quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dylan Dog: Lacrime di pietra; Il Generale Inquisitore; In fondo al male



Carlo Ambrosini (2015). Dylan Dog #350: Lacrime di pietra. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

O agora reformado Inspetor Bloch apaixonou-se por uma mulher mais nova, antiga bailarina cega que vive com a mãe. Intervém quando as vê a ser aparentemente ameaçadas por um criminoso, que conhece dos tempos em que coordenada investigações na Scotland Yard. Irá sofrer uma forte desilusão, ao descobrir que afinal a mulher com que se estava a envolver é uma prostituta, com a mãe a gerir os clientes. As coisas complicam-se, embora não para Bloch, quando se percebe o método da matriarca para ser ver livre de clientes indesejáveis, que envolve uma serração e os esforços do marido da filha, alcoólico inveterado. Sendo uma aventura de Dylan Dog, há um elemento de sobrenatural na figura de uma estátua de santa portuguesa, que partilha o nome e a origem com a prostituta e sua família. Uma estátua com poderes vingativos. Diga-se que a associação lusitana dos personagens é muito pateta, entre a visão de portugueses como criminosos e nomes supostamente portugueses que não existem na nossa língua. Para o argumentista, ir procurar nomes verdadeiramente portugueses deve ter sido esforço insuperável. Apesar da minha aparente irritação, este é um pormenor menor numa história bastante medíocre de Dylan Dog.



Fabrizio Accatino, Luca Casalanguida (2016). Dylan Dog #353: Il Generale Inquisitore. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

O encontro casual de Dylan com o ator principal de uma série de filmes de culto ingleses mergulha-o num verdadeiro horror. O ator fala-lhe dos mistérios do desaparecimento do realizador, que se suicidou após o seu terceiro filme, e do envolvimento de uma personagem obscura que lhe financiou a obra, a partir de um guião muito específico sobre a história do grande inquisidor de bruxas. Ao investigar, por curiosidade, este rumor, Dylan acabará por descobrir que existe uma linhagem de inquisidores até ao dias de hoje, homens que utilizam a justificação de purificar bruxas para indulgir no mais violento sadismo assassino. Por pouco, Dylan quase se torna a sua mais recente vítima.


Ratigher, Alessandro Baggi (2015). Dylan Dog #351: In fondo al male. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Inspirando-se na capa do album Houses of the Holy dos Led Zeppelin, esta aventura do Old Boy leva-nos a uma vila remota na Escócia, cuja costa contém vestígios da giant's causeway. Dylan Dog é lá levado por uma rapariga escocesa, que o contrata para procurar a melhor amiga, desaparecida. Uma vez lá, o mistério torna-se num descobrir de quem a matou, mas há um velho marinheiro que avisa que um mal maior vem a caminho. Uma noite, o mar retrocede e revela os mistérios das profundezas, o caminho para o mal profundo que se esconde sob as ondas, nas formações rochosas da calçada. Os mitos da calçada dos gigantes, a estética dos anos 70, a iconografia das vilas isoladas do norte escocês e laivos de Rhyme of the Ancient Mariner cruzam-se nesta aventura.

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