“Futura”, #7, February 10, 1973: Futurismo em mente.
How not to misread science fiction: Os fãs, conhecedores, críticos e autores bem sublinham - a Ficção Científica não é um oráculo, não serve para prever o futuro ou para postular tecnologias. Nos últimos tempos, assistimos ainda a outra tendência preocupante - a dos que desenvolvem tecnologias e aplicações com impactos sociais devastadores, afirmando-se inspirados por obras de FC e fantasia cujas lógicas e princípios são o exato oposto do que estes fãs praticam.
Five Lesser-Known Novels by Fantasy Greats, recommended by Sylvia Bishop: Os livros considerados secundários, mas nem por isso menos interessantes, de alguns dos autores mais marcantes da literatura fantástica.
Mythological contacts: Com uma premissa destas, suspeito que vou colocar este livro no meu radar.
Aphoristic Intelligence Beats Artificial Intelligence: De facto, nada como a elegância intelectual de um bom aforismo, que ao mesmo tempo nos faz sorrir e coloca a pensar.
2025 em leituras: As sempre interessantes sugestões do João Campos, que é um leitor muito focado nas vozes mais recentes e diversas da Ficção Científica.
Solaris – Stanislaw Lem: Recordar Lem, e o porquê de ser um dos escritores fundamentais do género.
Los mejores libros de novela histórica para viajar al pasado sin moverte del sofá: Caveat lector: nem todos estes livros sugeridos são leitura fácil, estão alguns pesos pesados da literatura mundial na lista.
Mass Market Paperback Books Are Disappearing: O primeiro alerta para isto veio do Luís Filipe Silva, e embora se possa usar o argumento da leitura digital e dos ebooks como forma de mitigar este desaparecimento, a verdade é que o progressivo desinvestimento em paperbacks (o equivalente por cá são os livros de bolso) piora o acesso à leitura. Baratos e descomprometidos, ajudavam à compra quase de impulso, e perdi a conta aos paperbacks que me introduziram à obra de autores que se vieram a tornar os meus favoritos. A capa dura, os formatos mais tradicionais, são mais caros e já se destinam a leitores formados. Perde-se, também, uma das delícias dos leitores - o gosto pelo acaso e surpresa, os achados que nos surpreendem nos escaparates.
Haunted Centennial: Exemplos da lendária resistência do corpo feminino ao vácuo do espaço.
Mesh “Lens” Lets Your Camera Make Weird Pixel Art: Há que admirar estas formas inventivas de modificar a realidade vista através de lentes, com meios puramente mecânicos.
How AI coding agents work—and what to remember if you use them: Os cuidados a ter com os agentes de IA.
EEUU creía haber dado un golpe mortal a China cuando le privó de NVIDIA. Tan solo aceleró un plan: 'Delete America': "delete américa", ou dar passos decisivos em direção a uma verdadeira soberania digital. Um exemplo que na Europa temos mesmo de seguir.
Stop Thinking: Perceber onde é que os llms nos auxiliam, e onde não o fazem, é uma competência cognitiva crítica.
The paints, coatings, and chemicals making the world a cooler place: Usar a ciência dos materiais para ajudar a mitigar e combater os efeitos das alterações climáticas.
Children Falling Apart as They Become Addicted to AI: Os riscos tremendos de juntar mentes em formação a chatbots sem regras.
55 Facts That Blew Our Minds in 2025: Apesar dos movimentos anti-ciência (e anti-qualquer normalidade, inteligência ou mera capacidade de raciocínio) que tanto se manifestaram por aqui, a análise científica continua surpreendente.
AI Slop Is Spurring Record Requests for Imaginary Journals: Para surpresa de ninguém, o desleixo dos que confiam excessivamente nas capacidades dos chatbots começa a fazer mossa.
La NASA ha tenido sus naves expuestas a hackers durante tres años. Lo ha descubierto una IA en solo cuatro días: Se lerem para lá do título, vão perceber que a verdadeira história não é a falha da NASA, mas a forma como foi detetada e corrigida com recurso a IA.
Police charge driver who allegedly killed a pedestrian while livestreaming on TikTok: Este é daqueles momentos em que me pergunto quão idiota é esta pessoa, para estar a conduzir e a fazer lives ao mesmo tempo. Claro que as consequências foram mortais.
A Positive Sign for Flying in the Future: Uma excelente análise do que se passou quando o sistema Autoland da Garmin se ativou numa pequena aeronave e controlou todo o processo de aterragem em segurança de forma automática. Não é o fim dos pilotos humanos, mas o revelar da importância de sistemas de segurança pensados para os piores cenários.
Leituras da Semana (#96 // 29 Dez 2025): O João termina o ano em nota triste, e eu assino por baixo (estou a escrever estas linhas no final de 2025). As tendências não são animadoras, e a IA está a mostrar-se ser um instrumento de apropriação de riqueza que só favorece bilionários, com a conivência do poder político: "isto é só o início de uma vasta transferência de riqueza de quem trabalha para quem detém as empresas, e sobretudo para quem controla estas ferramentas".
