quinta-feira, 28 de maio de 2015

Dylan Dog: L'imbalsamatore; Il Divoratore di Ossa.



Pascuale Ruju, Luigi Piccatto  (2011). Dylan Dog #301: L'imbalsamatore. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Uma história tétrica, sobre um cirurgião que desenvolve uma técnica perfeita de embalsamento. Tão perfeita que recupera o saber alquímico de antanho para manter vivo o cérebro dentro dos corpos preservados. Obcecado com a falecida mulher, que preservou imutável, vai acumulando cadáveres embalsamados dentro de uma fábrica abandonada, que converteu numa eterna soirée social onde mortos com uma faísca de vida estão condenados a uma aparente eternidade de fraque, vestido de noite e flute de champagne. Toda aquela energia negativa acumulada transmuta-se numa epidemia de assassinatos horríficos, que irá envolver Dylan neste mistério. A sequência inicial da atrocidade no metro londrino está brilhante. Distingue-se pelo traço do ilustrador, mais arrojado e expressivo do que o habitual no fumetti.


Giovanni Di Gregorio, Giampiero Casertano (2011). Dylan Dog #303: Il Divoratore di Ossa. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Uma aventura muito directa do Old Boy. Até porque a capa de Angelo Stano não deixa grande margem para dúvidas. Desaparecimentos misteriosos nas obras de trasladação de um cemitério abandonado revelam um segredo medonho: é habitado por um ghoul, criatura pacífica que nada mais quer do que roer os ossos dos mortos esquecidos mas que reage à destruição do seu habitat natural. Este ghoul é também, de forma pungente, o único amigo do envelhecido ex-coveiro deste cemitério onde os falecidos foram há muito esquecidos. Torna-se interessante pela ilustração, que se vale e bem da atmosfera soturna dos cemitérios abandonados. Casertano divertiu-se com a iconografia gótica e dá-nos vinhetas atrás de vinhetas de campas em ruínas, cenotáfios desertos e espectros arrepiantes. É série B gótico clássico até ao fim.

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