segunda-feira, 16 de maio de 2016

Comics

 Batman #52: E se este estilo vos recordar qualquer coisa... a nova equipe criativa do venerável título da DC inclui o argumentista James Tynion IV e o ilustrador Rafael Albuquerque, responsáveis pelo interessante Constantine: The Hellblazer. É um risco, num personagem tão icónico como Batman, apostar em sangue novo e equipas criativas ainda não estabelecidas nos píncaros da indústria, mas a avaliar pelas provas dadas quer em Constantine, que revitalizou com muito talento, e séries intrigantes como Memetic ou The Woods (na Boom! Studios), vai ser uma temporada interessante. Tynion é daqueles nomes que vale a pena reter. Mas já sabem como funcionam estas coisas. Preparem-se para mais um recontar da origem de Batman. É a tradição, sempre que um argumentista novo pega num dos ícones da DC.


Faster Than Light #06: O decifrar de uma mensagem alienígena proveniente de uma civilização extinta dota a Terra de tecnologia capaz de quebrar as distâncias galácticas, bem como de um mapa com a localização de outras civilizações. Parece ser uma nova era de descoberta e aventura, mas há um segredo, mantido oculto das populações. A força desconhecida que aniquilou a civilização que enviou a mensagem desloca-se na direcção da Terra, e as missões que supostamente são de exploração tornam-se um jogo de sobrevivência, com astronautas numa busca desesperada por aliados e tecnologias que permitam à Terra enfrentar a ameaça cósmica. Apesar de pouco homogénea na abordagem, Faster Than Light é space opera pura nos comics. É raro ver este nível de aventuras no espaço, mesmo numa época em que a ficção científica voltou a ganhar destaque na banda desenhada.


Think Tank Creative Destruction #02: E por falar em boa FC nos comics... Matt Hawkins e Rhasan Ekedal estão de regresso com Think Tank, aquele que pode ser melhor descrito como cyberpunk contemporâneo. O verdadeiramente interessante nesta série é a forma como Hawkins mistura tecnologias de ponta em estudo, propostas ou em concepção em histórias que tocam no pulso de uma modernidade mediada pela tecnologia. Nesta terceira série, o desafio envolve as fragilidades da infraestrutura que sustenta as sociedades contemporâneas a ataques concertados de hackers, reflectindo como o conceito de guerra assimétrica, hoje, não passa por campos de batalha tradicionais mas envolve intervenções cirúrgicas em elementos insuspeitos, capazes de despoletar efeitos bola de neve. Como sempre, este comic vale por si, e também pelo que coloca de reflexão sobre esta vertente algo visceral dos desafios trazidos pela modernidade.

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