domingo, 27 de janeiro de 2019

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DeepDream Creator Unveils Very First Images After Three Years: Recordam-se do DeepDream, a primeira instância que nos mostrou o que a Inteligência Artificial podia criar aplicada à imagem? O Artnome recorda-se, e mostra-nos a primeira imagem criada por um algoritmo que, durante algum tempo, surpreendeu todos os que se interessam pela confluência entre arte e tecnologia. E, claro, são gatos. É aquela cena, the internet was made for cats. Algo que me irrita, como dog person que sou.

"E manda ainda o Senhor Deus pretos a este mundo": Uma entrevista muito incómoda, a um historiador que estudou o trabalho forçado nas colónias portuguesas entre os anos 40 e 60. O que emerge é um total desmontar da retórica oficial da colonização portuguesa como benévola e tranquila. Contam-se histórias de tremenda violência, de trabalho supostamente remunerado com elevadas taxas de mortalidade, de populações deslocadas à força entre territórios para mão de obra, de violência sobre os indivíduos. Na prática, trabalho escravo, promovido pelos autoridades coloniais. Em pelo século XX. Com a conivência do governo central, da metrópole, que ia disfarçando a exploração e o racismo com retóricas sobre igualdades legais ou benevolência para com os nativos. Um tipo de discurso que ainda hoje perdura como o oficial sobre o colonialismo português. Estudos como este são muito importantes para desmontar mitos e perceber-se a realidade de cupidez, exploração e violência das colónias.

La tortuga que nos enseñó a programar: la historia de Logo, el primer lenguaje de programación diseñado para niños: Uma curta história da linguagem Logo, precursora do Scratch e da corrente explosão de abordagens de programação para crianças. É de salientar que as primeiras implementações datam do final dos anos 60. Uma ideia muito à frente para a época, pensar que se podia estimular aprendizagem e competências metacognitivas nas crianças, usando programação.

The Orville blends science fiction and science fact into a winning mix: Esta série é uma das pérolas discretas da FC na televisão. Homenagem ao espírito clássico de Star Trek, mistura boa FC com humor e muita atenção à especulação científica.

The Internet, Through A Filter: Uma história da inevitabilidade dos filtros de conteúdos na internet, o tipo de ideia que agrada aos conservadores e aos que querem meios automáticos de proteger os inocentes do que é publicado na internet.

Belt, Buckled: Coisas que não se sabiam e ficamos um pouco melhor depois de as saber. Uma pequena história do cinto de segurança, esse objeto logicamente obrigatório nos automóveis cujo uso, durante décadas, foi recusado pelos fabricantes.

In 1983, Isaac Asimov predicted the world of 2019. Here's what he got right (and wrong).: As predições envelhecem mal, mas é de notar que Asimov acertou nalgumas coisas que geralmente se vieram a verificar, especialmente no que toca ao alastrar do digital na sociedade: "Society will need a "vast change in the nature of education must take place, and entire populations must be made "computer-literate" and must be taught to deal with a "high-tech" world." (...) This education transition will be difficult for many, especially as world population grows at unprecedented rates".

All the science fiction and fantasy books we’re looking forward to in 2019: São muitas, e boas sugestões. Não tenho tido tempo para ler muita FC nestes dias, empatado como estou em projetos e estudos, mas esta parece-me uma excelente lista para me atualizar no género. E, claro, estou mortinho para que saia o próximo volume de The Expanse!

The Thinking Machine: Recordar os contos policiais de Jacques Futrelle e o seu personagem Professor Van Dusen, um daqueles super-detetives da ficção que com dedução pura resolvem os mais intricados crimes.

‘Doctor Who’: The 12th Doctor’s Flawed but Ambitious Run [BC Rewind]: Uma belíssima análise às temporadas de Capaldi como Doctor Who, entre a rezinguice de quem já viveu muito, crises de meia idade e um refrescar, regressar às premissas originais da série. Moffatt nunca reuniu consensos como argumentista principal da série, mas foi indubitavelmente ambicioso na sua visão do Doctor.

