quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

The company defines the rules


"So, goodbye to the old morality. What then?

Freedom. A giant multinational like Fuji or General Motors sets its own morality. The company defines the rules that govern how you treat your spouse, where you educate your children, the sensible limits to stock-market nvestment. The bank decides how big ortgage you can handle, the right amount of health insurance to buy. There are no more immoral decisions than there are on a new superhighway. Unless you own a Ferrari, pressing the accelerator is not a moral decision. Ford and Fiat and Toyota have engineered in a sensible response curve. We can rely on their judgement, and that leaves us free to get on with the rest of our lives. We've achieved real freedom, the freedom from morality."

J.G. Ballard, Super-Cannes.

Estranhamente presciente, esta tirada de Ballard no ano 2000. Parece intuir uma ideia que hoje está a ganhar tracção: o conceito de moralismo assistido por tecnologia, ou como sensores e dispositivos portáteis de rastreio nos ajudam a escolher comportamentos saudáveis ou moralmente correctos. É algo muito presente nas especulações sobre as potencialidades dos sensores Internet of Things, especialmente nos sensores dedicados á saúde e bem estar. Há algo de arrepiante nesta ideia de moralização extrínseca através da hipervigilância benévola. Algo de especulativo em 2000, mas hoje a ser implementado através das redes móveis e dispositivos digitais.

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