terça-feira, 21 de abril de 2015

On Basilisk Station


David Weber (1992). On Basilisk Station.

Uma jovem e brilhante comandante é exilada para o pior posto da marinha espacial após ter mostrado que uma nova arma estava condenada à partida. Com uma missão impossível, irá dar todos os passos para motivar a sua tripulação e esticar todos os recursos para policiar um sistema planetário colonizado. Os seus esforços atraem a atenção dos políticos decadentes da metrópole e deixam orgulhosos os militares da velha escola. Ao policiar o sistema depara-se com uma conspiração que visa uma invasão por um império interplanetário emergente justificada como acção de apoio na sequência de uma revolta nativa. Corajosa até ao limite, consegue travar a revolta em terra e, num combate espacial suicida, enfrenta e derrota uma nave de combate mais poderosa, numa refrega que lhe deixa a nave em ruínas e boa parte dos tripulantes mortos. Mas, no final, a recompensa devida é dada aos que mantém uma conduta e honra e coragem, enquanto os corruptos e decadentes se retiram, derrotados.

Tecnicamente, este livro situa-se entre a ficção científica militarista e a space opera. Mas podia ser outro género. Tirem as naves espaciais e os estados interplanetários, troquem por navios de guerra e geopolítica, ou por cavalaria e colónias, e nem o enredo nem os diálogos precisavam de ser alterados. Estruturalmente este livro insere-se na tradição literária popular que glorifica aventuras militares do ponto de vista de jovens recrutas ou oficiais que mantém vivo um espírito de honra marcial enquanto enfrentam desafios aparentemente inultrapassáveis. Algo que nos legou as aventuras navais de Hornblower e mais uns quantos, e algumas centenas de soldados aventureiros nas guerras do passado. Rever esta estrutura narrativa em modo de space opera implica pegar em elementos da ficção científica que, em essência, são meros adereços decorativos para uma história que poderia ser contada com outros adereços.

Não que Weber não se esforçe por meter alguma verosimilhança ficcional com as suas batalhas relativísticas e descrições da navegabilidade do hiperespaço ou da colonização galáctica, mas o real cerne deste livro são intrigas políticas e geostratégicas misturadas com o cumprimento estrito e honrado do dever militar. A prosa dinâmica e ritmada faz desta uma leitura rápida e agradável.

Esta história daria um bom filme ou série televisiva com aventura e efeitos especiais a regalar o olho, boa para passar horas de ócio sem grande esforço. É assim que se lê e sente este livro, como algo que entretém e não pretende mais do que isso. Os amantes de narrativas de intriga e aventura de fazer pulsar o coração encontrarão aqui motivos para paixão, mas para aqueles que precisam de mais substância na sua ficção científica ficamo-nos pelo divertimento de consumo rápido. Algo para descansar o cérebro entre leituras mais ambiciosas.

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