quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Comics: I, Robot; Alone;

 

Raúl Cuadrado (2020). I, Robot. Europe Comics.

Redescobrir as histórias clássicas onde Asimov explorou (o mais correto seria dizer espremeu ao máximo) as consequências da aplicação das suas três leis na interação entre robots e humanos. O ilustrador espanhol Raúl Cuadrado pega em três destas histórias, que desenha numa estética deliciosamente retro. Visualmente, é uma vénia ao gernsback continuum, à estética industrial dos anos 50.

Christophe Chabouté (2017). Alone. Nova Iorque: Gallery 13.

Num farol automatizado, vive um homem que nunca viveu no mundo exterior. O seu mundo sempre foi o farol num rochedo, rodeado de mar. Recebe regularmente provisões da parte de um pescador, mas nunca é visto. Vive no farol, apenas com um peixe e um dicionário por companhia. Dicionário esse que é o seu grande jogo mental: costuma abri-lo ao acaso, sonhando com os possíveis significados das palavras que encontra. A partir de uma ideia que explora a intensidade da solidão, Chabouté dá-nos um verdadeiro tour de force de narrativa visual, com um traço expressivo que conduz o olhar do leitor com um ritmo marcante.

Mark Schultz (2016). Carbon 2. Flesk Publications.

Descobri este desenhador com o fantástico Xenozoic Tales, uma curiosa mistura de futurismo retro com dinossauros. Imaginem heróis de tipo clássico, carros dos anos 50, tecnologia futurista, Terra em ruínas e dinossauros. Aventura pura, sempre bem desenhada. Este Carbon 2 reúne esboços e páginas de alguns dos trabalhos de Schults. Nos temas, e estilo gráfico, remete sempre para as estéticas dos anos 50, num grafismo que deve muito a Wally Wood e Al Williamson, cujas estéticas de aventura clássica Schultz dá continuidade.

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