segunda-feira, 27 de junho de 2016

Comics


The Autumnlands #11: O irritante nesta série é perceber que a resposta aos elementos que a tornam intrigante dificilmente será revelada. Percebeu-se que há uma subtil mas assumida meta-ficção nesta história onde magia e ciência colidem de formas inesperadas. Mas a narrativa segue outro caminho, o do clássico romance-périplo a explorar um mundo imaginário. O que prende o interesse do leitor é descortinar a peça que falta no puzzle e perceber o que é exactamente esta série. Meta ficção a ironizar os pressupostos do pulp, da fantasia épica e da FC de aventura? Ficamos à espera que nos seja mostrada a entidade por detrás dos mecanismos, aquele que manipula a percepção da narrativa. Fiel ao espírito da cultura popular contemporânea, que não admite que uma história chegue ao seu ponto final, teremos muito que aguardar por esta revelação. Depois de se alongar até à irrelevância, esgotando os seus pontos de interesse, talvez a peça final do puzzle nos seja revelada. Esta é uma das pragas da ficção de género, nos dias que correm. O arrastar para lá dos limites das séries que prometem ser interessantes, seguindo a lógica de esmifrar as ideias até ao último cêntimo possível, mesmo que com isso as esgotem e desacreditem.

James Bond #07: Ah, Warren Ellis. Mestre do facto ofensivo escrito com frieza de autista.

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