What an unprocessed photo looks like: Uma brilhante desmontagem do processo técnico da fotografia digital, mostrando que a imagem que vemos é o resultado do processamento dos algoritmos da câmara, que na verdade não vê o mundo a cores, mas sim através da medição da quantidade de luz que cada pixel do sensor capta.
Study: How AI Spurs Creativity In Humans: Intrigante, e corrobora o que muitos que usam IA sentem (eu incluído) - não estamos a delegar, mas sim a expandir o que podemos fazer. No entanto, ressalvo que o problema central, da displicência do uso de ferramentas de IA para desenrascar trabalhos e tarefas, delegando competências cognitivas por pura preguiça mental, não deixa de se colocar. Há quem compreenda que pode fazer mais e diferente com a IA, mas a maioria quer é despachar sem dispender esforço.
The Enshittifinancial Crisis: "No, the money does not exist for you or me or a person. Money is for entities that could potentially funnel more money into the economy, even if the ways that these entities use the money are reckless and foolhardy, because the system’s intent on keeping entities alive incentivizes it. We are in an era where the average person is told to pull up their bootstraps, to work harder, to struggle more, because, as Martin Luther King Jr. once said, it’s socialism for the rich and rugged free market capitalism for the poor." Uma leitura essencial. Zittron é um dos raros analistas que se atreve a apontar que, no que toca ao aspeto financeiro da indústria da IA, o rei não só vai nu como abana alegremente as partes pudicas sem que os que se deveriam preocupar com isso o façam, num ambiente financeiro altamente especulativo que faz parecer a roleta um investimento asisado. O que é natural, visto que o sistema financeiro aprendeu bem as lições da crise de 2008 - quando se dá o inevitável rebentar da bolha e do frenesi só resta o descalabro, os estados chegam-se à frente e usam os dinheiros públicos para tapar os buracos do festim privado. Asseguram o lucro e sobrevivência, substituindo nas narrativas públicas o discurso dos génios financeiros geradores de riqueza pelo das massas populacionais que tiveram a veleidade de viver acima das suas possibilidades. O sistema não se reforma e, quando muito, atira-se à fogueira um punhado de bodes expiatórios cujas más práticas são demasiado óbvias para serem disfarçadas. Por cá temos dois exemplos, o génio da alta finança e benemérito de Serralves que acabou dependurado numa cela sul-africana, e o sensato aristocrata da banca que invoca Santo Alzheimer para não responder pelos descalabros que a sua gestão provocou. No meio disto tudo, fica convenientemente esquecido que uma pessoa não faz uma organização, que a massa de coniventes neste sistema é enorme. Algo que Zittron desmonta brilhantemente neste texto, analisado os pés de barro da sacrossanta economia da IA, repleta de números inflacionados, expetativas irrealistas, movimentos negociais estranhos (uma empresa investe dinheiro noutra para que esta segunda lhe compre os produtos que manufatura, e ambas declaram isso como provento).
What will your life look like in 2035?: Um intrigante e positivo infográfico do Guardian, que extrapola tendências e nos leva a pensar como será a nossa vida daqui a dez anos, com impactos positivos da IA. Faz sorrir, pela inocência (este candidismo nem parece do Guardian), esquecendo que a tremenda confluência entre capitalismo predatório e IA não promete um futuro radioso para todos, até bem pelo contrário.
If Enemies Ambushed The P-38: Contra biplanos não é uma luta justa.
La muerte de un imperio es el nacimiento de otro: el gráfico que repasa la historia de las civilizaciones desde hace 4.000 años: Mapear a ascensão e queda dos impérios.
O caso do livreiro da Rua do Ouro: um livro medieval recuperado no Liberalismo: Uma história sobre aventuras bibliográficas nos anos pós-guerra civil entre liberais e absolutistas.
Ni "apego ansioso" ni "trauma infantil": la psicología sabe que estamos convirtiendo la mala educación en diagnóstico: E, como professor, corroboro. Tem sido crescente (embora não avassalador, tranquilizem-se) o número de crianças que me chega às mãos com óbvios problemas de falta de educação elementar, já devidamente rotuladas como "problemas psicológicos". Diria até que é um modelo de negócio para psicólogos que querem fazer uns trocos fáceis (geralmente os relatórios são sempre iguais). Quando uma criança bate o pé porque não lhe apetece, refila por pura birra, recusa-se a fazer o trabalho de aula porque não quer, trata mal os colegas e os adultos porque acha piada, na esmagadora maioria das vezes o real problema não é um eventual trauma do passado, mas sim o não reforço dos mecanismos e balizas sociais que necessitamos de aprender para coexistir em sociedade. O problema aqui é duplo. Por um lado, ter crianças que crescem sem regras e por isso incapazes de compreender como viver em sociedade; por outro, a memorização dos reais problemas psicológicos, que existem, são graves e precisam de toda a ajuda.
España tiene un gran problema con su mercado laboral: tiene graduados que no necesita y busca a titulados que no existen: Há sempre um certo reducionismo neste tipo de artigos, como se o fim último da educação fosse preparar mão de obra para as empresas.

