Syd Mead’s concept art for an Arctic Mobile Operation Base: Clássicos.
This Literary AI Scandal Changes Everything: Se se vir a literatura como entretenimento, algo a que as massas têm sido condicionadas pelo marketing das indústrias criativas, isto é a consequência óbvia - a automatização generativa literária (e audiovisual). Diria que não vale a pena chatear-mo-nos muito com isto. Chico espertice sempre existiu (do plágio ao ghostwriting), e o real problema que vejo com estes maus exemplos é ajudar a polarizar a discussão sobre a tecnologia, tornando mais difícil o trabalho e aceitação dos que usam a IA para experimentar novas formas de olhar, onde é uma excecional ferramenta criativa.
Before Pixar, There Was ‘The Works’: A Lost Chapter In The History Of Computer Animation: Não resisto a duas notas - a nostalgia com a estética do CGI incipiente, e o recordar que, à época, isto era tão mal visto e apontado com dedo acusador como "artificial" e "desumano" como hoje falamos de IA generativa.
I Am Begging You to Read Terry Pratchett: Demorei a ler este autor, e quando o descobri, percebi o fascínio dos seus fãs. A combinação de humor mordaz, erudição, elegância literária e imaginário é, de facto, fabulosa. Apesar do brilhantismo, temo que se esteja a tornar num outro Ballard, também escritor elegante, influente e essencial do século XX que parece estar a ser esquecido. No caso de Pratchett, até se percebe. O simples facto de ter escrito essencialmente literatura fantástica é anátema para o establishment, e suspeito que há por aí muito prémio nobel (ou booker, ou gouncourt) que teria chiliques de inveja perante a elegância da prosa de Pratchett.
Luminous: cyberpunk emocional: Suspeito que literatura em reação à distopia.
The Slop Before The AI Slop: Toda a celeuma sobre o uso de IA generativa na literatura tem uma longa história, que antecede em muito as experiências de escrita computacional.
AI-Writing Scandals Are Getting Very Confusing: Em parte, os escândalos são justificados. Pseudo-autores que geram os seus textos de forma automática é puro chico-espertismo, e na verdade, fraude. Por outro lado, ver autoras que até foram nobelizadas a levar nas orelhas por admitirem utilizar IA é apenas pateta. Porque se forem ler o que realmente foi dito, percebem que é o melhor uso possível da IA, como forma de explorar ideias e procurar vertentes, e não a automatização da escrita a metro que é apanágio dos vigaristas. Mas nem vale a pena falar disto, porque neste momento, a discussão sobre a IA está demasiado polarizada, oscila ente o deslumbramento imposto por evangelistas de qualidade duvidosa (e motivação para lucro a todo o custo), e a reação de rejeição visceral, em grande parte advinda da péssima forma como a IA está a ser implementada para favorecer todo o tipo de vigarices, das culturais às laborais. Já quem usa a IA com bom senso, percebe o seu potencial (e também percebe o que não faz).
Inocência: Rever um clássico do anime.
Service Model – Adrian Tchaikovsky: Este tem sido um dos mais interessantes e prolíficos praticantes da arte da boa Ficção Científica. Neste romance, tão certeiro na era das incertezas da IA, mostra-se também um mestre da fina e corrosiva ironia.
Tadami Yamada “Illustrations for William Hope Hodgson’s short weired tales Carnacki The Ghost-Finder”: Temores.
Los ejecutivos occidentales que triunfan en LinkedIn tienen un secreto: asistentes virtuales en Filipinas que escriben por ellos: A sério que se surpreendem quando descobrem que aqueles posts partilhados pelos sociopatas do workaholism que infestam o LinkedIn não são realmente escritos por eles, mas sim subcontratados a assistentes? Diria até que é a melhor metáfora do chico-espertismo do mundo empresarial.
Anthropic’s Code with Claude showed off coding’s future—whether you like it or not: Isto é automatização de alto nível, mas não retira a necessidade de compreensão profunda da programação e suas lógicas.
