quinta-feira, 10 de julho de 2014

Dylan Dog #186: L'Uomo Nero


Luigi Mignacco, Pietro Dall'Agnol (2002). Dylan Dog #186: L'Uomo Nero. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Apesar de me ter tornado fã incondicional deste personagem é-me difícil chegar aos seus livros. Por cá encontram-se, raramente, algumas traduções espanholas. O grosso das leituras tem sido feita graças às travessas obscuras do mundo digital, na fronteira entre a propriedade intelectual e a necessidade de conhecimento cultural. Quando se chega a alguns níveis no gosto e aprofundamento por leituras de género é difícil e incomportável não ceder ao digital. Sempre que posso redimo-me, porque é sempre bom ver estes livros nas estantes da minha biblioteca. E este em especial, pelo saboroso acaso com que me chegou às mãos. Quando dei um passeio pela Feira da Ladra estava muito longe de suspeitar que iria descortinar um Dylan Dog por entre o festim de bricabraque espalhado pelo Campo de Santa Clara. Foi sorte, foi muita sorte, e melhor que isto seria encontrar um escrito por Tiziano Sclavi.

Porque, já o disse e repito-me, há dois Dylan Dogs: o sublime onírico de Sclavi, e o mais corrente personagem de histórias de arrepiar criadas por outros argumentistas, com qualidade variável. Este pertence ao segundo campo, com uma história sobre os sonhos de uma criança solitária que é raptada pelo tio, playboy em busca de dinheiro para pagar dívidas. Dylan intervém graças a uma simpática conquista, psicóloga que é a melhor amiga de uma criança cujos pais a tratam com indiferença. Lê-se. mas não deixa grande memória, sendo uma história policial com contornos de terror igual a tantas outras. Insere-se bem no trabalho de Mignacco, argumentista competente mas de pouco brilhantismo da casa Bonelli.

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