terça-feira, 20 de julho de 2021

The End of Loneliness

 

Benedict Wells (2018). The End of Loneliness. Spectre.

Da impossibilidade de escapar à solidão, mesmo quando acompanhado. Os personagens deste romance têm como elemento comum um paradoxo: necessidade de ligações humanas, mas uma incapacidade para as estabelecer. Seguem vidas que se intersectam, por vezes com momentos felizes, mas há sempre algo que falha, algo que os impede de viver vidas supostamente normais. 

Este seria um tipo de livro que nunca me passaria pelas mãos, senão como imposição (benigna) de um clube de leitura. De facto, livros sobre emoções humanas têm alguma falta de foguetões e rayguns, em minha opinião. Mas é essa a piada de pertencer a um clube de leitura fora da FC, fantástico e banda desenhada, o sair da bolha informacional e descobrir um pouco do mainstream literário. Lá por ser mainstream não significa que é mau, digo com um empinar geek de nariz.

Diga-se que esta obra de Wells me impressionou. Numa linguagem límpida e escorreita, mergulhamos na história de vida de um homem e sua família, condenados à nostalgia, solidão e dificuldade de formar laços após a sua infância ter sido abalada pela morte dos pais. No entanto, não é uma história triste, embora tocante. Nem feliz, é como a vida, cheia de bons e maus momentos, é o somatório disso que conta. É impossível não ganhar empatia pelos personagens, entristecer ou alegrar-se com as suas desventuras narrativas.

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