domingo, 25 de agosto de 2013

Voyager: Attraverso Il Tempo; Hauteville House.


Pierre Boisserie, Éric Stalner (2012). Voyager: Attraverso Il Tempo. Editoriale Cosmo.

É uma série sobre conspirações, viagens no tempo e futurismo distópico mas que se desenrola como uma telenovela. No final desta segunda edição temos quatro volumes e a narrativa de fundo, a que realmente intriga, avançou a um passo que faz a comparação com caracóis parecer um insulto. Muita parra, pouca uva e muito menos sumo neste fumetti criado por franceses cuja regra principal parece ser o encher páginas.


Fred Duval et al (2002). Hauteville House. Paris: Delcourt.

Aventuras divertidas em modo steampunk são a promessa cumprida desta série. Num século XIX alternativo agentes republicanos franceses fazem da ilha de Guernsey a sua base para combater o império de Napoleão III. As suas aventuras levam-nos ao México, onde uma descoberta misteriosa numa pirâmide azteca coloca nas mãos imperiais uma criatura monstruosa, e ao pacífico sul em busca dos segredos do metal que possibilita a era de ouro tecnológica deste imaginário final do século XIX.

A juntar à aventura de estilo clássico, plena de batalhas, locais exóticos e reviravoltas narrativas, temos uma espantosa inventividade de engenhos a vapor. Couraçados, submarinos, dirigíveis, veículos terrestes. Todos os exageros do género que imagina um passado alternativo onde a estética metalúrgica a vapor impera são representados com uma assinalável elegância de traço. Hauteville House é uma leitura leve que mima os olhos do leitor com criações gráficas deliciosas.

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