade como expressão de brilhantismo. Os retratos que faz de personalidades como o físico Heisenberg ou o matemático  Grothendieck mostram-nos pessoas cujo foco extremo e comportamentos obsessivos estão muito para lá da barreira da loucura. De facto, se Labatut tivesse omitido os seus nomes e ofuscado os factos históricos, estaríamos a ler sobre as vidas insanas de loucos alucinados. É uma dicotomia perturbadora, perceber que não há fronteira ténue entre génio e louco.

Este livro é um romance não-ficcional, onde o autor inverte os prismas com que habitualmente se escrevem as biografias. É de uma erudição extrema, interligando a história e a ciência, mostrando as ligações, por vezes simbólicas, entre descobertas e personalidades que superficialmente não estão conectadas. É este outro dos méritos deste exercício intelectual, o mostrar o simplismo de visões focadas em factos ou personalidades isoladas, perante a complexa teia de interrelações que forma o longo devir humano.

domingo, 26 de maio de 2024

URL


H.R. Giger’s concept art for Alejandro Jodorowsky’s Dune, 1975: Esse lendário filme que nunca aconteceu (mas Villeneuve aproveitou alguns traços para a sua adaptação).

XIX Festival Internacional de BD de Beja - Programa e convidados: Ah, aquele festival onde sempre quis ir mas não consigo. Será que é desta?

Why Do We Want to Squish and Squeeze Things That Are Cute? Science Has the Answer: Sim, há uma ciência por detrás do nosso gosto pelo fofinho.

Trece libros imprescindibles que el equipo de Xataka recomienda para leer y regalar este Día del libro: Sugestões de leitura, entre ficção e não ficção. Assinalo a perenidade do maravilhoso livro de Irene Vallejo.

«O “Horror” na Literatura Portuguesa»: Um ensaio clássico, que nunca tive a sorte de encontrar nos alfarrabistas.

Cinco libros electrónicos ideales para regalar a los amantes de la lectura el próximo Día del Libro: Ficou a faltar o novo kobo colorido, que suspeito que me irei oferecer a mim próprio como prémio de bom comportamento por... enfim, hei de inventar uma razão.

Does Science Fiction Help Define The Future?: Não é uma questão de resposta óbvia e direta. Cinco autores de ficção científica mostram-nos diferentes pontos de vista sobre os cruzamentos entre o género literário e a sociedade.

Furiosa: A Mad Max Saga: 15 Minute Sequence That Took 78 Days To Shoot: Uma das ironias do cinema blockbuster é esta, o enorme trabalho que dão a realizar, a complexidade de cenas que no ecrã passam num instante mas que demoram meses a planear e filmar. E todo o trabalho por um filme que depressa ficará esquecido.

The best books on The End of the World, recommended by Paul Cooper: O fim do mundo tal como o conhecemos, e sinto-me excelente.

Mind-Bending Novels About Time Travel: Há aqui livros inesperados, muito longe do que esperaríamos de um tema intricamente ligado à ficção científica.

6 Adaptations of Poe's The Murders in the Rue Morgue: Se Sherlock é implacável nos seus raciocínios lógicos, Dupin fica para a história da literatura policial como o mestre da dedução. É interessante ver como Poe desvalorizava aquilo que os amantes do policial mais apreciam, o deslindar dos mistérios, dizendo que o personagem apenas está a percorrer o labirinto que o autor criou.

The Psychedelic Sounds of the 13th Floor Elevators: Que é um excelente disco.

AI Flew X-62 VISTA During Simulated Dogfight Against Manned F-16: O artigo não define quem saiu vitorioso destas experiências, mas detalha que não foi necessário aos pilotos que estavam na aeronave controlada pela IA tomar os seus controles para se sobrepor a más decisões.

The business of generating and selling low-quality ebooks: O chico-espertismo autofágico da IA.

50 Years Later, This Apollo-Era Antenna Still Talks to Voyager 2: As antenas que nos permitem comunicar com as sondas a atravessar o espaço profundo.

The Cloud Under The Sea: Um fascinante olhar para a infraestrutura que possibilita a internet, a intricada rede de cabos submarinos que interliga  o planeta. Uma infraestrutura crucial, em constante crescimento mas mantida por um reduzido conjunto de operadores especializados, pouco visivel e sem se estar a renovar.

Maybe I don’t want a Rosey the Robot after all: Uma observação que contraria a tendência de antropomorfizar os robots. E que recorda que as aplicações de robótica que mais nos tocam no dia a dia não são eventuais mordomos andróides, mas sim a miríade de máquinas com varios graus de autonomia que usamos diariamente.

