domingo, 9 de novembro de 2014

Programa do Fórum Fantástico 2014


A FNAC-Chiado foi ontem o palco de lançmento do programa do Fórum Fantástico 2014, que irá decorrer de 14 a 16 de Novembro na Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Lisboa. Serão três dias intensos sobre o fantástico na ilustração, literatura, cinema, música e tecnologia. Rhys Hughes será o autor convidado de um ano cujos destaques passam pela celebração dos vinte anos sobre o marcante e irrepetido ciclo de cinema de Ficção Científica da Cinemateca, a comemoração do centenário de Cortázar, e os Prémios Adamastor que irão distinguir o que por cá de melhor se faz na literatura e banda desenhada nos géneros do Fantástico. Uma das novidades deste ano será um momento dedicado à tecnologia e seu impacto, com a presença da BeeVeryCreative que virá mostrar impressoras 3D.


Rogério Ribeiro, Safaa Dib e João Morales, organizadores do Fórum, junto do representante da Sony que irá premiar o concurso de fotografia Cortázar Frames. O programa está disponível na página do Fórum Fantástico.

Sinto um certo peso de responsabilidade, neste ano. Não vai ser só mergulhar no Fantástico. Sexta feira suspeito que o debate moderado pela Sofia Teixeira sobre blogs com João Campos, Nuno Reis e comigo seja aceso. No domingo partilho com o João Barrieiros, Cristina Alves e João Campos as já habituais sugestões de leitura (desta vez, como prometi ao Luís Filipe Silva, com muita coisa portuguesa). Mas o momento que mais nervos me desperta é o dia de sábado, com a presença das impressoras 3D da BeeVeryCreative  durante todo o dia no átrio do Fórum e um momento de debate com representantes da Bee e o artista digital José Alves da Silva moderado por mim. Serei gentil, prometo. Vou tentar fugir à problemática das impressoras 3D e o chá earl grey do Capitão Picard (as impressoras 3D são cada vez mais capazes de materializar todo o tipo de objectos mas geralmente boa parte dos seus utilizadores repete o mesmo tipo de padrões criativos) e ao deslumbramento das visões do 3D printing como um disruptor tecnológico da economia e padrões sociais. Vai ser gratificante ver a Bee divulgar o seu conceito de impressão 3D para os utilizadores comuns, bem como o seu premiado trabalho, e estou curioso sobre o que nos dirá o artista digital sobre como é trabalhar de perto com Bre Pettis.

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