sexta-feira, 20 de maio de 2016

Doctor Who e o Dia dos Daleks






Terrance Dicks (1983). Doctor Who e o Dia dos Daleks. Lisboa: Editorial Presença.

O problema de ler aventuras antigas de Doctor Who é a desconexão cognitiva entre a imagem dos livros e a minha ideia pessoal do personagem, um misto da energia de David Tennant, da excentricidade de Matt Smith e da aridez de Capaldi (pertenço ao clube dos que não vão à bola com o nono Doctor). Mas a aventura é dos tempos clássicos, de um Doctor que encantou gerações antes de eu ser nascido (a primeira edição data de 1974) encarnado pelo actor Jon Pertwee.

Não esperemos um clássico de FC neste livro, antes um episódio mais desenvolvido. A ameaça dos Daleks vem de um futuro tornado possível por um momento-pivot que no presente mergulhou a Terra numa guerra nuclear. Há uma confusão sobre o que causou esse momento, o que dá um bom mote ao estilo de história de viagens no tempo em que os efeitos precedem causas inesperadas. Temos saltos a um futuro distópico com a Terra dominada pelos Daleks, unidades da UNIT em combate contra criaturas monstruosas, e combatentes pela liberdade que, se não pela intervenção do Doutor, seriam os reais causadores do futuro que querem a todo o custo evitar.

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