sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Descoberta de si Próprio



Vladimir Savchenko (1988). Descoberta de si Próprio. Lisboa: Caminho.

Um cientista apagado de um centro de investigação secundário na ordem académica soviética, ao experimentar com componentes químicos e um computador consegue um resultado inesperado. De um berço bio-digital sai um ser, em tudo a si igual. Ao tentar simular o corpo humano, o computador deu um passo em frente e reconstruiu-o à imagem do seu criador. O que se segue é um livro confuso, pouco interessante, onde os doppelgänger do cientista coexistem, ajudam-no no seu trabalho, apaixonam-se pela mesma mulher, e filosofam muito sobre o potencial do homem aumentado pelos sistemas bio-digitais que querem desenvolver. Se em termos conceptuais tem uma curiosa premissa, e um mistério no ponto de partida, com a morte misteriosa do primeiro cientista a revelar a existência dos seus duplos, o livro arrasta-se em ruminação pseudo-científica de contornos sociológicos. Algo que em si não tem nenhum mal, mas o longo infodump que é não o torna um dos melhores exemplos da famigerada FC soviética.

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