quinta-feira, 11 de julho de 2013

Comics: Danger Unlimited, Hotwire Deep Cut, Local.


John Byrne (2009). Danger Unlimited. San Diego: IDW.

Só o traço único de John Byrne consegue trazer alguma redenção a este desastre, cópia mal amanhada do Quarteto Fantástico da Marvel. O decalque é quase certeiro e o único ponto de interesse é passar-se num futuro distópico onde a humanidade se encontra sob a ditadura benévola de invasores alienígenas. Quanto ao resto, desastre completo, tédio narrativo apenas aliviado pela mestria de Byrne no desenho de tecnologias futuristas.



Steve Pugh (2011). Hotwire: Deep Cut. Los Angeles: Radical Comics

A primeira série de Hotwire, escrita por Warren Ellis, distinguia-se pela visceralidade com que misturava distopias de ficção científica e horror num futuro hipertecnológico onde os espíritos fantasmagóricos são uma ameaça social mantida à distância por campos electromagnéticos e uma divisão especial de polícia especializada em exorcismos. Steve Pugh ficou com esta continuação a cargo e embora mantenha o tom geral traça uma narrativa mais previsível que alia o policial procedural, intriga política e um final sentimentalista com um fantasma encerrado num fato-contentor experimental que luta contra tudo para salva o bebé por nascer de uma vítima de acidente . O destaque vai para o traço eléctrico e explosivo de Steve Pugh, assombroso no seu dinamismo.


Brian Wood, Ryan Kelly (2008). Local. Portland: Oni Press.

No início da leitura os múltiplos pontos de vista e acontecimentos geograficamente díspares parecem soltos, mas implacavelmente interligam-se numa história de busca pela identidade e lugar no mundo. Brian Wood escreve de forma muito inteligente, colando pacientemente vinhetas aparenetemente desconexas que Ryan Kelly ilustra num traço preto e branco expressivo.

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