terça-feira, 13 de novembro de 2012

RA in the wild.


Momento intrigante hoje na aula. Um dos alunos deparou com um vídeo e ligações na página moodle da turma sobre realidade aumentada. Dei por isso quando o vi de telemóvel em riste a descarregar o Augment e o ES Explorer. O instinto docente quase me levou a ir ajudá-lo, mas optei por o deixar entregue a si mesmo. Passei-lhe apenas um marcador de realidade aumentada impresso, dizendo que ia precisar daquilo. E virei costas. Momentos depois era vê-lo sorridente, a apontar o telemóvel para o marcador e a visualizar a torre eiffel em realidade aumentada. O puro sorriso da descoberta de algo novo e fascinante, de um cérebro estimulado por novas ideias. Mostrei-lhe que podia pegar no marcador, movimentá-lo e visualizar o objecto 3D de diferentes pontos de vista em tempo real. E voltei a virar costas. Do canto do olho continuei a ver o sorriso e o olhar interessado. A seguir foi ter com os colegas de que é amigo e partilhou a descoberta. Alguns não ligaram, outros ficaram espantados... e lá me vieram pedir mais "papelinhos daqueles que dão para ver coisas em 3D"...

Foi um daqueles momentos mágicos, que faz valer as chatices do dia a dia, as tropelias dos ministérios e o sufoco conceptual deste momento presente. Um momento em que percebi que uma criança foi por si mais além do que o esperado, pegando no vislumbre que lhes deixei e construindo a sua aprendizagem.

(RA significa, claro, Realidade Aumentada.)

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