segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Comics


Constantine The Hellblazer #07: O novo Constantine consegue renovar a personagem da maneira certa. Respeita o peso do seu passado, não a banaliza com o mergulho no simplismo dos comics de super-heróis (algo que foi tentado mas falhou) e mantém um simpático bom e erudito humor. O John Constatine de Moore e Milligan está bem entregue à equipa criativa de Ming Doyle e James Tynion. E com o traço espectacular de Riley Rossmo, a continuidade com o personagem clássico que ganhou vida com o expressivo traço clássico de John Tottleben mantém-se.


The New Romancer #01: Sei que Peter Milligan é uma das lendas vivas dos comics actuais, mas estas não têm de acertar em todas. Esta nova série da Vertigo, sobre Inteligências Artificiais que canalizam os espíritos dos ícones do romantismo e uma programadora apaixonada pela poesia de Byron não impressionou. O anterior The Names era brilhante, e neste sente-se um registo mais leve. Mas hey, não consigo deixar passar e de saudar a referência a Ada Lovelace, ainda por cima num comic que sai na semana em que decorre em todo o planeta a Hour of Code. De vez em quando gosto de adormecer os meus alunos com as ligações entre a poesia de Byron, o engenho diferencial de Babbage e a criatura de Frankenstein.


Trees #13: Drones are loud tonight. São estes pequenos pormenores que tornam Ellis no escritor que melhor compreende os impactos da modernidade no futuro próximo. Vai desvendando o que talvez sejam as impassíveis árvores alienígenas que se instalaram na Terra e à volta das quais a humanidade continua a fervilhar, como formigas perto de algo que vive a uma escala demasiado vasta para a sua compreensão.

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