domingo, 13 de abril de 2014

Anicomics 2014


Com pena minha tenho falhado consistentemente em visitar o Anicomics. As datas calham sempre em momentos de sobrecarga ou congressos, o que explica esta ter sido a minha primeira vez neste evento dedicado à cultura bedéfila de anime e comics.


Confesso que... esperava mais. O evento é interessante, mas o espaço da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro revelou-se exíguo para tantos participantes. O acesso ao auditório para visitar o concurso de cosplay era missão impossível, nos espaços de atelier e comerciais os visitantes acotovelavam-se. O conjunto de actividades oferecidas não é assim tão elevado que justifique um preço de entrada que está mais para cá do significativo do que do simbólico. É um evento independente e privado, eu sei, mas mesmo assim o preço de acesso é um pouquinho elevado para quem vem visitar. É que depois de dar uma volta pelos stands, aproveitar para comprar alguma BD ou manga e contemplar os cosplayers, não há assim muito mais que se possa lá fazer dentro de um espaço minúsculo. Para ser justo, é de sublinhar que foram organizados workshops e torneios de jogos digitais e de mesa.


Tive alguma dificuldade em descortinar os comics no meio de tanto anime, mas existiam e sempre deu para (finalmente) trazer uns livros ilustrados pela Joana Afonso que tinham lugar cativo nas minhas estantes. De resto, a oferta livreira estava direccionada aos fãs de manga, escolha comercial compreensível dado o público-alvo do evento.


Os cosplayers, vestidos a rigor como os seus personagens favoritos, deram o maior gosto a este meu pulinho ao Anicomics. É de elogiar o cuidado e rigor que os fãs colocam na recriação dos seus personagens favoritos. Alguns estavam um verdadeiro deslumbre.


Para mim, o espaço mais interessante no Anicomics foi a zona de exposições de pranchas originais, com alguns trabalhos de excelente qualidade e outros muito prometedores. Eu sei. Com tantos fanboys e fangirls é um bocadinho difícil de o ver. Sublinho aqui que apesar de ser um belíssimo espaço a BMOR torna-se exígua nestes acontecimentos. Já se sentiu isso no Fórum Fantástico.

É bom haver um evento em Lisboa que vá além do classicismo do Festival de BD da Amadora, e isso nota-se na afluência dos jovens fãs de manga e fantástico. A pouca oferta livreira desiludiu-me (mas tranquilizou a minha conta bancária), o empenho e entusiasmo dos fãs encantou-me, o espaço atravancou-me e o preço do bilhete de entrada deixou-me a resmungar. Pese embora os lados menos positivos destaque-se o Anicomics pelo seu carácter independente e direccionado ao fandom.

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