segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Comics


Batman Annual #01: Neste anual de Batman, em vez de uma história longa temos uma série de curtas dedicadas ao natal. Logo a abrir, Tom King, corrente argumentista do personagem, dá-nos uma lição de storytelling bem estruturado e da mitografia da personagem, com Batman a encontrar um companheiro canino graças aos esforços de Alfred, que adopta um animal em estado selvagem depois de treinado e abandonado pelo Joker. A punchline final, "world's greatest detective indeed", é brilhante, mas a chave da história é a revisão subtil que King faz à pedra basilar de Batman, a história trágica do assassinato dos pais do jovem Wayne, que o leva a assumir o manto de cavaleiro das trevas. "Some wounds can never be healed", diz, sombrio, referindo-se a um animal aparentemente irrecuperável e que Alfred humanizará, mostrando que afinal, as piores marcas traumáticas podem ser curadas.


Wacky Raceland #06: Termina como começou, weird, apocalíptico, completamente à solta a desvirtuar os limites de um antigo cartoon infantil. Esta série pegou na premissa das corridas mais loucas do mundo e transformou-a em algo que poderia ser descrito como um gabinete de curiosidades montado por tecnólogos arrojados e taxidermistas experimentais. Leva um pouco de tudo neste final com nuvens de nano-organismos canibais, animais semi-inteligentes revoltosos e um super-robot criado a partir da união dos veículos das corridas loucas, para combater o cérebro que sobrevive ligado a uma máquina que já foi a esposa do cientista responsável pela criação dos nano-organismos, animais inteligentes e exércitos de clones que devastaram o planeta. É puro popcorn, divertido num desvio de FC grindhouse.

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