A CEO of a Bank Just Said Something So Ghoulish About Its Plans for AI That He’s Now in Full Damage Control Mode: É por estas que estamos tão reticentes e furiosos quanto ao uso da IA. Porque percebemos que quem mais a defende o faz não em prol da sociedade, mas do seu bolso. E, de vez em quando, há estes lapsus linguae tão reveladores sobre o real pensamento das elites governantes: "replacing in some cases lower-value human capital with the financial capital and the investment capital". Como estamos em modo de pleno late stage capitalism em cruise control, o Financial Times anda a vender canecas e t-shirts a gozar com esta frase. Leran bem, o Finantial Times, que não é exatamente um paladino da critica aos desmandos do capital.
Open-Source Software Is Starting to Help Robots Think: As implicações do uso de modelos de IA abertos na robótica.
AI video is moving beyond clip slop: A verdade é que as indústrias criativas já usam extensivamente IA, apenas não o admitem para não terem de aturar as repercussões num momento em que a IA é mal vista. Negam o seu uso, mas usam-na extensivamente, cruzando-a com técnicas clássicas para não se notar, usando editores profissionais, uso de filtros, correção de cores, e aplicação intencional de imperfeições. Já passa aí muita coisa nos media que é o resultado de algumas horas de geração no higgsfield, e mesmo quem tenha o olhar treinado para perceber sintomas de ai slop não nota. Quando é purê AI há sempre inconsistências (luminosidade, perspetiva, transições), por muito cuidadoso que tenha sido o videógrafo.
Jeff Bezos Tells Workers to ‘Be So Happy’ They’re Being Given the Gift of AI: Isto é a verão século XXI do "que comam brioches". Ter bilionários que enriquecem a sugar o tutano a trabalhadores sobre-explorados e mal pagos a dizer, com ar condescendente, que ainda se devem sentir agradecidos pela dádiva da ameaça de despedimento para serem substituídos por IA é profundamente distópico.
Lenovo’s Game Boy Is Real and Reportedly Stuffed With Ill-Gotten Games: Bem, esta é inesperada, ver a Lenovo associada com o mundo low end das consolas de baixo custo cheias de jogos clássicos pirateados.
Will Robotics Have a ChatGPT Moment?: Como alguém que se dedica à robótica, francamente espero que sim, que se torna mais acessível e diversificada.
If Google can’t make AI agents useful, maybe no one can: Confesso que os agentes de IA são uma tecnologia cuja usabilidade me escapa. Mas, provavelmente, isso deve-se ao tipo de profissão que tenho, onde há imensa imprevisibilidade e agência no mundo real.
Why College Students Are Booing AI: Uma análise interessante, que se atreve a ir mais a fundo do que o habitual. Se bem que o argumento "hey, esperam mesmo que as pessoas sorriam e aplaudam quando os bilionários feudais lhes dizem, babando-se, que deveriam estar agradecidas pela sua dádiva da IA que as vai colocar no desemprego" é válido. Mas este artigo olha mais a fundo, para a questão do lado transacional do ensino, do jogo das notas e diplomas.
Nintendo Is Completely Ignoring AI and Doing Fine: Provavelmente porque é uma empresa com objetivos claros que conhece bem o seu mercado, e por isso não cai no desnorte de meter IA com toda a força sem saber muito bem para que lhe serve.
The EdTech Backlash Is Here, and It's Just Getting Started: Não sei se qualificaria isto como revolta- Parece-me mais um recentramento, e um apelo ao bom senso. Trabalho com tecnologia e educaçao há muitos anos e confesso que considero uma parvoíce ideias como "tudo tem de passar pelo digital" ou "a IA obriga a repensar tudo". Até porque a minha experiência com as dezenas (centenas?) de projetos que iam mudar a educação com as maravilhas da tecnologia é negativa - programas rídigos, softwares limitados, alunos e professores transformados em clicadores de opções, uma visão de aprendizagem e educação automatizada muito redutora. A corrente tendência dos chatbots educativos espelha em tudo os maus hábitos das anteriores. E, apesar disto, a tecnologia na educação faz imenso jeito. É incrivelmente capacitadora das capacidades das crianças - até mesmo a IA. O problema, está no uso. Se transformamos as aulas em sessões de powerpoint, a aprendizagem no clicar em busca de respostas nos softwares educativos, a criação de artefactos em produção de documentos, isso não traz nada de novo, não aprofuda aprendizagens (nem as técnicas). Por isso não surpreende este cansaço de pais, crianças e professores com tanto tempo de ecrã com valor diminuto. Como professor de informática, percebo bem isso, e vejo que no nosso lado tem sido trilhado um caminho diferente, de real capacitação, criatividade aplicada e cruzamento do ecrã com a manualidade da eletrónica.
