Não, não foram férias. Visitei Firenze (ou melhor, regressei) no âmbito do painel sobre educação da conferência COSPAR. Claro que, estando onde estava, seria criminoso ficar-me pelo centro de convenções e o hotel.
Não, não foram férias. Visitei Firenze (ou melhor, regressei) no âmbito do painel sobre educação da conferência COSPAR. Claro que, estando onde estava, seria criminoso ficar-me pelo centro de convenções e o hotel.
Parece uma viagem bucólica, mas na verdade foi uma semana a calcorrear a cidade, acompanhando um bando de simpáticos mas buliçosos, como é natural, de meia centena de adolescentes.
O catálogo do Museu Nacional de Arqueologia grego é talvez das melhores recordações que se pode de lá trazer, abaixo, claro, da memória de contemplar o seu vasto acervo, a beleza das suas coleções. Pessoalmente, fiquei encantado com os vestígios minóicos de Akrotiri, a micénica máscara de Agamemnon, e, claro, com a estatuária clássica, helenística e romana. Pegar neste catálogo é um regresso, revendo algumas das peças mais icónicas da coleção, bem como ficando a conhecer um pouco mais sobre a sua origem. Algo que se faz melhor com calma, no sossego do lar, lendo os textos descritivos. Porque ao visitar o museu, a sensação é avassaladora, são muitas peças, muito para contemplar e descobrir.
Leitura leve mas sem ser superficial, que nos leva a descobrir um pouco da rica história da Acrópole, e a conhecer o património do seu museu. Leitura perfeita para fazer após-visita, ajudando a cimentar memórias, enriquecendo a experiência de percorrer os caminhos milenares e contemplar os vestígios dos templos. A escrita é acessível, embora o ser curta não permita grandes aprofundamentos.