quinta-feira, 3 de julho de 2014

Interfaces


Indícios dos choques culturais banalizados. Uma montra de loja de conveniência na Rua da Alegria, estruturada como um altar com o seu quê de budista onde as oferendas são as tradicionais libações portuguesas.


A religiosidade tradicional num nicho do lavadouro da Madragoa. Note-se o azul virginal do nicho, cor mariana por tradição.


No melting pot do Martim Moniz, o interface de entrada para os sabores de Sichuan. Acessível apenas pelo passa palavra.


Do hipsterismo urbano do bricabraque retro em segunda mão, na Rua da Esperança.


Da cultura que se recusa a morrer neste país esmagado pela tirania sacrificial do economicismo austeritário, disfarce ténue desse velho flagelo que é a ganância das classes dominantes. Na elegância art-deco do Cinearte, Santos.


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