Alistair Maclean (1969). Force 10 From Navarone. Londres: Fontana Books.
Nisto da II guerra mundial, confesso-me mais fã da sua complexa e inesgotável história, do que de romances de aventuras na época. Mas, dei com o livro numa biblioteca livre, Navarone é um nome de referência na mitografia da guerra (mais por causa do filme), e arrisquei. Saiu-me o expectável, uma aventura de tensão constante com personagens quasi-sobrehumanos nas suas capacidades militares.
A aventura começa logo no rescaldo de Navarone, com os dois soldados de operações especiais britânicas e o seu aliado grego a serem convocados para outra missão arriscada. Em Itália, juntam-se a três comandos, para ir à Jugoslávia auxiliar um exército de partisans que se encontra à beira da aniquilação. O como, é inesperado.
Os seis soldados infiltram-se entre os Chetniks e os soldados alemães como desertores renegados do exército aliado, e envolvem-se em camadas de ocultação e engano até que se revele a sua verdadeira missão - fazer ir pelos ares uma ponte inexpugnável. O problema é que a ponte é mesmo resistente, o plano passa pelo rebentar de uma barragem a montante, e já que se está nisso, porque não engendrar uma forma dos alemães lançarem uma ofensiva mecanizada sobre os partisans entrincheirados, fazendo com que a enxurrada os leve? Pelo meio, temos ainda uma missão secundária de extrair uma agente inglesa, profundamente infiltrada nos Chetniks por ser de origem jugoslava.
Obviamente, a missão vai ser bem sucedida, apesar das enormes dificuldades que os soldados terão de enfrentar. Obviamente, há oficiais alemães e chetniks sedentos de sangue, que irão ser devidamente castigados. Uma leitura rápida, mas que não foi tão interessante quando eu esperava, mais pela minha pouca inclinação para este género do que pela falta de qualidade literária.