segunda-feira, 25 de junho de 2018

Comics


Black Hammer Age of Doom #03: A série Black Hammer é dos melhores comics de super-heróis a ser atualmente publicada. No entanto, sublinha um dos piores elementos da cultura popular contemporânea: o seu esvaziamento temático, e centramento num constante remisturar das suas iconografias com retoques nostálgicos. Nesta série, Jeff Lemire utiliza com enorme largueza referências temáticas e iconográficas da história dos comics. Não foi por acaso que escolhi a óbvia vénia a Sandman de Neil Gaiman, sintoma óbvio de uma história onde todos os personagens são referenciais e derivativos. Fica no ar a pergunta: está Lemire a levar esta série numa onda de pura nostalgia, recriado a história dos comics com uma história sua, ou é um apontar de dedo à praga das estéticas nostálgicas da cultura pop?

Batman #49: O problema de um Batman feliz, ao lado de uma mulher que ama, explicado no regresso algo subtil de Joker às mãos de Tom King. O cavaleiro das trevas sempre foi uma figura trágica, negra, deprimente, longe da bonomia da felicidade. É a contradição inerente à linha narrativa do casamento de Batman com Catwoman. Já a forma como o Joker, seu arqui-inimigo que pareceu morrer às mãos de Scott Snyder, quando este encerrou uma das suas temporadas como argumentista do personagem clássico, é feita de forma estranha. Em vez de um mega-evento centrado no ressurgir do Joker, Tom King usa-o como personagem secundário na linha narrativa do casamento  do cavaleiro das trevas.

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