terça-feira, 3 de janeiro de 2017

The Phantom Atlas



Edward Hitching (2016). The Phantom Atlas: The Greatest Myths, Lies and Blunders on Maps . Londres: Simon & Schuster.

Um catálogo de erros, efabulações, vigarices ou o imaginário a preencher as lacunas do conhecimento que se encontraram ao longo de séculos de cartografia. Uma exploração de terras que nunca existiram mas, durante anos, séculos nalguns casos, fizeram parte dos mapas de navegação que registavam os recantos do planeta. Alguns são a transposição da sabedoria da antiguidade clássica para a era moderna da navegação. A maior parte são erros de localização, confusão entre miragens e terra firma. Não podem faltar as experiências de embusteiros que inventavam novas e maravilhosas terras para colonizar, quer para lucro próprio quer como invenção de aventuras que nunca viveram. O meu favorito é o comentário fugaz de um pintor de mapas do século XVI, creio, que afirma que a existência de uma ilha inexplorada e desconhecida se deve ao capricho da sua mulher, que gostaria de ver uma ilha num espaço vazio do mapa que o marido, meticulosamente, pintava. Resquícios do imaginário a preencher o vazio do conhecimento, nas eras onde boa parte da superfície planetária era desconhecida, algo que hoje nos parece divertido e excêntrico nesta era onde a cartografia ampliada por satélites não deixou um milímetro quadrado deste planeta por esquadrinhar.

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