domingo, 25 de outubro de 2026

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sciencefictiongallery: Virgil Finlay - Fantastic Universe: Hey, isto faz lembrar qualquer coisa… 

Emily Wilson Can’t Let The Odyssey Go: Pois claro que não. É esse o poder destes textos milenares, ao fim de tanto tempo ainda ressoam na nossa alma. 

Kubrick explicou 2001?: Nunca percebi o problema dos "spoilers" ou das explicações arruinarem a história, a experiência de leitura ou de visionamento. Quando a obra nos toca, por muitas explicaçõe que tenhamos, encontramos sempre gosto em regressar à sua fruição. E a cada nova visão ou leitura, vamos encontrar novos pormenores e reflexões. 

No Toda La Ciencia Ficción Habla Inglés Vol 8 - Lusófona: Uma bela surpresa no instagram, com uma conta que se dedica a falar de ficção científica fora do mainstream a dar destaque a autores portugueses e brasileiros. 


Ready for anything: Imaginário comercial. 

Teen Social Media Bans Miss the Point: Sim, mas os políticos não só não têm vontade de se meter com os verdadeiros causadores da fossa séptica que são os ambientes digitais contemporâneos, como estas medidas são uma forma rápida de mostrar que estão a fazer alguma coisa para resolver o problema (embora essa coisa seja ineficaz, contraproducente, e não resolva o real problema). 

Ebook manager Calibre 9.15 introduces an AI-driven storytelling feature: Pergunta pateta - porque raios é que um gestor de bibliotecas digitais necessita de ter um modo de IA para gerar narrativa? 

Jensen Huang, CEO de Nvidia: "No necesitamos nuevas leyes, no necesitamos nuevas regulaciones": Leiam isto com cuidado. Notem que desta gente, o discurso de não ser necessária regulação é sempre para o lado que lhes convém, para poderem explorar ao máximo filões sem ser responsabilizados por consequências. 

Pluralistic: Textured (18 Sep 2026): Quando se diz que a IA é um papagaio estocástico, ou seja, um complexo detetor de padrões e respondedor estatístico, isso está corretíssimo, pese embora o discurso daqueles que nos querem convencer que a IA é inteligente no sentido humano do conceito. O interessante nesta capacidade das IAs é percebermos que muitos comportamentos que julgávamos ser aleatórios, como escrever um texto coerente, têm na verdade padrões complexos. Mas isso não significa que tudo seja padronizável, especialmente no que toca à sociedade e humanidade. Doctorow, obviamebte explica isto muito melhor do que eu. 

The Rise of Parasite Authors: Do chico espertismo via IA - livros gerados por chatbots a imitar autores publicados. 

US Military Nearly Started World War III After AI Chatbot Hallucinated Nuclear Weapons Aboard a Chinese Ship: Ok, estão a ver aqueles relatórios que ninguém quer fazer mas tem para serem lidos por quem não os quer ler, mas tem, a que a malta aderiu em peso à IA para dar conta disso? Um dos sintomas do inferno que é trabalhar em organizações burocráticas. Nalguns contextos, esta moda pode vir a ter consequências letais. 

A medida que la desconfianza hacia Palantir se extiende por Europa, una empresa francesa quiere ser la alternativa: Hipervigilância militar com sabor a croissant e café au lait? Bem, não é confortável, mas precisamos mesmo de alternativas europeias, e a sensível área da defesa é,  infelizmente, primordial. 

Napster Is Now Making AI-Powered ‘Digital Twins’ of Teachers: Estou confuso. Agora o serviço que em 1999 usava para sacar música em mp3 agora serve para fazer cópias digitais do trabalho de professores? Suspeito que mudou a área, mas mantém o modelo de negócio. 

The Dead Silence of AI Therapy: Podemos concordar que há áreas em que meter IA não faz nenhum sentido? É preciso ter-se muito pouca noção do que é ser humano para achar que questões tão complexas como a psique podem ser geridas de forma automática. 

What AI Anxiety Looks Like in China: Apesar da perspectiva chinesa sobre a IA ser mais animadora do que a nossa, são também um campo fervilhante para as suas consequências laborais. Desde atores que passaram a ver a sua voz clonada sem qualquer retorno a assistentes administrativos substituídos por IAs treinadas no trabalho que desenvolveram. 

Winamp will be reborn in 2027 to take on streaming: Não sei se já perceberam que isto é marketing low cost, ressuscitar uma marca morta para capitalizar na sua fama, enquanto se vende algo completamente diferente do original. 

20 años anticipando el Apocalipsis: todas las veces que alguien ha dicho que la IA nos iba a matar a todos: E ainda cá continuamos, e ainda cá continuaremos. Não que a ia não traga problemáticas complexas, mas os medos de aniquilação são um profundo exagero. E, se estiver errado, podeis banquetear-vos com churrasco dos restos do meu cadáver, nas ruínas da zona saloia. 

El Gobierno de España presenta su gran plan para la IA: gigafactorías, un gran "contrato social" e insertarla en Mi Carpeta Ciudadana: Mais uma vez, Espanha a dar cartas e a investir à séria, em vez do que se faz por cá, que é anunciar intenções, investir tostões e deixar a coisa andar. 

