terça-feira, 14 de maio de 2013

Comics: Adam Strange Planet Heist, Where's My Shoggoth?


Andy Diggle, Pasqual Ferry, Dave McQuaig (2005). Adam Strange: Planet Heist. Nova Iorque: DC Comics.

Não se consegue ter um personagem mais retro do que este clone de Buck Rogers. Capacete com aileron, fato de cores garridas, pistolas certeiras e um jetpack. Vive em Rann, mundo alienígena de alta tecnologia exótica em que é o campeão planetário, derrotando os inimigos galácticos para voltar para os braços da bela alienígena por quem se enamorou. É a encarnação perfeita dos sonhos juvenis retro-futuristas. Adam Strange não costuma ser bem tratado pela DC, mantendo-se num curioso limbo de aparições em arcos narrativos de outros personagens ou mini-séries que pouco trazem de novo, mantendo-se sempre no registo golden age do personagem.

Andy Diggle consegue levar estas aventuras um pouco mais à frente, com uma história intrépida cujos capítulos terminam sempre em inesperado suspense. Vemos Strange encalhado na Terra, sem que o raio zeta que o transporta para Rann o traga de regresso à utopia. O raio inexistente está relacionado com o desaparecimento do planeta, aparentemente vítima de um cataclisma estelar. Buscando a verdade, Strange vê-se arrastado para uma intriga cósmica que envolve algumas personagens da vertente galáctica da DC. O argumento exigente de Diggle é potenciado pelo trabalho dos ilustradores, que conseguem tornar o personagem visualmente contemporâneo mantendo o estilismo retro que o caracteriza.


Ian Thomas, Adam Bolton (2012). Where's My Shoggoth? Los Angeles: Archaia.

A mitologia lovecraftiana contada às crianças, ou uma boa desculpa para ilustrar os mais tenebrosos monstros do terror saído da imaginação de H. P. Lovecraft com rimas infantis. Um jovem rapaz procura o seu shoggoth perdido, cruzando-se com as restantes criaturas de demência até encontrar o seu fiel monstro devorador. Um pequeno livro divertido e bem ilustrado que homenageia com um sorriso a obra daquele que é o mais influente escritor de terror do século XX.

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