quinta-feira, 10 de julho de 2014

Semplice acchiappafantasmi

Não sou o único a pensar que há dois Dylan Dog, o de Sclavi e a personagem-propriedade intelectual da Bonelli, entrege às capacidades de diferentes argumentistas. No fundo, é algo de normal num género de publicação regular em série. Mesmo que se tenha um controle férreo sobre as características da personagem - caso, por exemplo, da série alemã Perry Rhodan, irão haver diferenças de estilo e de abordagem.

Só que Sclavi é sublime, e por comparação até o melhor trabalho de outros nos parece obra menor: "Gli anni sono poi passati anche per l’Indagatore dell’Incubo, e in redazione sono entrati nuovi autori. Alcuni di essi hanno contribuito con storie ben costruite e godibili, ma prive di particolari qualità artistiche –in pratica hanno fatto di Dylan Dog un semplice acchiappafantasmi. Altri invece hanno conferito a questo fumetto il proprio tocco personale, il quale è ovviamente diverso da quello sclaviano."

Curiosa, esta concepção de "simples caça-fantasmas". Descreve bem o diferencial que temos da visão do personagem, que pelo seu carácter icónico consegue escapar a esta caracterização. É intrigante que seja sugerido que se desafie autores consagrados a criar ciclos narrativos para a personagem, à semelhança da estratégia editorial da Marvel ou DC: "A difesa degli autori di Dylan Dog dobbiamo però dire che il fumetto d’autore non può coniugarsi completamente con la serialità – la creatività artistica non si adatta di certo alla produzione in serie.  È inevitabile che la qualità oscilli, e che le nuove leve non possano né vogliano riprodurre lo stile sclaviano. In altre parole, Sclavi è Sclavi, e, come tutti gli artisti, ha la propria prospettiva personale e inimitabile;"

Manzocco, R. (2011). Dylan Dog. Esistenza, orrore, filosofia. Milão: Mimesis.

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