The World That Bends Around Us: As implicações da ia generativa na interatividade dos videojogos, bem como nas vertentes relacionais. 

The Second Trip - art by Dan Adkins (1971): De facto, trippy. 

Los profesores de medio España están dejando de llevar a sus alumnos de excursión. No es por falta de ganas: Faz sentido. Quando estamos em deslocação, estamos a trabalhar cem por cento do nosso tempo. Sempre atentos, e responsáveis por crianças que não são nossas. Um peso que já senti, acompanhando visitas de estudo ao estrangeiro ou em deslocações Erasmus. Algo que muitos até apontam como uma prebenda, um "vais viajar de graça e ainda queres que te paguem um extra", mas na verdade não estamos a viajar por lazer, é trabalho, e com responsabilidades acrescidas. 

MAAT celebra 10 anos de portas abertas a 4 e 5 de outubro: com visitas gratuitas, um mercado solidário e a estreia da nova exposição de Joana Vasconcelos: Dez anos daquele espaço cultural que prometia trazer, finalmente, a tecnologia para o centro da discussão artística, mas agora é apenas mais um museu com trabalhos confortáveis para os turistas irem visitar. 

Portugal introdujo un nuevo sistema para controlar las botellas de plástico. Ha funcionado tan bien que Lisboa ya está pidiendo que lo suspendan: Não é só por cá que as peculiaridades do Volta dão chatices, há mais cidades europeias a perceber que os vícios inerentes ao sistema levantam problemas que depois têm de ser resolvidos pelos serviços públicos. Diga-se que o sistema é interessante, mas tem vícios de implementação. Da minha parte, reclamo a forma como está implementado para favorecer as grandes superfícies - é onde se devolve o vasilhame, e se recebe um valor financeiro em talão que serve para descontos em compras na grande superfície (é o típico chico-espertismo das nossas grandes empresas, inventam todos os estratagemas para criar mercados cativos). Se bem que por cá Carlos Moedas a falar do Volta como paladino dos pobres é assim um 'cadito surreal. Na verdade, todos sabemos que o problema dele não são os pobres, é eles andarem a vasculhar o lixo à procura de garrafas, e isso dá mau aspeto. Para este político, o problema real não é existirem pobres, é serem visíveis. 

Uffizi Removes Famed Caravaggio After Flash Flood Soaks Gallery: Ui, que péssima notícia. Revi recentemente este quadro, apesar dos acotovelamentos dos magotes de turistas de telemóvel em punho a tirar selfies frente aos quadros famosos, o Uffizi é daqueles locais onde se posso, gosto de regressar. 

Expulsar a los alumnos por mal comportamiento no funciona como pensábamos. La ciencia propone otra vía: Ok, certo, tudo muito bonito com a ideia de trocar castigo por motivação. Mas esqueceram-se de um pormenor: se um professor expulsa um aluno da aula, na verdade não o está a fazer para castigar o aluno. Está a fazê-lo porque o comportamento do aluno está a prejudicar os restantes. Demasiadas vezes, em educação, focalizamos a maioria dos recursos nos alunos problemáticos (e com razão, faz parte da nossa missão), deixando de parte a grande maioria, os que se mantém, esforçam e cumprem. 

Madrid Gets A New Stellar Museum: Estava já a pensar em olhar para o calendário para perceber quando é que me podia escapar para ir conhecer estas novas adições ao já fenomenal Thyssen-Bornemisza. Indo de avião ou de carro, claro, porque ferrovia a ligar duas capitais europeias vizinhas é coisa que por cá não se usa. Mas, a inauguração só ocorrerá em 2031. Bem, tenho tempo. 

The Greenland Fiasco Stumbles to an End: Quão idiota é a política da arte dos negócios trompista? Atentem na Gronelândia. Depois de ameaças pouco veladas de anexar um território autónomo de um aliado europeu, anunciam agora com a pompa que lhes é habitual um acordo histórico… em que os EUA têm acesso àquilo que sempre tiveram, espaço para bases militares no território. Não se consegue conceber mais genial estratégia para fazer acordos do que insultar e ameaçar um aliado, para depois obter o que já se tinha. Génios, são uns génios. Claro, no processo, perderam toda a credibilidade. 

Now Trump says he's creating an AI Force: Por AI, quer dizer Alzheimer Ineptitude? 

A Mathematician Just Debunked a Parthenon Myth: A matemática, como sempre a ser uma chata e a estragar percepções. Demonstrar que a proeza arquitetônica das ilusões de ótica envolvidas na construção dos antigos templos gregos é um mito, qualifica-se como algo que abala crenças centenárias. 

El alcohol está sumido en una crisis generacional en España y eso está impulsando algo: la "generación agua con gas": O mundo está perdido. Então os putos novos em vez de se emborracharem, dão na água com gás? E isso não surpreende. Mal de nós se as novas gerações mantivessem os costumes das anteriores. 

Don’t Ask How This War Ends: Está, de facto, uma guerra internminável e imprevisível, com várias frentes de contornos pouco definidos e alianças entre adversários. A única certeza? Todos estamos a ser prejudicados.