quinta-feira, 9 de março de 2017

Rocket Girls






Housuke Nojiri (2010). Rocket Girls. São Francisco: Haikasoru.

Uma curiosa mistura de Hard SF com ficção YA, apesar do lado Young Adult ser o que mais pesa. Neste romance, uma adolescente japonesa que aproveita as férias escolares para ir às ilhas Salomão em busca de um pai que abandonou a sua mãe na viagem de núpcias, vê-se envolvida num projecto experimental japonês para colocar um astronauta em órbita. Um projecto que decorre nas ilhas um pouco à revelia das estruturas rígidas das agências espaciais tradicionais, e que se encontra em perigo. Os sucessivos insucessos com os seus foguetões mais avançados levaram o governo japonês a ameaçar cortar o financiamento de que dependem. A solução está em lançar astronautas com foguetões menos potentes, e também menos propensos a explodir no lançamento. Motores menos potentes implicam menores cargas de lançamento, e é aqui que a jovem adolescente entra. As suas proporções diminutas e baixo peso tornam-a a candidata perfeita para astronauta desta missão japonesa.

O resto, como se diz, é história, com as peripécias de uma jovem que até nem quer ser astronauta mas pensa que é a forma de obrigar o pai, transformado em chefe de tribo nativa das ilhas Salomão, a regressar ao Japão, as agruras do treino, a amizade com a sua meia-irmã, que também se torna candidata a astronauta, e uma missão inicial em que após um lançamento bem sucedido para a órbita terrestre, tudo corre mal e só uma missão pilotada pela irmã a conseguirá salvar. Pelo meio, ainda visita a estação espacial MIR, com consequências funestas para a base orbital.

Leitura leve e divertida de FC nipónica, com alguns toque de hard sf na discussão de tecnologias espaciais, mas que é essencialmente um romance despretensioso de YA.

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