terça-feira, 3 de março de 2015

Leituras


Mind-controlled drones promise a future of hands-free flying: Já tinha lido algo sobre isto há uns tempos atrás, mas desta vez o Engadget traz-nos uma parceria entre a fabricante portuguesa de drones Tekever e o Instituto Champalimaud para investigar o uso de interfaces cérebro-computador para controlar o voo de drones. Parece magia, ou fantasia sobrenatural, mas é apenas ciência. A investigação neste tipo de interfaces já conta com muitos anos. E, quando estiver a falar deste tipo de tecnologia nas aulas de TIC onde abordo os interfaces com o computador depois de falar dos elementos de sistemas operativos gráficos, já lhes posso dizer que por cá se põe aparelhos voadores no ar com o pensamento.

The Myth of the Minecraft Curriculum: Um artigo muito lúcido sobre o potencial educativo desde jogo interessantíssimo. Começa por afirmar que o Minecraft não tem valor pedagógico inerente, ou seja, os ganhos de aprendizagem passam por elementos que lhe são extrínsecos. Todo o esforço colocado pelas crianças no dominar do jogo que passa pelo desenvolvimento de competências que vão da leitura até à manutenção de servidores online poderia ser motivado por outro tipo de jogo. Argumento interessante, mas confesso que vejo maior potencial no lado criativo do Minecraft do que no mergulho num mundo interactivo de jogos first person shooter. Não que estes não possam também ser inspiradores. Muitos destes jogadores procuram aprender a programar e modelar em 3D através, por exemplo, da criação de mods. Mas o Minecraft tem uma componente directa de criação, tipo lego digital, que nos tem legado resultados espantosos. Extrapolando para outros ambientes, afirma que as crianças desenvolvem estas competências não pelo jogo X ou Y mas "simply by having interests". Em parte este artigo também se revolta contra o excesso de pedagogia, contra a visão que tudo tem de ser educativo e pertinente, sublinhando que o brincar  e ter actividades não estruturada é também muito importante para o desenvolvimento pessoal. Em suma, como refere o artigo, what's educational is having a passion. É raro ler pontos de vista que vejam a aprendizagem como algo que nos é inerente e vão mais além da compartimentalização trazida pela educação. As aprendizagens educacionais têm um objectivo bem definido, mas não resumem toda a vontade de aprender expressa pela vasta gama de interesses que temos.

The Good and the Bad of Escaping to Virtual Reality: Trará a realidade virtual um aprofundar do isolamento do indivíduo nas sociedades urbanas contemporâneas? Ou abrirá novas formas de comunicação e interacção em redes digitais? Se por um lado lamentamos a ausência de toque e contacto directo, por outro é inegável que temos ao nosso dispor formas de interacção impensáveis há poucos anos. Como em tudo, haverá aqueles que se recusam e aqueles que mergulharão em excesso nas virtualidades: "As with all things, virtual reality can be taken to unhealthy extremes, and the idea of such a drastic shift—one that may entirely redefine social needs—may cause unease. But amid all the warnings, for many bored and lonely souls, the promise of a virtual escape is not unsettling, but exciting. For any who have longed to spend any amount of time in their favorite fantastical world—from Middle Earth to Westeros, Hyrule to Kanto—VR offers the opportunity. “VR is a rapidly developing technology,” Evans concludes, “both functional and escapist, and potentially offers a wondrous parallel universe of unlimited possibilities.”"

Sem comentários: