quinta-feira, 11 de abril de 2024

Out of the Blue


Garth Ennis, Keith Burns (2020). Out of the Blue. Aftershock Comics.

É sempre um prazer ler Garth Ennis focado num tema que claramente o apaixona, a II Guerra. Recupera um pouco do espírito dos antigos comics de guerra, mas livra-se do simplismo para criar histórias complexas que não poupam o leitor enquanto cruzam história com ficção, sem medo da visceralidade da guerra. Para que este tipo de livro seja bem sucedido, é preciso um ilustrador à altura, capaz de equilibrar sentido estético com rigor histórico na representação das máquinas militares (é um pormenor importante nestes livros), e Keith Burns cumpre com rigor estes requisitos.

A história é um típico devaneio à Ennis, com um algo azarado e comedido piloto a ser colocado numa base na escócia, com a missão de pilotar Mosquitos em ataques às bases e navegação alemã na Noruega. Atrai a ira do comandante do esquadrão, que o coloca a pilotar o pior avião da base (ou, em bom rigor, o temperamental, aquele que está em condições perfeitas mas nos piores momentos avaria), tenta seduzir a sua esposa e emparelha-o com outro proscrito, um navegador indiano. Este, ácido e inteligente, odeia os ingleses mas sabe que se quiser que a futura Índia tenha uma força aérea credível, há que se alistar ao lado dos mais experientes nestas coisas. O ritmo da história passa-se entre arriscadas missões de combate, onde o comedido piloto se revela um combatente exímio, e as tensões entre este e um comandante que o tomou de ponta.

terça-feira, 9 de abril de 2024

Heliogabalo: Ou o Anarquista Coroado


Antonin Artaud (1982).  Heliogabalo: Ou o Anarquista Coroado. Lisboa: Assírio e Alvim.

Não conheço o suficiente sobre história romana para me pronunciar com certezas, e do que a internet não precisa é de mais um opinador que conhece mal aquilo sobre o que opina. Mas fico com a sensação que este infame imperador romano, apontado como um marco de decadência, vício e lascividade excessiva, ficou imortalizado na história pela visão dos seus inimigos. Quando aqueles que escrevem as crónicas e as histórias são os que beneficiam com a queda do imperador cujos feitos e comportamentos registam, não é difícil perceber que a história contada pelos vencedores talvez não seja a história total.

Não que preocupações com rigor histórico sejam fundamentais para este texto. É típico Artaud, um dos grandes escritores malditos do século XX, e a sua visão de Heliogabalo compraz-se na decadência, isso nota-se logo nos primeiros parágrafos encharcados de sémen, que traçam a origem da dinastia que o decadente rapaz imperador cessou.  Este não é uma crónica rigorosa, mas sim um ensaio entre o místico e o surreal, com muitas incursões aos lados negros da ambição humana, das vontades desmedidas e dos choques misticistas das religiões solares.

O texto compraz-se num certo chafurdar na lenda e na decadência, como seria de esperar de um escritor maldito. É essa a função surreal, de agitar, inqueitar e chocar.

Fazer esta leitura, que encontrei nos acasos dos alfarrabistas, em pleno século XXI deixou-me a pensar noutras ideias. Não consigo afastar a sensação da impossibilidade de edição de um livro destes, hoje. Suspeito que se um escritor com tendências surrealistas apresentasse um texto desta jaez a uma editora, seria rejeitado por ser demasiado polémico, chocante, ou por não se adequar ao que os conselheiros culturais dos editores apontam como o correto. E, caso encontrasse edição, seria crucificado pela linguagem que usa, tão arredada quer do comercialismo acessível e do conveci0nalismo progressista que se tornou a norma aparente.

Isto soa muito a boomer rant, embora não o pretenda ser. Apenas me questiono se os grandes escritores transgressivos do século XX, se os Artauds, Henry Millers, William Burroughs ou outros cuja prosa não tem contemplações teriam, hoje, o espaço que tiveram (e note-se que sempre foram considerados malditos, a evitar, escorraçados da sociedade digna e conservadora). Seria simplista entrar no discurso boomer/woke de censuras culturais, há outros factores em jogo. A excessiva comercialização da cultura implica que as obras sejam desenhadas para agradar aos compradores, e o que choca profundamente, não vende (embora o que choque noutros sentidos seja um chamariz). A extremação das ideias, trazida em parte pela cultura digital, entre a vociferidade dos trolls e dos aspirtantes a influenciadores que buscam o absoluto, mesmo que falso, para atrair o máximo de atenção também diminui a tolerância social para visões incómodas. 

Quando as culturas de transgressividade sáo cooptadas como mercado comercial, ou extremadas em guerras culturais intelectualmente pobres e degradadoras da abrangência de ideias, que espaço resta para quem se sente inquieto e procura visões além das normalidades, convenções, conservadorismos e pressões grupais?

domingo, 7 de abril de 2024

URL

retroscifiart: Jack Kirby art on the back cover of the 2001: Sim, há uma versão de 2001 por Kirby. Sim, é uma perfeita bizarria.

The Best Historical Fantasy Books, recommended by P. Djèlí Clark: Sugestões de leitura para os fãs de fantasia histórica.

Batman: Dylan Dog #1 Preview: An American Joker in London: Definir Dylan Dog como world's grimiest detective é uma excelente forma de dizer que não se conhece Dylan Dog sem afirmar que não se conhece Dylan Dog. O interessante é este crossover chegar ao mercado global.

‘Drawing For Nothing’ Is A Free, Updating Chronicle Of Canceled And Troubled Animated Films Full Of Artwork, Videos, And BTS Stories: Uma base de imagens e recursos construída a partir do trabalho desenvolvido para projetos de cinema que nunca se concretizaram.

Chris Claremont Returns For Uncanny X-Men #700/X-Men #35 In June 2024: Yay! Parece que tenho 13 anos outra vez e estou a descobrir os X-Men, o que me marcou para a vida. Na verdade, não sou nostalgista e não penso que os personagens tenham de se manter fieis a uma visão fossilizada no passado.

This Two-Second Moment in Oppenheimer Is a Nod to a Dark Conspiracy Theory: Confesso que o pormenor me escapou, mas diga-se, tem mesmo que se conhecer a fundo a vida do cientista para o topar.

La película de ciencia ficción más ambiciosa del año tiene fecha. Solo le queda superar su mayor obstáculo: Francis Ford Coppola: Confesso, um filme de FC saído da mente de Coppola, apimentou a minha curiosidade.

She Is Conann is a glamorous fever dream about finding beauty in barbarism: Barbárie cimeriana à francesa, com uma inversão da iconografia do clássico de Robert E. Howard.

The Most Beautiful Shots in Movie History: Quando se fala da magia do cinema, é isto, a combinação de técnica e significado na construção de uma cena.


May I suggest the cover of “Venus on the Half-Shell”?: Uma erudita piada literária.

URLs: vayamos por partes: Um recurso interessante para conhecer melhor a estrutura dos endereços de internet.

Scientists Just Found Something Dark About Men Who Want to Have Sex With Robots: Bem, mas é assim tão surpreendente que o tipo de homens que tem problemas com as mulheres se sobreponha ao tipo de pessoas que não se importariam de ter uma máquina sexual submissa?

Florida middle-schoolers charged with making deepfake nudes of classmates: Não confundam problemas éticos com técnicos. O problema aqui não é a IA, mas sim as possibilidades negativas que se abrem quando adolescentes, cuja ética e empatia são naturalmente imperfeitas porque se estão a desenvolver (e sei bem o que digo), usam a IA para tropelias com péssimas consequências.

A experiência do Deepfake: Uma análise do impacto social e psicológico do uso de deepfakes.

Encontrar resultados de Google Maps en el buscador es ahora más difícil. Cumplir con Europa tiene un precio: E esse preço mede-se na medida em que as empresas que fornecem serviços encontram forma de piorar o serviço que prestam, alegando que o problema está no cumprimento de leis.

I Am in Cloud-Storage Hell: Já todos passámos por isto, e está a tornar-se mais prevalente. Há medida que o tempo passa, acumulamos mais ficheiros e vestígios da nossa vida digital.

Why We Must Resist AI’s Soft Mind Control: É uma faca de dois gumes. Por um lado, temos de gerir os enviesamentos e maus resultados culturais da IA Generativa. Por outro, em que medida é que esse condicionamento é em si limitativo.

