Irene Lisboa (1984). Uma mão cheia de nada outra de coisa nenhuma. Porto: Livraria Figueirinhas.
Há textos que se leem para seguir o rumo de uma narrativa. Outros, apenas pelo puro prazer de saborear as palavras. Neste clássico da literatura infanto-juvenil portuguesa, encontramos ambas as vertentes. São histórias curtas, algumas com princípio, meio e fim e até uma moral; outras parecem rascunhos, quase poemas em prosa. Algumas seguem a sua lógica interior, outras são palavras vagas que se cruza na página, conjurando imagens na mente do leitor. Entre o onírico e o fantástico, mas também o tradicional e a poesia pura.