Instagram Is Profiting Off Disgusting Apps That Undress People Without Their Consent: O que se salienta aqui é que o modelo de moderação destas empresas baseia-se no princípio "enquanto ninguém notar, safamo-nos com estas situações; se formos topados, colocamos o ar respeitável e intervimos".

The future of AI gadgets is just phones: O interessante desta experiência, para além do esforço em colocar a IA generativa no telemóvel, é a forma com foi usada, para analisar informações vindas de situações específicas e aconselhar padrões de uso.

Featured on Prestige Magazine: A Mind of Its Own: Alex Israel and Sougwen Chung on AI Art: A visão da IA generativa não como um fim em si mesmo, mas como mais uma ferramenta ao dispor dos criadores.

The Radiant Future! (Of 1995): Stross, a satirizar da forma brilhante como só ele consegue as promessas brilhantes dos tempos da bolha dot-com. E, no processo, a fazer-nos pensar nas promessas brilhantes a que hoje assistimos, vindas de outros campos tecnológicos, mas a prometer o mesmo tipo de impacto dos ciclos de hype anteriores.

Hello, Electric Atlas: A nova versão do Atlas da Boston Dynamics é fascinante, e um enorme passo na robótica humanóide. É interessante ver que os investigadores não se deixaram limitar pelos constrangimentos da forma humana, mesmo que isso signifique movimentos algo creepy, mas que fazem todo o sentido num mecanismo.


Fantasy Advertiser, May 1948: Há aqui patologias.

Inflexibilidad intencional: el superpoder de decir “ahora no” que dispara tu productividad: Uma técnica que faz imenso jeito, mesmo em trabalho offline, mas que não nos granjeia amigos. "Não" ou "agora não" costumam ser expressões mal toleradas por colegas de trabalho, para quem os seus problemas assumem tal primazia e urgência que passam por cima das listas de tarefas dos seus colegas. Outra boa dica é restringir os canais de comunicação, deixando claro que há determinados meios nos quais pedidos não terão resposta, se é que sequer serão vistos. E ser firme na defesa destas posturas.

On Opening Essays, Conference Talks, and Jam Jars: Dicas interessantes para quem fala em público, ou escreve, sobre como despertar a atenção da sua audiência. O truque essencial, é a envolvência narrativa.

Chartbook 274 From Bauhaus to Buchenwald .. to mid-century cool: Uma história da Bauhaus que também inclui o que aconteceu aos alunos que ficaram na alemanha nazi.

Le hemos preguntado a ocho fotógrafos cuál es su secreto para hacer mejores fotos con el móvil. Esto han respondido: Dicas interessantes para quem gosta de usar o telemóvel para explorar a arte da fotografia.

For Work-Life Balance, Look to the Labour Unions!: É sempre bom recordar que sem sindicatos, não haveria direitos laborais, e quem afirma o contrário sabe que está a mentir.

Land, Livestock and Darfur’s ‘Culture Wars’: O Sudão tem sido um dos países mais martirizados nos tempos recentes, com uma sucessão de guerras civis genocidas. As causas dessas guerras, analisadas com profundidade.

Portugal Confirms Acquisition of F-35 Lightning II Fighter Jets to Replace F-16 Fleet: Surpreende ler esta novidade de forma tão discreta, até porque nem sido publicamente discutida. Para os que gostam de apontar estas despesas, notem que o custo total do programa é uma fração do que foi enterrado dos nossos impostos para salvar bancos da sua irresponsabilidade.

Helsinki Bus Station Theory of Creativity: Intrigante, esta ideia de criatividade, que assume a importância das influências mútuas e cruzamentos de percursos individuais.

Tras los 30, dejamos de descubrir canciones. El declive de la curiosidad musical es inevitable: Discordo desta ideia de inevitabilidade. Pessoalmente, continuo a fazer um esforço por ouvir música nova, conhecer novos talentos. O problema, é ultrapassar o constante fluxo dos serviços de recomendação algoritmizados, que reforçam a inércia em ouvir novidades recomendando-nos sempre mais do mesmo.

The Uncomfortable Truth About Child Abuse in Hollywood: A profunda ironia dos abusos perpetrados por produtores de programas infantis.

10 Romanian aircraft you need to know – and is the JF-17 really Romanian in origin?: Os triunfos da engenharia aeronáutica romena, e uma suspeita polémica.

Portugal’s Eurovision Song In 1974 Helped Topple Its Military Dictatorship: Ler sobre o Depois do Adeus, num dos períodicos britânicos de referência.

Japón ya tiene listo su primer portaaviones desde la Segunda Guerra Mundial. Y China no está muy contenta: Vivemos tempos de recrudescimento de tensões militares, como esta história mostra.