Submarine Psychiatry: Serão os ambientes arquitetónicos que construímos potencialmente perigosos para a saúde mental? Um daqueles ensaios que só Geoff Manaugh se lembra, a misturar J.G. Ballard com os efeitos psicológicos da vida nos submarinos, extrapolados para a arquitetura modernista.


The West End At Christmas: If you're tired of London... daqueles posts do A London Inheritance que dá vontade de apanhar o próximo voo (pessoalmente, estou a poupar dinheiro enquanto espero para ver no que a confusão do Brexit vai dar).

As melhores leituras de 2018 – Banda desenhada: Os destaques da Cristina Alves nas leituras de banda desenhada de 2018. Li parte das escolhas, são excelente sugestões.

The Modern Dignity of an Uncontacted Tribe: Soa inacreditável, neste mundo globalizado e esquadrinhado ao milímetro, que ainda existam bolsas de tribos indígenas indiferentes à modernidade. Valerá a pena trazê-las para o seio da civilização contemporânea? Talvez não. Algumas têm de ser ativamente protegidas contra os interesses económicos rapaces que lhes cobiçam os territórios. Outros isolam-se e reagem violentamente contra quaisquer tentativas de contato. Outros ainda vão mantendo pontos de contato, mas não se deixam seduzir. Em comum, têm uma lenta extinção, de perda irremediável de culturas nunca documentadas.


A Close Look at the Most Distant Object NASA Ever Explored: Ver mais longe. Na passagem de ano uma sonda aproximou-se do objeto mais distante que já pudemos estudar no sistema solar. Ultima Thule promete enriquecer o nosso conhecimento sobre a formação do sistema solar. Por mim, é apenas muito awesome que estejamos a conseguir expandir as fronteiras da nossa exploração espacial.

Let’s Save Blogging: Ainda é relevante blogar na era das redes sociais? Talvez mais do que nunca. Por aqui não há a tirania dos likes nem algoritmos a determinar o que cada leitor lê. A blogoesfera pode não ter a vitalidade dos primeiros tempos, as interações mudaram-se para as redes sociais, mas em compensação amadureceu. Quem bloga, hoje. é porque tem mesmo algo para dizer, e não se quer cingir às mediações das stacks.

Censoring China’s Internet, for Stability and Profit: Interessantes insights, quando um dos responsáveis por uma empresa dedicada à censura da vasta internet chinesa observa que os algoritmos de IA não são fiáveis, porque as pessoas conseguem dar-lhes a volta, e por isso precisa de trabalhadores humanos capazes de detetar nuances de discurso. Trabalhadores bem tratados, porque os seus clientes - empresas que querem manter-se no mercado chinês, não querem censores distraídos ou cansados por trabalhar horas excessivas. Na china, há consequências muito reais para quem deixar passar conteúdos nas redes que o governo determinou como proibidos. Outra nota, a apatia generalizada dos chineses para com a política. Impressionante, perceber que os candidatos a censores não sabem, por exemplo, o que foi o protesto da praça de Tiananmen. A curiosa mistura de comunismo com capitalismo e vigilância high-tech deu ao governo chinês o sonho húmido dos ditadores: uma população que se auto-vigia aos níveis mais íntimos.

Why robots are getting cuter: Simples. A antropomorfização associada ao design kawaii foge ao uncanny valley: "“One of the pitfalls of designing life-like things is falling into the ‘uncanny valley’,” says Kate Darling, a researcher at the MIT Media Lab who specialises in human-robot interaction. “I have this robot cat at home which looks like a cat, but it doesn’t move quite like a cat or meow quite like a cat, and it just comes across as creepy.” She says that “intelligent robot design moves away from that and towards things which we perceive as alive but which don’t try to mimic something that we already know too strongly.”

Technology, Ranked: Cem das tecnologias mais influentes da história da humanidade, numa seleção que reflete a visão de Matt paleofuture Novak. Com algumas bem intrigantes, como escolher armas pelos danos que fizeram à humanidade.