terça-feira, 19 de setembro de 2017

Valérian #05

 

Os Heróis do Equinócio: um leitor mais incauto pode ler esta aventura dos agentes espácio-temporais e pensar que está perante uma história épica com um toque de humor. Nesta aventura, Valérian é incumbido da missão de participar num torneio num planeta distante. Tudo indica que o torneio será de combate, mas ao chegar ao planeta os nativos explicam aos participantes que o que necessitam é que os heróis se dirijam a uma ilha distante e enfrentem as provas que lhes serão destinadas. O vencedor dará origem à próxima geração de habitantes do planeta, fecundando a madre suprema do planeta. Temos um herói de espada flamejante, um tecnólogo algo comunista defensor da democracia popular, um sábio interligado com a natureza... e Valérian, que mal sabe onde está, quando mais o que tem de fazer. Apesar de falhar redondamente em todas as provas, acabará por ser o escolhido para uma tarefa que tem preocupantes efeitos secundários e ajudará a gerar a nova geração de habitantes do planeta. Será eventualmente salvo por uma furiosa Laureline, nada contente com a forma como o seu Valérian desempenhou esta missão. A ironia desta história é muito óbvia, com a caricatura à banda desenhada épica, quer de fantástico quer de ficção científica. Druillet e Moebius são os principais visados nesta sátira visual, os seus estilos estão na base do espantoso trabalho de Meziéres neste álbum.

Metro de Châtelet - Direcção Cassiopeia: Valérian investiga, na França dos anos 60, estranhas ocorrências com monstros misteriosos. Em simultâneo, no futuro, Laureline explora os planetas de Cassiopeia, tentando desvendar um mistério que está relacionado com os acontecimentos da missão de Valérian. A resposta poderá estar em artefactos desaparecidos de um dos belos templos de um planeta que alberga o lixo do sistema. História a ser concluída no álbum seguinte, que se destaca pelo ambiente depressivo e a ligação intensa entre os personagens, mesmo separados pelo espaço e tempo.

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