Of top-notch algorithms and zoned-out humans: Certeiro. A automatização traz consigo a complacência, a desatenção trazida pelo excesso de confiança nos sistemas.

Lazy High School Teachers Using ChatGPT for Grading: É interessante que o artigo não perde tempo. Normalmente vejo este tipo de ferramentas partilhadas em grupos de professores, mostradas como super-úteis para o nosso trabalho. Mas, a visão de fora? Automatizar em excesso os processo de classificação e avaliação é classificado de preguiça. E têm uma certa razão.

The Lifeblood of the AI Boom: Sem chips dedicados, a corrente revolução na IA não seria possível. E os grandes jogadores do mercado estão a tentar desenvolver alternativas à hegemonia da Nvidia.

Annals Of Bad AI Ads: This Orchestra Ad Imagines A Fake Audience: Uma das modas mais irritantes dos últimos tempos é o uso de imagens geradas por IA para anúncios e ilustrações. O problema não é a IA per se, mas sim a completa falta de sentido estético de quem recorre a este expediente. Nem vou entrar na questão da IA como ameaça laboral; é que o resultado visual desta tendência é sofrível. Mostra que quem edita este tipo de sites não sabe o que faz, o valor de um ilustrador não é ser capaz de fazer bonecos engraçados, é ter o sentido estético de criar imagens visualmente interessantes e equilibradas (e sim, também pode usar IA para isso).

Producing more but understanding less: The risks of AI for scientific research: A ideia de produzir mais menorizando a compreensão é algo muito desconfortável.

Rough-‘Em-Up Radigan: Pulp à antiga (mas não assim tão diferente do que consumimos hoje).

Study finds that we could lose science if publishers go bankrupt: Tem tudo a ver com os repositórios digitais, que se perdem quando o dinheiro que paga os servidores desaparece.

Report: Children Become Discouraged From Reading By Adult Judgment: Experiência que eu já tive. Em parte, porque os professores são demasiado professores. Recordo ter ouvido em reuniões relativas a um projeto de leitura livre que se implementa na minha escola, professores a questionar que os alunos não deveriam ler o que queriam, mas sim ler livros apropriados às disciplinas. Não conheço forma mais eficaz de incentivar a fuga à leitura.

A "normalidade" de Auschwitz: É o que mais horroriza na história do Holocausto, a forma como os genocidas simplesmente sentiam que estavam a fazer o trabalho que lhes competia da forma mais eificiente possível. Como um contabilista ou um operário.

A Looming Disaster at the Zaporizhzhia Nuclear Power Plant: Um olhar muito angustiante para o que se passa na central nuclear ocupada pela Rússia.

quinta-feira, 4 de abril de 2024

Ace of the White Death


Robert Hogan (1970). Ace of the White Death. Berkley Medallion Books.

Uma leitura divertida, que transporta para as aventuras pulp de outras eras. No caso, para todo um género muito palpitante mas hoje esquecido por completo, as aventuras dos ases da I guerra. Não são aventuras particularmente verosímeis, e a série G-8 distiguiu-se pelos trilhos do fantástico onde se meteu, com as ameaças combatidas pelos destemidos pilotos dos biplanos aliados a serem muito surreais (pensem mortos-vivos no ar, ou coisas ainda mais insanas). Nesta aventura, a história é mais comedida. O intrépido G-8 terá de travar uma perigosa ameaça de guerra química que se oculta sob minas na Béligca ocupada pelo invasor alemáo, vivendo inúmeras peripécias que incluem prisão e um quase fuzilamento ao dealbar do dia, muitos combates no ar e tremendos volte-faces de sorte. Apesar dos quase cem anos desta prosa pulp, a história mantém-se acessível e divertida. Uma leitura curiosa, originalmente publicada nos anos 30 do século XX, para quem quiser mergulhar um pouco mais na tradição pulp.

