segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Comics


The Names #03: A série de Pete Milligan vive de duas histórias interligadas por um assassino psicopata ao serviço de entidades sombrias. Temos a aventura ao estilo Kill Bill de uma mulher de armas em busca de vingança pelo assassínio do esposo, auxiliada pelo enteado autista. E temos os assassinos, uma organização secreta de alta finança conhecida como The Names, que controla os fluxos mundiais de finança mas se deparou com uma ameaça ainda maior e indefinida: entidades de inteligência artificial que se infiltraram nos mercados e os controlam a seu bel-prazer, provocando catástrofes financeiras experimentais. E nisso Milligan está-me a despertar o interesse com esta parábola sobre o contemporâneo domínio inquebrável dos mercados financeiros sobre a sociedade, com manipulações matemáticas a ditar a vida de milhões de pessoas. Confesso que me larguei à gargalhada com a ideia de sombrias entidades controladoras de fluxos financeiros com supostas tendências marxistas.


The Fuse #07: Não é um comic assim tão interessante quanto possa parecer. É apenas mais um policial procedimental a explorar crimes violentos e a tensão entre uma endurecida polícia veterena a e um novato acabado de ser promovido que quer ganhar a sua confiança e mostrar o que vale. O que coloca este comic no radar é o ser passado numa vasta estação espacial, cilindro orbital que espelha de forma brutal as desigualdades do urbanismo neoliberal.


Swamp Thing #36: Muito intrigante este tratamento que Charles Soule está a dar ao personagem. Vai, decididamente, criar um novo vilão ambíguo sob a forma da consciência das máquinas, e está a fazê-lo de forma a sublinhar que mais do que um inimigo do herói é uma nova força natural que ainda não percebeu qual o seu lugar no equilíbrio ecossistémico.

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