quinta-feira, 30 de março de 2017

Dylan Dog: L'Esercito Del Male; Gargoyle.



Robin Wood, Giovanni Freghieri (2000). Dylan Dog Gigante #09: L’esercito del Male. Milão: Sergio Bonelli S.p.A..

Estranhos orbes surgem da noite e tomam conta do corpo de vítimas inesperadas. Parecem ser uma força ameaçadora, mas são a defesa contra uma ameaça extra-dimensional, incorporada numa criatura que depois de exterminar a sua realidade, quer agora dominar a nossa. Dylan Dog vê-se no meio destas forças em conflito, apaixonando-se por uma mulher impossível, perseguindo aqueles que julga serem forças malévolas até ao inevitável encontro com a criatura verdadeiramente maléfica, transmutada numa bela mulher, o seu acólito, um mago arturiano condenado a uma eternidade de horror, e os seus exércitos de zombies, travados apenas pelos orbes que, no final da conturbada história, devolvem os corpos àqueles que vitimizaram. Longa história do Old Boy, saltando um pouco entre o místico, o romântico, o terror e a comédia.
 

Paola Barbato,  Riccardo Burchieli (2016). I colori della paura n. 51: Gargoyle. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Dylan Dog, sempre à míngua de dinheiro na conta bancária, não se pode dar ao luxo de recusar clientes, mesmo quando sente que está a ser usado para outros propósitos que não a investigação do sobrenatural. É-lhe entregue a tarefa de investigar o desaparecimento de uma gárgula, pedra de centenas de toneladas, que saiu do seu lugar no centro de um castelo muito especial. Dedicado à ideia da perversão sádica da justiça, este castelo é notável pelos seus grotescos conjuntos escultóricos que registam na pedra as sevícias infligidas às vítimas do aristocrata local, antigo senhor daquelas terras. O grotesco atrai, e o castelo é uma óbvia atracção turística que traz prosperidade ao que de outra forma seria um lugarejo esquecido no mapa. Ao investigar o desaparecimento da estátua (e sendo um episódio de Dylan Dog, já se percebe que a gárgula é mais do que uma estátua de pedra), Dylan vai-se cruzar com o fantasma do escultor responsável pela estatuária, que enlouqueceu ao ler o livro de registos da justiça senhorial que foi incumbido de retratar em pedra, para que a memória das injustiças não se desvanecesse. Aventura curta, bem concebida por Paola Barbato, mas que vale mais pela ilustração a cores, um registo menos habitual no fumetti.

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