segunda-feira, 23 de maio de 2016

Comics


Archangel #01: William Gibson a escrever comics? Confesso que a expectativa não é elevada. Gibson é um romancista de primeira linha, mas a linguagem narrativa literária é diferente em ritmos e estruturas da da banda desenhada. Não surpreende, por isso, haver um outro nome a escrever, encarregue de adaptar a narrativa do autor para o formato dos comics. Já a história é intrigante. Gibson parece ter escolhido afastar-se do seu cyber futurismo decadente e divertir-se com um tipo de história clássico na FC, à volta com realidades alternativas, viagens no tempo e paradoxos temporais.


Red Thorn #07: É um título da Vertigo que tem passado despercebido, no meio do destaque a séries mais marcantes. Mas tem-se mantido consistente, numa abordagem de fantasia urbana a uma história onde velhos deuses do passado longínquo regressam à vida, invocados por desenhos criados por descendentes de servos, aprisionados a uma promessa milenar. Não foge à iconografia e estilo da fantasia urbana.


Silver Surfer #04: Entre o grafismo tão à golden age e a inocência dos argumentos, afastados dos estilismos convolutos que se tornaram habituais numa Marvel que cada vez mais encara os comics como extensão do seu universo cinematográfico, este Silver Surfer recupera a essência do comic clássico. Pegar nestas quadricromias onde o bem e o mal estão tão definidos como o contorno negro das figuras recupera um pouco daquela sensação sentida quando se pegava nas primeiras revistas de super-heróis. Como uma droga, não se volta a ter sensações similares às do primeiro embate.

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