terça-feira, 16 de junho de 2015

Visões


Antes de deixar a sua marca indelével no cinema de Horror com Bride of Frankenstein, esse maravilhoso filme de terror gótico bem humorado, James Whale assinou para a Universal este outro clássico do cinema de terror. Em The Old Dark House não se sente o espírito criativo à solta que caracteriza o mais memorável Bride of Frankenstein, mas uma comum história de viajantes encurralados numa casa que oculta um horrendo segredo é levada pelo realizador num crescendo constante de tensão até ao paroxismo final. Destaca-se o ar sombrio da casa, com as sombras a desempenhar um importante papel estilístico, e, graças a uma excepcional caracterização, um cadavérico Ernest Thesiger como anfitrião desta casa sombria. Thesiger viria mais tarde a desempenhar o papel de Dr. Pretorius, o cientista que faz o Dr. Frankenstein parecer mentalmente são em Bride of Frankenstein. As marcas do encarnar o papel com uma excentricidade exuberante e muito própria já se notaram neste filme.


Se se é uma civilização de gafanhotos inteligentes, como é que se resolve o problema do excesso de crescimento populacional? Para os marcianos inteligentes de há milénios atrás, a resposta está em genocídios pontuais. Algo que deixaram marcado no espírito humano quando, em tempos que antecederam a pré-história, tentaram colonizar a Terra com mutações genéticas de antropóides. Deduções que o dedicado Prof. Quatermass faz aquando da descoberta de um misterioso artefacto aquando do alargamento de uma estação de metro londrina. A escavação revela estranhos esqueletos hominídeos e uma nave espacial construida num metal invulnerável às mais modernas ferramentas. No seu interior, os cadáveres preservados dos antigos gafanhotos marcianos. E à sua volta, as estranhas vibrações que se apoderam da mente daqueles que lhe estão próximos, e que transformaram a zona de Hob's End num local maldito. Um clássico da FC britânica, que ainda hoje sabe bem ver.

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