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segunda-feira, 2 de maio de 2022

TEDxOeirasED


Um desafio irrecusável, o participar deste evento e falar um pouco do que se faz com robots, programação e arte na escola. 

Como sempre, mais do que partilhar o que se faz, o importante é a oportunidade de escutar e aprender com o que outros fazem. Mais informações aqui: TEDxOeirasED.

domingo, 29 de outubro de 2017

aCalopsia: Festival Bang!


Não pareceu bom augúrio chegar a uma entrada do Pavilhão Carlos Lopes e vê-la quase vazia. Estaria a primeira edição do Festival Bang! condenada ao fracasso? Ou teria chegado demasiado cedo e o grosso dos visitantes ainda estaria para vir? Entrar dentro do espaço do festival dissipou as dúvidas. Não havia multidões, mas sentiu-se que os fãs do fantástico aderiram bem a esta nova iniciativa no panorama das culturas de género em Portugal. Registo deste primeiro Festival Bang! no aCalopsia.

Algumas notas, que não faziam sentido no âmbito do aCalopsia:
- Muito bizarro ver a organização da Associação de Cosplay sublinhar tanto o aspeto pedagógico e intergeracional do cosplay. Todo aquele discurso sobre aquisição de competências e integração da juventude pareceu-me um pouco pateta e muito redutor do potencial cultural do cosplay. Se calhar reajo assim por ser professor, e estar demasiado calejado por discursos similares que tentam convencer o público generalista da importância das artes não pelas suas qualidades intrínsecas mas por serem pedagógicas ou educacionais. Um argumento que é incrivelmente redutor. É trauma, eu sei, desde que sou adolescente que ouço falar da extrema importância de Astérix porque ensina os meninos sobre os romanos, enquanto tudo o resto da BD é desconsiderado. Trinta anos depois, tenho a mesmíssima discussão com os meus colegas de trabalho. A velha conversa do ah, sim, banda desenhada, o Astérix sim por causa dos romanos, já o resto... (troquem BD por Ficção Científica, Fantasia, transreal, gaming, artes em geral, que o argumento é o mesmo). O que me intriga no cosplay é o seu potencial expressivo e cultural, uma celebração de fãs que encarnam as suas personagens favoritas. Felizmente, as cosplayers presentes sublinharam pela sua atitude essa dimensão de paixão pela cultura.
- Hey, ter os brains picked pelo André Silva sobre The Orville e Star Trek Discovery made my day. Ambas são séries controversas, Discovery pelo sentido negro que dá ao universo Star Trek (fico com a sensação que a mensagem que transmitem é que se queremos ter um paraíso utópico no futuro, temos de ter uns cabrões sem escrúpulos que derrubem tudo à frente para o construir), The Orville pela forma como nos faz redescobrir quer Star Trek quer o lado optimista da Ficção Científica clássica. The Orville interessa especialmente pela forma como amadurece de episódio em episódio, sem perder a vertente comédia e mantendo-se como vénia honrosa a Star Trek.
- Não é boa notícia saber que a tertúlia Sustos às Sextas entrou em hiato, por sobrecarga dos organizadores. Felizmente, o António Monteiro decidiu manter viva a chama com uma newsletter regular, também chamada Sustos às Sextas, cujo primeiro número está para breve. Funciona através do email, e enviará regularmente à lista de assinantes uma publicação com notas de lançamentos, críticas e artigos sobre terror. Infelizmente, ficam de fora os deliciosos morcegos de gengibre.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Livros a Oeste 2016


O Livros a Oeste é um daqueles festivais literários que vale a pena ir, quer pelo bom gosto do João Morales quer pela coragem de organizar um evento destes numa  localidade como a Lourinhã, afastada dos eixos urbanos principais e sem as características turísticas de uma Óbidos ou de Chaves. Aposto que nem se lembram que para além de pegadas de dinossauros, podem visitar o centro de interpretação da Batalha do Vimeiro e ficar a conhecer melhor a história das guerras peninsulares.

Como é habitual, integra tertúlias literárias e aposta junto de alunos das escolas locais para dinamizar o despertar do gosto pela leitura. É verdade que que eu saiba, não há livrarias na Lourinhã, mas pelo menos todos os anos têm no festival uma feira do livro. Sempre escusam de ir à União e a Bertrand, em Torres Vedras, para satisfazer o bichinho dos livros.



Gostaria de dar lá um pulinho, mas estarei a evangelizar sobre impressão 3D em parceria com impressores estónios num encontro de eTwinners um pouco, aliás, muito mais a norte nesses dias. Fica aqui o programa, e consultem o site do Livros a Oeste 2016 para mais informações.

(Nota de interesses: é uma honra para mim conhecer pessoalmente e ter trabalhado com esse furacão, imparável e cheio de ideias, que é o João Morales.)