quinta-feira, 14 de junho de 2018

O Diabinho da Mão Furada


António José da Silva (2010). O Diabinho da Mão Furada. Lisboa: Guerra e Paz.

Um soldado regressado de serviço na Flandres faz um amigo indesejável: um demónio que, por razões desconhecidas, se torna seu amigo. Não desiste de o desencaminhar, até porque é esse o papel do diabo, mas não se irrita quando as suas maquinações não surtem efeito no virtuoso soldado. As promessas de riqueza não o afetam, as ofertas de luxúria não o tentam, e o soldado acabará por tomar-se de hábito fradesco. Pelo caminho, o diabinho simpático vai mostrando ao soldado como tira partido das fraquezas humanas, e mostra-lhes visões moralistas do inferno e dos pecados.

Misto de comédia e peça moral, esta divertida obra clássica do dramaturgo António José da Silva, com o cognome de O Judeu, é no fundo uma profunda lição de moral e bons costumes. Escrita em 1700, traduz a tradição cultural cristã numa aventura com requintes de bom humor e um toque de fantástico.

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