quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Dylan Dog: La Macchina Umana; Il Gatto Nero


Alessandro Bilotta, Fabrizio de Tommaso (2016). Dylan Dog #356: La Macchina Umana. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Terá Dylan abandonado a profissão de detective, trocando as aventuras pela estabilidade de um emprego fixo num escritório? Tudo aponta para que sim. Mergulha cada vez mais em desespero e tédio, enredado nas teias de um emprego onde as condições laborais são o sonho húmido de um neoliberal. O trabalho é tudo, os direitos são um empecilho ao progresso, e ai de quem se atrever a ser o primeiro a sair após o final do dia de trabalho. Pelo meio, intui-se que Dylan foi contratado para se infiltrar na empresa, investigando o porquê dos seus trabalhadores perderem o seu espírito. Acaba enredado, desesperado pela rotina, aderência a imposições desumanas explicadas com a candura da lógica bem educada, esmagado pela vida burocrática. Toda a história é uma meditação interessante sobre os monstros de gravata que medram nos escritórios dos arranha-céus empresariais. Distingue-se também pela ilustração, aqui num tom mais plástico e expressionista do que o habitual realismo dos ilustradores ao serviço da Bonelli.



Tiziano Sclavi, Angelo Stano (2016). Dylan Dog Il Nero Della Paura #05: Il Gatto Nero. Milão: Sergio Bonelli Editore S.p.A..

Um gato negro assombra simultaneamente dois ex-amantes, décadas depois da separação. Ambos permaneceram sós, sem querer voltar a encontrar amores. O homem consome-se no amor aos animais, mas após a assombração estes evitam-o. Dylan Dog é impotente para resolver este caso. Está nas mãos dos ex-amantes quebrar o peso das memórias e,  reencontrado-se, recomeçar toda uma vida perdida.

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