terça-feira, 2 de abril de 2024

A History of Engineering Drawing


P. J. Booker (1963). A History of Engineering Drawing. Londres: Chatto & Windus.

Um livro interessante, para os curiosos sobre a história do desenho técnico. Da antiguidade à perspectiva no renascimento, ao desenvolvimento dos métodos de representação geométrica rigorosa que formam o desenho técnico. A exigência de rigor trazida pelos métodos de contrução e industrialização são, de acordo com a leitura, a motivação para o desenvolvimento progressivo de métodos que surgiram em diferentes regiões. Sendo um livro técnico editado nos anos 60, não estava à espera de encontrar referências ao uso de computadores, mas elas aparecem no final.  Primeiro, com observações sobre o controlo numérico de máquinas de corte, e em seguida com uma visão preditiva do potencial dos ecrãs para novas formas de desenho técnico, isto numa época onde a programação era feita em cartão perfurado e os ecrãs eram incipientes. No entanto, toda a nossa corrente computação gráfica depende dos métodos que aliaram matemática e geometria para desenvolver formas rigorosas de representação do real.

domingo, 31 de março de 2024

URL


Gamera vs. Zigra, 1971
: Kaijus.

Deeper Cut: Lovecraftian Movie Posters From Ghana: É sempre uma delícia revisitar estes delirantes posters ganianos de cinema de terror. São mais aterrorizantes do que os filmes em si.

The Walking Dead Just Won't Die: Quando o sucesso da série (primeiro, de comcis, depois televisiva) se torna um exemplo do que é um produto zombie da cultura popular. Era de esperar que ao fim de centenas de páginas ou de horas a história tivesse um ponto final, mas não, arrasta-se como um zombie.

The Best European Graphic Novels, recommended by Edward Gauvin: Edições de BD independente franco-belga no mercado internacional.

5038) "Dias Perfeitos": Foi o último filme que vi em 2023, e fiquei apaixonado. Em parte, porque a visão de uma vida discreta, quase invisível, é-me sedutora. O que nunca tinha pensado era na forma como o ritmo de edição cinematográfica era, em si, uma forma de convidar ao pensamento. Intrigante, a ideia de que o ritmo hiper-rápido do cinema pop de hoje é uma forma de fascismo, de impedimento do pensamento dos espetadores (que, diga-se, em grande parte não estão muito interessados em ir ao cinema para esforçar os neurónios, mas isso são outros quinhentos).

"The Eagle Obsession" - documentário do Espaço: 1999: Não diria que as Eagles são uma obsessão, mas que são marcantes, lá isso são.

8 of the Best Sci-Fi Novellas To Read In One Sitting: Um pouco de FC pastilha elástica, para divertir em pouco tempo.

Cursed Gold: Piratarias.

The robots are coming. And that’s a good thing: Um regresso da ideia de robótica enquanto extensão dos sentidos e capacidades humanas.

Thief Confounded When Trying to Steal Self-Driving Taxi: Problemas da modernidade.

Simplifying AI for Educators: The 3 Things You Really Need to Know (For Right Now): Ética e aplicações são, diria, os elementos mais importantes.

Open For Curiosity: Maker Faire Kyiv Returns This Weekend!: Um sinal de esperança, vindo de uma terra martirizada.

Adobe’s latest AI experiment generates music from text: A Adobe junta-se ao desenvolvimento de ferramentas de IA Generativa para música, embora não tenha disponibilizado publicamente o interface.

Los ataques hutíes en el Mar Rojo tienen una víctima inesperada: los cables submarinos que hacen posible internet: Na geoestratégia do século XXI, a infraestrutura da internet é um elemento crucial.

Things don't only get better: Uma análise que combate os deslumbres infundados, e inflados pelos que com eles lucram, sobre a IA. Não nega os seus potenciais, mas coloca-os em real perspetiva, e recorda-nos que há um impacto ambiental não negligível do uso destas tecnologias, que tem de ser enfrentado.

Algorithms are everywhere: A prevalência, e os efeitos culturais, dos algoritmos.

Diffusion transformers are the key behind OpenAI’s Sora — and they’re set to upend GenAI: A técnica de IA generativa que está por detrás dos impressionantes demos do SORA.

From Eliza to ChatGPT: why people spent 60 years building chatbots: Uma história da nossa obsessão pela criação de chatbots que simulam computacionalmente o diálogo humano.

Los 'robodogs' conquistan el MWC, pero siguen muy lejos de poder sustituir a cualquier mascota: Bem, quem acha que estes robots são concebidos para substituir animais de estimação, não percebe bem o porquê do desenvolvimento destas plataformas. E quem se lamenta por achar que estes robots são inferiores aos animais de estimação, idem.

