segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Comics


Faster Than Light #05:  Não sendo isenta de incoerências e imperfeições, esta série é uma lufada de space opera clássica nos comics contemporâneos. A humanidade, na posse de um artefacto alienígena que é um mapa das civilizações na galáxia, parte em busca de auxílio para combater uma invasão iminente. Boa desculpa para histórias de primeiro contacto, exotismos extraterrestres e aquele sentimento de exploração do grande vazio que só a FC clássica consegue transmitir.


Injection #06: Depois do futurismo catastrofista, Warren Ellis dedica-se a aprofundar as personagens do seu think tank que libertou um vírus memético para tornar o futuro interessante, e tem agora de gerir as consequências inesperadas desse acto. O foco, agora, está num cavalheiro culto, de bom gosto e discernimento, cujo palato está treinado para discernir os diferentes sabores da carne humana, e é detentor de reflexos invejáveis. Ellis refere que este é o mais excêntrico dos personagens desta série. Não sei se é o conceito mais apropriado.


Johnny Red #03: Não é novidade que Garth Ennis tem um profundo fascínio pela época da II Guerra Mundial. É um tema que explora muito bem, nas vertentes histórica e iconográfica, quer em comics mais rigorosos como War Stories quer em revisões de banda desenhada militarista clássica, caso do divertido e estranhamente realista reboot de Battler Britton. Este Johhny Red insere-se na segunda vertente, com a recuperação de um antigo personagem da banda desenhada britânica militarista para rapazes. Mantendo a base narrativa, Ennis foge ao simplismo do original e dá-nos uma boa história da guerra, respeitando o rigor histórico. Rigor este que caracteriza a abordagem do argumentista a este tema. Infelizmente, nem sempre o ilustrador que acompanha Ennis está à altura, explorando a espectacularidade gráfica e fidelidade iconográfica das histórias. É um mal que tem prejudicado War Stories, desenhado por ilustradores de baixo nível (excepto num dos arcos narrativos, sobre os raids de bombardeiros sobre a Europa, tão bem ilustrado que se tornou a imagem de marca da série). Felizmente, nesta série a Titan Comics soube desafiar o artista certo. O argumento de Ennis, já de si excelente, sai valorizado pelo desenho, com vinhetas de grande espectacularidade, expressivas,  empolgantes. E, nunca é demais sublinhar este aspecto, de retrato rigoroso da tecnologia militar da época. É um pormenor que valoriza a série.

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