domingo, 10 de março de 2013

Imaginem...

Agruras de esforço académico. Num texto sobre experiências com realidade aumentada na sala de aula, era assim que eu gostaria de o iniciar:

"Imagine uma forma de aprender em que os alunos apontam a câmara dos seus telemóveis ou tablets para o espaço que os rodeia. No ecrã, como por magia, surgem informações em texto, imagens, vídeos e modelos em 3D contextualizados sobrepostos ao espaço real. Imagine passear por Belém, apontar o telemóvel e ver no ecrã reconstruções virtuais do Mosteiro dos Jerónimos destacando pormenores que escapam ao olhar. Imagine ler um livro e, através do tablet, ver os personagens da história animados em 3D. Imagine apontar para o céu e no ecrã do seu dispositivo surge um mapa astronómico que se atualiza a partir da posição do dispositivo. Estas tecnologias já estão disponíveis, hoje."

Certo, ainda a precisar de uma afinação. Este tipo de aplicações tecnológicas precisam de algo que mostre o deleite da sua utilização, o factor wow de quem as utiliza. Mas, cortesia das regras apertadas, ficou algo muito mais entediante:

"As tecnologias de Realidade Aumentada integram informação e imagens virtuais geradas por computador em tempo real de forma direta ou indireta sobre ambientes reais. (Lee, 2012). As suas aplicações educativas incluem livros de histórias que se estendem para o digital, jogos educativos, visualização interativa de conteúdo em 3D (sistemas, mecanismos complexos ou objetos) ou utilização de browsers em percursos georreferenciados (Chang, Hwang, Chen, & Müller, 2011). Até há pouco tempo circunscrita ao computador pessoal ou a sistemas dedicados (Kesima & Ozarslan, 2012), a Realidade Aumentada está a tornar-se progressivamente acessível através de uma gama crescente de aplicações para sistemas operativos móveis Android e iOS, incluindo browsers que sobrepõem informação georreferenciada ao espaço real, jogos, conteúdos publicitários e aplicações para visualização de conteúdo em 3D."

Até dá um bom segundo parágrafo. Define, contextualiza, referencia. Mas não tem o toque de magia, o brilho que vejo nos olhos dos alunos quando olham para o tablet e vêem os seus trabalhos virtuais a ganhar vida sobre o espaço real.

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