domingo, 20 de março de 2016

Aquele Post?


Foram quatro dias intensos, gratificantes, a partilhar conhecimento e imprimir em 3D, na Futurália. Um desafio da ERTE-DGE, que podem ficar a conhecer melhor na página do projecto As TIC em 3D.

Os leitores mais atentos destes espaço, caso existam, já se devem ter apercebido de alguma acalmia nas publicações. Não temam. Este não é aquele post que se faz, onde se diz o quão gratificante foi manter este blog durante x elevado a y anos, mas que as agruras da vida e coisas e cenas levam a que se encerre o espaço por tempo indeterminado, ficando no ar a promessa incumprível de algum dia regressar. Ou então temam, porque este espaço pessoal de livros e bizarrias não baixa os braços. É necessário para a minha sanidade mental, e sempre valeu o que vale. É um caderno de notas digital, que tem evoluído comigo, e surpreendentemente me tem levado a sítios interessantes, e a conhecer pessoas que nunca imaginaria vir a conhecer pessoalmente.

Felizmente, a minha personalidade múltipla está a começar a levar a melhor sobre este blog. O meu lado de professor-impressor 3D começa a dar-me muito e gratificante trabalho. É algo que para além das aulas requer um forte investimento de tempo em formação, auto e sentadinho como aluno, para além de uma crescente presença em eventos e dinamização de momentos formativos. As TIC em 3D são a crónica desses meus esforços, que faço questão em documentar porque... foi assim que eu aprendi, com o documentar dos esforços daqueles que me inspiram. É esse o verdadeiro poder da cultura de partilha digital.

Quando investimos numa área, perdemos algum tempo para outras. Entre a impressão 3D, o dia a dia, o colaborar com o aCalopsia e os projectos TIC, sofremos com as meras vinte e quatro horas do período de rotação planetária. O ritmo de leituras começa a ser afectado, por muito bem que tente gerir o meu tempo. Desacelera-se, mas não se pára. Cá para mim, tenho que isto de escrever um blog faz mais melhor bem à mente do que carradas de anti-depressivos. Ou litros de bebidas alcoólicas, que convém não misturar com a frase anterior. E se se for semi-literário, ainda ficamos a conhecer gente interessante, e os autores com que nunca imaginaríamos falar. É estranho é sentir esta responsabilidade de me justificar. Enfim. Tipo, cenas, diriam os meus alunos.

3 comentários:

Rui Bastos disse...

Olha que eu compreendo-te, meu caro...

artur coelho disse...

mas é bom ser-se vítima do sucesso. acho mesmo que é a melhor coisa que se pode desejar a quem gosta de dar uso aos neurónios e se atreve a fugir aos espartilhos das compartimentalizações. alias, são esses os meus votos para ti, jovem padawan.

Rui Bastos disse...

Isso é verdade! Young padawan? *feels proud*