domingo, 22 de julho de 2018

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The iPhone Was Inevitable: Hoje damos como adquirido ter nas mãos dispositivos computacionais capazes de correr múltiplas aplicações. Apontamos o iPhone como o ponto de viragem, o dispositivo que convenceu o mundo a adoptar a computação móvel. Mas a história da computação móvel não se limita ao iPhone, teve uma rica evolução de PDAs e mini-computadores, verdadeiros precursores dos telemóveis e tablets de hoje.


How Robotic Arms Defined the Industrial Revolution: Uma breve história do Unimate, o braço robótico programável que foi o primeiro robot industrial, precursor da corrente vaga de automação e robótica na economia e sociedade.

Autocracy 2.0: Não é das coisas mais agradáveis de ler. As velhas ditaduras repressivas reinventaram-se como respeitáveis autocracias. Os atropelos às liberdades mantém-se, o que muda é a aceitação local e global destes regimes. A sensação que, para a maioria das pessoas, basta algum nível de satisfação de necessidades básicas, e não lhes interessa o tipo de regime em que vivem, é preocupante: "The basic message, therefore, might be this: autocracy works! For most of us liberals, this is an appalling thought. But since most people are not much interested in politics — or perhaps in free speech, judicial independence, the rule of law, etc. — so long as the system delivers jobs, economic growth and public order then that’s good enough for them".



The legendary “Grand Guignol”: Cartazes do lendário teatro parisiense, que hoje despertariam polémicas mediáticas. Quer os cartazes, quer as peças representadas do esquecido Théâtre Grand Guignol, cujo nome se tornou um adjetivo para obras bizarras na sua violência sangrenta.

Are virtual reality and augmented reality the future of education?: Se descontarmos o habitual deslumbre reducionista de Kurzweil, incapaz de ver este tipo de questões sem ser sobre prismas do absoluto, sim, quer a AR e a RV têm futuro na educação. Algo que não é nenhuma novidade, está estudado há décadas, mas não é fácil de implementar fora de contextos universitários por causa dos equipamentos necessários. Algo que a massificação da realidade virtual de consumo está a resolver. Agora, ser o futuro da educação... pronunciar isto é o habitual reducionismo dos solucionistas tecnológicos.


The Cities That Never Existed:  Uma viagem pelas arquiteturas utópicas (mesmo as de raiz distópica), os panoramas de cidades imaginadas e planeadas que nunca saíram do papel. Mas também sobre como estas utopias refletem os ideários e sistemas sociais daqueles que as conceberam, muitas vezes sem ter atenção às reais consequências da construção destes futuros potenciais: "vital importance of looking at what happened, at what could have happened, and what could yet come to pass if we follow plans blindly or without formulating our own. “Other worlds are possible” seems an attractive proposition, but those alternate futures might be dreams, or they might be nightmares, depending on how people act in the here and now".



100 Years of Rocketry and Research at NASA’s Langley Facility: Antes da NASA, existia a NACA. O resultado de cem anos de pesquisa aeronáutica, registado em imagens memoráveis.

Why We Need to Fine-Tune Our Definition of Artificial Intelligence: A visão da IA como uma espécie de inteligência similar, ou superior, à humana tem sido um fator de desentendimento. Se as ferramentas de IA de que hoje dispomos são sofisticadíssimas, não se ajustam à visão super-cérebro/exterminador implacável que associamos a esta tecnologia. Esse enviesamento também não nos ajuda a analisar os impactos e consequências, que já se fazem sentir.

The Trailer for The Man Who Unlocked the Universe Is a Gorgeous Mixture of Science and Action: Recordo ter lido numa Scientific American, há já muitos anos, um artigo sobre este homem marcante da história da ciência, que caiu em esquecimento.

Ars on your lunch break, part one: Rodney Brooks and robot ethics: Rodney Brooks, um dos mais influentes cientistas no domínio da robótica e inteligência artificial, sobre a forma como fez nascer e acompanhou a evolução tecnológica nestas vertentes.

Disposable America: Agora que está na moda demonizar o plástico, e que tal perceber como é que surgiu a humilde e ubíqua palhinha, esse símbolo do consumo desenfreado? Tão habituados que estamos a ver este utensílio como algo de descartável e algo inútil, não nos apercebemos que a sua utilização responde a problemáticas de saúde pública. Alexis Madrigal vai longe, e depois de nos contar a história da evolução da palhinha, compara-a às agruras do late stage capitalism.

But, Seriously, Where Are the Aliens?: A vastidão do universo é tramada para quem quer descobrir se há vida, e outras civilizações, nas estrelas.

The Next Frontier to Be Mapped Lies Underground: Não no sentido da arqueologia ou exploração  urbana, mas no uso de tecnologias de visão subterrânea tridimensional para mapear as infraestruturas ocultas sob os solo das cidades. O objetivo? Simplificar a construção civil, evitando cortes de linhas elétricas, canos de água, gás ou cabos de telecomunicações, e até antever potenciais locais de interesse arqueológico.

The Secret Beauty of Marvel’s What If Comics: Revisitar um dos mais clássicos - e brincalhões, comics da Marvel clássica, onde argumentistas exploravam as linhas narrativas alternativas à continuidade geral da editora. A escolha de capas para ilustrar o artigo é intencional: de fato, Hulk hoje é consciente e Jane Foster é a Thor.

Do You Dream in Internet? Don’t Freak Out: Por acaso, pessoalmente, nunca dei conta que os meus hábitos online se tivessem introduzido nos meus sonhos. Aparentemente, acontece, é uma tendência no estudo do sono. Quase apetece perguntar se, influenciados no seu subconsciente pelos algoritmos, os humanos irão sonhar com andróides que sonham com carneiros elétricos.

Insecure internet security cameras and nannycams are actively exploited by voyeurs to spy on owners: O pesadelo de segurança que é a internet das coisas. Na corrida pela manufatura de dispositivos conectados ao menor preço possível, a segurança digital é colocada de parte. Mas as implicações de colocar nas nossas casas dispositivos inseguros, ligados e acessíveis via internet, são graves.

Book Commentary: “Fahrenheit 451” and Cultural Betrayal: Intrigante ponto de vista sobre o clássico de Ray Bradbury. Não uma reflexão sobre o totalitarismo político e governamental, mas uma reação visceral do autor à banalidade da cultura popular, da acefalia e redução à mediocridade do entretenimento de massas.

Memes Are For Tricksters: The Biology of Disinformation: Douglas Rushkoff, David Pescovitz e Jake Dunagan à conversa com R.U. Sirius sobre teoria dos memes. Desde que Dawkins utilizou pela primeira vez este termo, para designar a capacidade viral das ideias em espalhar-se pela humanidade, como se fossem um organismo biológico a tentar sobreviver, que o conceito de meme se viralizou. Hoje tornou-se um estilo online, e uma arma de combate ideológico, contaminando as redes sociais com ideários enviesados. É revelador ler Pescovitz a referir que "we were optimistic that memes could become a powerful new tool to spread ideas that would spark positive social change". De facto, os memes, nas mãos de trolls ou exércitos de propagandistas ao serviço de agentes de desinformação, tornaram-se ferramentas de mudança social, mas não positiva. Rushkoff observa, certeiro: "My point is that more nefarious virologists — the high-paid specialists of Hill & Knowlton and Russia and Cambridge Analytica — are grafting memes into carrier viruses. They are creating the voltage necessary for the virus to spread by resorting to stimulation, inflammation, and dangerous provocation".

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