quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Burma Banshees

 

Yann, Romain Hugault (2015). Burma Banshees. Genebra: Paquet.

Estamos em 1944 na frente birmanesa, onde uma jovem e apropriadamente escultural mulher-piloto aterra, desestabilizando o consenso machista sobre as capacidades femininas nos cockpits. Encarregue de voar aeronaves DC3 sobre os Himalaias, na perigosa rota de auxílio à China, depressa se revela uma piloto competente, capaz de se safar das situações mais complicadas graças à resiliência que adquiriu com a dependência de material de segunda linha.

Este tipo de histórias saídas do argumentista Yann para a Paquet são formulaicas e previsíveis. Divertem o leitor com fantasias passadas nos teatros míticos da guerra aérea, e é por isso mesmo que foram criadas, para alimentar o fascínio pela aviação clássica. Nestes livros, a narrativa tem um lugar terciarizado face àquilo que os leitores vão dar mais importância: a estética e iconografia da aeronáutica. Nisso, Yann tem o parceiro certo em Romain Hugault. Este ilustrador, com o seu traço elegante e preciso, invoca de forma espantosa a beleza das aeronaves em vinhetas deslumbrantes. Com tão boas ilustrações aeronáuticas, reforçadas com iconografia de pinup retro, estes livros são viciantes para aqueles que, como eu, têm um fraquinho sobre os pássaros de metal que cruzam os céus.

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