Police in China Sure Love Smart Glasses: Convém recordar que a China não é uma democracia, e tem sido exímia a mostrar como a tecnologia pode ser colocada ao serviço da repressão.
99 Percent of CEOs Are Preparing to Lay Off Workers and Replace Them With AI Within Two Years, Survey Finds: Expliquem-me lá outra vez como é que é incompreensível que uma tecnologia como a IA esteja a ser tão detestada? Porque sentimos que fugiu ao controlo da sociedade, e está a ser usada para dar corpo aos sonhos mais húmidos da ganância das elites.
Safeguarding the Human Person in the Time of Artificial Intelligence: Ainda não li a encíclica, mas pelos relatos, parece-me que a posição é mais de aviso perante os excessos de um capitalismo predatório potenciado pela IA do que sobre a tecnologia em si.
Choosing to Stay Human: Outra coisa que não ajuda à aceitação da IA é o chico-espertismo dos caça-níqueis, que estão a ajudar a níveis diluvianos de proliferação de AI slop.
AI warfare is already here: Há uma frase no artigo que resume bem o interesse destas armas - "They used to say guns don’t kill people, people do,” its CEO tells the audience. “But people don’t. They get emotional, disobey orders, aim high. Let’s watch the weapons make the decisions.”"
Gotta be for an article about computer bugs, right?: E não é dos pequenos.
Beautifully Illuminated Cynical Affirmations: A beleza do humor negro. Pleonasmo, bem sei.
Italia buscaba renovar sus aviones cisterna entre Boeing y Airbus. Su decisión dice mucho del momento que vive Europa: Porque soberania europeia significa… tecnologia europeia. E não resisto a imaginar a cara dos bilionários americanos que colocaram Trump no poder a ver estes negócios a fugir-lhes das mãos graças à declarações ofensivas do boomer pirralho sobre os europeus. Ou estavam à espera que fossemos insultados e logo a seguir ir comprar-lhes aviões caros?
Ucrania ha resucitado una de las tácticas más antiguas de la guerra. Y está aislando ciudades rusas sin necesidad de soldados: A vanguarda tecnológica cruza-se com as mais antigas táticas.
How to defeat Vladimir Putin: Constância e vontade é uma delas, e o confronto militar é evitável. Mas talvez a melhor forma de derrotar este ditador é manter a Europa como chama da liberdade, prosperidade e igualdade. É isso que incomoda Putin, e os restantes coronéis tapiocas que pululam da casa branca ao kremlin.
Trump’s Endgame Is Surrender: Os historiadores do futuro vão coçar a cabeça com a incompetência deste aventureirismo, em que a grande potência global atacou de forma fulminante e apenas conseguiu fortalecer um regime enfraquecido, com o bónus adicional de o ter levado a tomar conta de um ponto geoestratégico fulcral para a economia global.
NATO TIGER MEET 2026: Confesso que me surpreendeu a estética gelada destas fotos.
‘Corpse Point’ In the Arctic Is Melting, Disturbing Centuries-Old Bodies: Não só é um indício dos males trazidos pelo aquecimento global, como uma boa metáfora para o futuro em que insistimos em dirigirmo-nos.
Eyes Wide Shut: Handling Toxic Staff Who Use “Spying” To Disrupt School Culture: A minha tática passa por evitar ativamente a sala de professores, esse antro de normies/npcs onde se fala muito, nada se faz, e as vozes mais ativas são geralmente as das mãos mais passivas.
Four Russian satellites are now within striking distance of an ICEYE radarsat: Alguém falou em guerra espacial?
The Olympics These Were Not: Aparentemente, uma competição desportiva onde o doping é não só encorajado como essencial para competir é algo que existe.