quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Leituras


Dispatches from the Future: A Popular Science repete esta rubrica a anual, dentro da tradição da FC enquanto especulação potencialmente preditora. O mini-conto de Andy Weir, curta vinheta de hard SFpuro sobre paradoxos temporais induzidos por experiências com tecnologias translumínicas é de longe o mais interessante, mas os restantes também merecem leitura.

Seria Tolkien um cripto-fascista? David Soares faz notar e muito bem que se por um lado é de ética duvidosa disparar este tipo de acusações a quem já não se pode defender, por outro o conservadorismo clássico patente de forma muito óbvia na obra de Tolkien não se coaduna com os ideais revolucionários fascistas. Recorda-nos que os movimentos fascistas pretendiam construir novos futuros, através do que apelida de restruturação moral e social. Deu no que deu, mas andou muito longe dos classicismos conservadores. Entretanto João Campos aponta o óbvio clickbait do título que destaca um pormenor de uma interessante entrevista a Michael Morcook, sublinhando a transformação na literatura de Ficção Científica operada pela revista New Worlds e pela new wave em geral, observando que we wanted to give the public substantial work that operated on multiple levels, with several narratives that they could tease out. Isto, e o mecanicismo da Hard SF clássica ter sido ultrapassado pelas paranóias tecnológicas de PK Dick no que toca à concepção de mundo tecnológico em que vivemos hoje. A entrevista de Moorcock pode ser lida na New Statesmen.

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