segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Comics


Descender #08: Isto. A space opera de Jeff Lemire segue à rista o cânone do género mas respira perante as ilustrações aguareladas de Dustin Nguyen. A ilustração tem sido excelente e lega-nos momentos de deslumbre como este. Note-se, não é preciso um traço hiper-detalhado para encher o olho e imaginar uma fabulosa cidade futurista. É esse o carácter da boa arte, levar o cérebro do espectador a preencher com a sua imaginação os detalhes que a cor e a linha se recusam a fornecer.


 Ivar, Timewalker #12: Vou arriscar e apostar que Fred VanLente não é fã de Doctor Who. Só isso explica terminar uma série sobre viajantes no tempo com uma dupla de viajantes a saltitar entre o passado e o futuro em que uma acha péssima ideia que a outra se chame companion. Hashtag whovianos percebem a piada. VanLente soube criar um tortuoso nó de paradoxos temporais nesta série em que restringiu um pouco o seu habitual sentido de ironia.


Phonogram The Immaterial Girl #05: Phonogram é na sua essência um comic sobre música pop. É o que lhe dá o encanto e o distingue por entre o estafado campo das fantasias mágicas urbanas. Como toda a música pop, não é necessariamente bom, mas tem sempre aquele momento, aquele detalhe, que fica no olho tal como os acordes ou um verso do refrão das mais esquecíveis músicas comerciais se entranham no ouvido.

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