Google Quietly Paying Journalists to Generate Articles Using Unreleased AI: Não há aqui grande surpresa. A discrição tem o óbvio objetivo de evitar escândalos e críticas.

Your TV Is Too Good for You: Não é só a TV. Diria mesmo que uma das tendências da tecnologia atual é dispormos de equipamentos muito poderosos, mas com serviços que não tiram partido do seu potencial.

A Wonky Experience: Isto é demasiado bom, no pior dos sentidos. E muito sintomático do uso chico-espertista da IA. Tudo, nesta história, desde os scripts sem sentido gerados por IA às imagens que prometiam mundos de deslumbre, ao armazém com adereços patéticos e atores embasbacados, é uma pérola do oportunismo pateta.

It’s Time to Give Up on Email: Há aqui ironia, claro, até porque o problema está no abuso dos meios de comunicação. Se bem que a prevalência daqueles serviços que enviam emails de confirmação sucessivos é realmente muito pateta. E uma praga.

Algorithms Are Dulling Your Musical Taste: E não é só na música que acontece. Diria que toda a cultura contemporânea, principalmente no lado mais pop, sofre deste mal. A insistência algorítmica na recomendação do similar ao que já conhecemos está a tornar a cultura uma intensa monotonia.

Why Crypto Just Won’t Die: As criptomoedas são um ente estranho, esquivas às definições mais óbvias. E estão a tornar-se um mercado sólido.

100 Years Ago in Photos: A Look Back at 1924: Antiga modernidade.

Cataluña acaba de abrir el melón de los melones de los colegios públicos españoles: recuperar las clases de tarde: A desculpa, é o bem estar das crianças. A razão real? Lá, como cá, usa-se a pomposa expressão "função social da escola", para justificar armazenar crianças o dia inteiro na escola, enquanto o mercado laboral espreme o máximo de tempo aos trabalhadores.

11 Gorgeous Collectible Cards of Flying Machines From Over a Century Ago: Iconografias dos tempos em que os primórdios da aviação eram o símbolo do high tech.

Turkey’s new Kaan stealth fighter aircraft versus the F-22 Raptor: Uma análise comparativa ao novo avião turco, face ao padrão máximo de uma areonave de quinta geração.

A FUTURA PLATAFORMA NAVAL MULTIFUNCIONAL DA MARINHA PORTUGUESA (com vídeo): Fico com a sensação que a construção deste navio em estaleiros holandeses é uma oportunidade perdida para a indústria portuguesa.

En 1977 Japón estrenó un anime inspirado en un mapache. A día de hoy sigue pagando las consecuencias: Quando a cultura pop japonesa se fascinou pelos guaxinims, o resultado foi a introdução de uma espécie invasiva predadora no ecossistema japonês.

Flying Golden Fleece ram fresco found in Pompeii: É sempre fabuloso ver estas descobertas da pintura romana, ocultas sob as cinzas do Vesúvio.

The New Science Of Telling History: Um novo olhar para a História, através da biologia, climatologia, ciência dos materiais e outras que normalmente não associamos à historiografia, mas que estáo a ser fundamentais para ampliar a nossa visão do passado.

Madrid’s Enterprising Heritage Seen Through Its Signs: Por cá, a Letreiro Galeria é o projeto de preservação da antiga sinalética néon das cidades, que luta por um espaço para guardar, preservar, recuperar e mostrar esta fascinante iconografia.

Ya sabemos cuánto nos masturbamos en el trabajo los españoles (y lo que es más importante: qué comunidades ganan): Destaco esta como a leitura bizarra da semana. Francamente, a ideia de aproveitar pausas no trabalho para auto-massagens com final feliz parece-me muito estranha. E, na minha profissão, perturbadora. Este tipo de pausas quando se trabalha com jovens raparigas seria mesmo muito, muito cringe.

IDF soldiers using selfies from Gaza on Tinder: Há que perguntar. Como é que estes machos sedutores se definem na app? "Quero ser o teu genocida sensual"? "Os meus passatempos são cozinhar, desporto, e alvejar mulheres e crianças palestinianas"? "Gosto de ver o por do sol, e o sangue de civis a escorrer nas ruínas de Gaza"?

Japón creó una península artificial para hacer un aeropuerto. Pronto tendrá un aeropuerto submarino: Diria que há aqui lições para os proponentes de um novo aeroporto no Montijo.